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 <DataGeracaoArquivo>Dom, 27 Ago 2006 20:32:11 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Correspondente iG: Será que os países do Oriente Médio aprenderam alguma coisa?]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel</NomeCredito>
 <EmailCredito>mailto:nahumsirotsky@ig.com.br</EmailCredito>
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 <Olho><![CDATA[ISRAEL – A opinião pública israelense cobra da liderança explicações sobre o que aconteceu. As mais recentes pesquisas revelam que 63 por cento dos cidadãos consideram que o primeiro-ministro Ehud Olmert, líder do Kadima, partido criado por Sharon antes de adoecer, deve renunciar. Cerca de 74 por cento querem a renúncia de Amir Peretz, ministro defesa e líder do Partido Trabalhista. E 54 por cento consideram que o general Halutz, comandante das Forças Armadas, deve ir para casa. Os três, a “troika”, são responsabilizados pelo que aconteceu no confronto com o Hezbollah. Porém, acima de 80 por cento dizem que mantém a confiança nas Forças Armadas. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>O que houve, afinal? Entrou-se e saiu-se da guerra sem explicações suficientes. Comissões de inquérito vão procurar as respostas.<BR>&nbsp;&nbsp; <BR>Os soldados raptados ainda não foram soltos. Há informações de que vários países procuram intermediar uma solução. Não tardariam resultados. Também voltaria para casa aquele raptado pelo Hamas palestino. Em entrevista a uma rede de TV libanesa, o líder do grupo xiita Hassan Nasrallah se declarou disposto a negociar a troca dos soldados por prisioneiros libaneses em solo israelense e também afirmou que não vai se opor à força interina da ONU, a Finul, no sul do país.<BR>&nbsp;&nbsp; <BR>A tropa internacional logo estará guardando a fronteira entre Israel e a região libanesa que o Hezbollah ocupava. A organização xiita não será desarmada. Mas não se imagina nova rodada de violência. </P>
<P>Quem ganhou? A questão, porém, é outra. Consiste em se desta guerra os países do Oriente Médio terão finalmente aprendido algo útil para o seu futuro.</P>
<P><STRONG>Ultimato</STRONG> </P>
<P>É verdade que os próximos dias tendem a concentrar atenções em outra frente. À meia-noite do dia 31 vence o ultimato do Conselho de Segurança das Nações Unida ao Irã para que desista de suas pesquisas que podem levar à construção de sua arma nuclear. Se os persas continuarem rejeitando as proposta de um entendimento, o país terá se ser submetido a sanções.</P>
<P>A hipótese do uso da força não é considerada. Teerã demonstrou em fatos que não teme sanções. Inaugurou suas instalações para o uso de água pesada em suas pesquisas. Rússia e China, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, outros sendo os Estados Unidos, França e Reino Unido, Inglaterra, aprovaram a emissão do ultimato. </P>
<P>Porém, discordam da aplicação de sanções. Querem mais tempo para diplomacia. Os Estados Unidos consideram que já se falou demais. Discutem aplicação de sanções ignorando-se Rússia e China. Pode haver afastamento entre Estados Unidos e a Rússia e China que teria conseqüências sobre a economia internacional. O mercado está nervoso. O fim da semana se prenuncia pouco favorável a pensamentos otimistas.<BR>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <BR>No caso de Israel, a guerra já teve como conseqüência não declarada o fato de o governo praticamente desistir do tema de maior apoio em sua campanha eleitoral. Sharon, há meses em vida vegetativa, criara o Kadima com a proposta de solução unilateral da questão com os palestinos. A fronteira seria traçada e, alem dela, os palestinos poderiam criar seu país. </P>
<P>Ehud Olmert, o herdeiro político, assumiu a idéia. Mas os palestinos elegeram a maioria parlamentar do Hamas, que tem o programa de criar um estado palestino teocrático, com as leis do Alcorão, o livro fundamental da fé muçulmana, rejeitando o direito de Israel a existir. Criou-se, na prática, um ambiente de guerra entre Israel e o Hamas, da seita sunita, notório pelo seu recurso à tática dos homens-bomba. O programa de Sharon ficou como símbolo de vitória das táticas do Hamas.<BR>&nbsp;<BR>O confronto com o Hezbollah xiita com programa de islamizarão do Líbano e destruição de Israel, terminou do lado muçulmano com a proclamação de vitória. Israel não se considera derrotada, mas não se qualifica de vencedor. Foi pá de cal na hipótese da solução unilateral que passou ser vista como eternizando a luta.<BR>&nbsp; <BR>Na “Arab News” (arabnews.com) Khaled Batarfi, escreve que “Israel tem o direito natural de viver em paz. Os Árabes devem mostrar ao seu inseguro vizinho que existe luz no final do túnel. Precisamos garantir-lhe fronteiras amigas e seguras”. Ele também escreve que “as tragédias na história são repetidas porque não aprendemos de nossos erros”. </P>
<P>O artigo é longo, inteligente, corajoso. Não economiza críticas a lado algum. Enfatiza que o Hezbollah saiu fortalecido. A região se radicalizou. O Irã e seu protegido(Hezbollah) só&nbsp; podiam sonhar com o status que passaram a ter no mundo muçulmano”. </P>
<P>E, lembra sobre os árabes, que “já repetimos os nossos erros do Afeganistão ao Iraque, da Palestina ao Líbano. É hora de repensar. As lições do trágico evento do Líbano devem ser utilizadas para retomar o projeto de paz, cooperação e prosperidade para a nossa tão problemática região”. Projeto apresentado há anos pelo monarca do riquíssimo país petrolífero.<BR>&nbsp; <BR>Pode acontecer que a guerra do Líbano seja uma porta para dias mais tranqüilos. Foi no Oriente Médio que nasceu o conceito de milagre.</P>]]></Texto>

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