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 <Titulo><![CDATA[Líderes muçulmanos pedem paz e superação de diferenças no Iraque]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[Vários líderes muçulmanos pediram hoje em  Kioto o fim da violência no Iraque e um acordo entre as facções  xiitas e sunitas que se enfrentam no país.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O pedido aconteceu durante o encerramento da Conferência Mundial  das Religiões para a Paz, realizada desde sábado em Kioto, na qual  autoridades religiosas de todo o mundo rejeitaram a violência  sectária que usa dogmas religiosos e a apologia à morte como armas.  <br><br>   "Em momentos nos quais a religião é seqüestrada por extremistas,  os líderes religiosos reunidos em Kioto mostraram a todo o mundo o  poder das comunidades religiosas para iluminar o caminho rumo à paz  quando trabalham juntas", disse o secretário-geral do movimento  Religiões para a Paz, William Vendley.  <br><br>   A conferência ecumênica, que levou líderes cristãos, muçulmanos,  budistas, judeus, hindus, jainistas, zoroastrianos, xintoístas e  representantes de outras religiões, é realizada a cada cinco anos  desde 1970.  <br><br>   Esta edição contou 800 delegados de vários países que pediram na  Declaração final lida hoje que a religião não seja usada "como  justificativa ou desculpa" para o conflito.  <br><br>   "As comunidades religiosas devem expressar sua oposição sempre  que a religião e seus princípios sagrados sejam distorcidos a  serviço da violência", destacou a mensagem.  <br><br>   Na Declaração, foram adotadas "20 recomendações aos líderes  religiosos, aos governantes civis, às organizações internacionais e  aos empresários", para que estes grupos usem "a cooperação e a  educação" para enfrentar surtos violentos.  <br><br>   Entre os pedidos de reconciliação se destacou o dos líderes  sunitas e xiitas do Iraque presentes na Conferência, da qual também  participaram representantes curdos.  <br><br>   "Falamos, não atrás de cortinas, nem de muros, mas como pessoas  normais. Conversamos com audácia e coragem, mas também em confiança.  Vamos seguir por este caminho e alcançaremos a linha do bem para  todos no Iraque", disse o ministro de Assuntos Religiosos Xiitas do  Iraque, Mohammed Saleh Al Haidari.  <br><br>   Apesar do ambiente de abertura e conciliação, o Governo do Japão  não permitiu que seis líderes religiosos norte-coreanos entrassem no  país para participar da conferência de Kioto, alegando sanções  impostas à Coréia do Norte por Tóquio depois que Pyongyang lançou  sete mísseis balísticos em julho.  <br><br>   Entre os participantes da conferência estavam o ex-presidente  iraniano Mohamed Khatami, a diretora-executiva do Fundo das Nações  Unidas para a Infância (Unicef), Ann Veneman, e o  ex-primeiro-ministro norueguês Kjell Magne Bondevik, além do chefe  do Executivo japonês, Junichiro Koizumi, que foi o anfitrião do  encontro na abertura no sábado.]]></Texto>

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