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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 25 Ago 2006 15:40:26 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Líbano tenta conter desastre ambiental sob bloqueio israelense]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Com os poucos recursos que restaram após  o conflito entre Israel e a milícia xiita Hisbolá, e ainda sob  bloqueio marítimo e aéreo do Estado judeu, o Líbano tenta enfrentar  o desastre ambiental causado pelo derramamento de cerca de 15 mil  toneladas de petróleo no Mar Mediterrâneo durante o conflito.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O vazamento foi causado por bombardeios israelenses que atingiram  os depósitos da usina elétrica de Jiyeh, próxima a Beirute, dois  dias após o início do conflito.  <br><br>   Cerca de 200 quilômetros do litoral, ou seja, praticamente toda a  costa libanesa, foi atingida pelo vazamento, segundo fontes do  Centro de Monitoramento de Informação (MIC), organismo europeu que  coordena a assistência em zonas de emergência.  <br><br>   As autoridades libanesas pediram ajuda internacional e exigiram o  fim do bloqueio israelense para que possam fazer frente à catástrofe  ecológica.  <br><br>   Há dois dias, o Governo libanês recebeu finalmente a autorização  para sobrevoar a costa, graças à mediação das Nações Unidas, que  conseguiram que Israel suspendesse o embargo para as atividades  relacionadas ao desastre ambiental.  <br><br>   A Força Interina da ONU para o Líbano (Finul) prometeu ceder um  dos seus helicópteros na próxima segunda-feira, dia 28 de agosto.  <br><br>   Beirute solicitou à União Européia (UE) um avião equipado para  esse tipo de missão, informou o ministro do Meio Ambiente do Líbano,  Yacoub Sarraf.  <br><br>   A organização ecologista Greenpeace possui uma embarcação  preparada para recolher o combustível depositado no fundo do mar,  mas para que possa operar é necessário que Israel suspenda o  bloqueio marítimo.  <br><br>   As dificuldades no acesso à região impediram a localização exata  do petróleo no mar e ainda não se sabe se novas manchas podem  atingir a costa libanesa ou se vão se deslocar em direção ao Chipre  ou ao litoral sírio.  <br><br>   Na última semana, o Governo libanês adotou em Atenas um plano de  ação urgente para conter o derramamento, com três linhas de atuação  prioritárias: extrair o petróleo dos portos, das praias e do fundo  do mar de Jiyeh, para que a central elétrica possa voltar a  funcionar.  <br><br>   Apesar das recomendações do Governo, muitos libaneses aproveitam  o frágil cessar-fogo e o calor intenso de agosto para se banharem no  mar, em lugares onde a poluição é aparentemente menor, como em Tiro,  no sul do país.  <br><br>   Entre as praias atingidas pelo vazamento está a de Byblos, uma  das cidades mais antigas do mundo e patrimônio da Humanidade pela  Unesco, que também foi bombardeada pela aviação israelense.  <br><br>   A pesca no Líbano, um país eminentemente litorâneo, também foi  gravemente prejudicada, disse o ministro do Meio Ambiente.  <br><br>   O Governo libanês está tentando coordenar a ajuda e garantir uma  via de financiamento para os pescadores prejudicados, afirma Sarraf,  que assegurou também que "nem todas as espécies foram afetadas para  o consumo".  <br><br>   A União Mundial para a Preservação da Natureza (IUCN, sigla em  inglês) enviou um grupo de analistas ao Líbano e fez um alerta hoje  sobre "os danos alarmantes sofridos por várias espécies em perigo de  extinção e os frágeis ecossistemas litorâneos".  <br><br>   Os analistas da IUCN também detectaram a presença de substâncias  tóxicas, como Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (PAH), no  litoral próximo à usina elétrica de Jiyeh.  <br><br>   Segundo a organização, os PAH são cancerígenos e se acumulam nos  órgãos de animais e plantas, podendo levar ao desaparecimento de  grande parte da população de peixes anos após a contaminação.  <br><br>   Segundo o ministro, o Líbano precisará de entre US$ 100 e US$ 150  milhões para reparar os danos causados pelo derramamento, enquanto a  ONU estimou na reunião de Atenas que serão necessários 50 milhões de  euros apenas para 2006.  <br><br>   Até o momento, Beirute confirmou que a UE contribuirá com 10  milhões de euros, enquanto a Organização dos Países Exportadores de  Petróleo (Opep) e o Programa das Nações Unidas para o  Desenvolvimento (Pnud) se comprometeram a disponibilizar US$ 200 mil  cada um.  <br><br>   O Líbano estuda processar Israel pela contaminação marinha e o  impacto ambiental causado pela emissão de gases provenientes de  incêndios, pelas bombas lançadas sobre o país e pelas possíveis  substâncias químicas tóxicas misturadas a elas.]]></Texto>

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