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 <Titulo><![CDATA[Líbano, Irã e Rússia são os temas principais de reunião da UE]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[A situação no Oriente Médio após o  conflito do Líbano, o programa nuclear iraniano e as relações com a  Rússia serão os temas principais da reunião dos ministros de  Relações Exteriores da União Européia, sexta-feira e sábado, em  Lappeeranta, no sudeste da Finlândia.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O Governo finlandês, que ocupa a Presidência rotativa da UE,  escolheu uma fortaleza do século 18, numa localidade de 60 mil  habitantes, 220 quilômetros a leste de Helsinque, perto da fronteira  com a Rússia, como sede da reunião informal que acontece a cada seis  meses.  <br><br>   Os chefes da diplomacia dos 25 países vão aproveitar para  discutir o processo de paz no Oriente Médio, após a guerra de 33  dias entre Israel e a milícia xiita libanesa do Hisbolá, apoiada  pela Síria e pelo Irã. Eles vão estudar como reforçar o papel da UE  na região.  <br><br>   Durante a crise, a UE fez um intenso trabalho diplomático. Agora,  poderá enviar até 7 mil militares ao Líbano, como parte da missão da  ONU, para reforçar as forças libanesas no sul do país, cumprindo a  resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU.  <br><br>   Segundo a comissária européia de Relações Exteriores, Benita  Ferrero-Waldner, o conflito demonstrou que não existe uma solução  militar no Oriente Médio. "Agora devemos aproveitar a ocasião",  disse.  <br><br>   Fontes diplomáticas da UE afirmaram que os últimos eventos  mostraram a necessidade de atualizar o Mapa de Caminho, plano de paz  elaborado em 2003 pelo Quarteto de Madri (EUA, Rússia, UE e ONU). As  suas diretrizes previam a criação de um Estado palestino, convivendo  em paz com Israel.  <br><br>   A vitória do grupo radical Hamas nas eleições palestinas de  janeiro e a guerra do Líbano mudaram o panorama de um ano atrás,  quando a retirada israelense da Faixa de Gaza abria novas  perspectivas para uma solução.  <br><br>   Os bombardeios israelenses sobre o Líbano e os territórios  palestinos e o lançamento de foguetes contra Israel radicalizaram as  posições.  <br><br>   A reunião na Finlândia vai começar um dia depois de terminar o  prazo dado ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU para suspender o  enriquecimento de urânio. O Alto Representante para a Política  Externa e de Segurança Comum européia, Javier Solana, vai falar  sobre a situação no sábado.  <br><br>   Solana deve comentar a "extensa" resposta à oferta feita pela  comunidade internacional a Teerã em troca da suspensão de suas  atividades. Ele disse na semana passada que pediria esclarecimentos  aos iranianos, que adiantaram que não interromperão seu programa  nuclear e ofereceram em troca "negociações sérias".  <br><br>   A UE defende a manutenção das negociações com o Irã. Mas não  descarta discutir a possibilidade de sanções.  <br><br>   O desenvolvimento das relações da UE com a Rússia, uma das  prioridades Finlândia, também será abordado no sábado, em preparação  para a cúpula de Helsinque, em novembro.]]></Texto>

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