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 <MetaData>10:06:09 24/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qui, 24 Ago 2006 11:25:12 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Correspondente iG: Europa decide amanhã sobre paz no Líbano]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[Os ministros do Exterior da União Européia decidem sexta, numa reunião em Bruxelas, a contribuição a ser oferecida à composição da tropa internacional de paz no Líbano. O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan participa do encontro. Ele pretende levar o resultado a Beirute, Jerusalém, Damasco e Teerã. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>O cessar-fogo no Líbano está perigando por ser muito frágil. Tem de ser salvo pela presença da tropa internacional o mais rapidamente possível. Há muito mais em jogo do que uma cessação de hostilidades entre Israel e o Hezbollah.</P>
<P>A palavra de Nazaralah, o líder xiita que armou e comanda o Hezbollah, é a de que continuará se sentindo livre para atacar enquanto houver tropa estrangeira na região. A força israelense não se retirou, o que promete fazer quando chegar a tropa internacional para substituí-la. O Hezbollah está obrigado a cumprir sua promessa para manter a aura que obteve na luta com Israel, de vitoriosa. Não se desconta a hipótese de um incidente militar que poderá escalar para um descontrole. </P>
<P>Aliás, é provável que o inquérito que o governo de Israel deve promover para saber o que houve durante a guerra, as inúmeras falhas, aponte para um começo imprevisível. Não se pode esquecer que terá sido então que houve a ordem para a perseguição aos raptores de soldados israelenses na fronteira, uma hora depois de realizado, portanto, comprovável falha na informação ao Comando militar israelense. E que houve a ordem de tentar pegar os raptores antes de desaparecerem. Não foram alcançados. E daí para diante, em etapas sucessivas, ocorreu a escalada que levou à guerra.</P>
<P>Os dois lados aceitaram sem entusiasmo as pressões internacionais por um cessar-fogo talvez precoce. As contas entre os dois não chegaram a ser fechadas. Israel não tinha a intenção de realizar a guerra havida naquele momento. Precisa provar que continua forte e mantém sua superioridade estratégica. O cessar das hostilidades aconteceu às vésperas da força israelense&nbsp; chegar a longa fronteira do Líbano com Síria, a passagem da ajuda ao Hezbollah. Talvez a um passo para a regionalização do conflito. Esta segunda rodada, se acontecer, será mais feroz do que a primeira. E inevitavelmente atrairá novos atores do lado do Hezbollah. </P>
<P>O presidente da Síria, através de cujos aeroportos e rodovias chegariam as armas iranianas, já rejeitou admitir tropa internacional na sua fronteira com o Líbano, essencial para impedir o contrabando de armas para o Hezbollah. Nestas horas, no Líbano, a Síria que dele retirou suas tropas e carrega a acusação de ter ordenado o assassinato de Harari, líder nacionalista libanês, está sem pecha e se prova forte e corajosa diante das massas árabes que fizeram de Nazrala o seu novo grande herói. O líder do Hezbollah teria o prestígio e influência para em breve assumir mais decisiva posição em Beirute, no governo ou além. Ele é um xiita, porém, cerca de 40% da população libanesa é de cristãos. Não dá para prever conseqüências. Muçulmanos&nbsp;&nbsp; e cristãos libaneses chegaram a uma guerra civil de vinte anos nos finais do século XX. </P>
<P>Os americanos e ingleses são inaceitáveis aos árabes na tropa internacional por razões conhecidas, como a guerra no Iraque. Não são confiáveis aos olhos árabes.</P>
<P>Espera-se que a tropa européia seja maioria na tropa internacional, que deve contar com tropa muçulmana. Um europeu será o Comandante. É urgentíssimo decidir e implementar a formação da tropa e evitar nova rodada no Líbano.</P>
<P>Kofi Annan tenta grande jogada. Obter dos europeus a tropa que recusaram designar. Convencer a Síria a não criar obstáculos. Convencer o Irã a evitar rearmar o Hezbollah e deixar de brincar com os Estados Unidos no caso da sua suposta decisão de virar potência nuclear. Evitar o desencontro entre Estados Unidos, China e Rússia no Conselho&nbsp; de Segurança e crise que&nbsp; equivaleria a um afastamento e um novo tipo de guerra fria. E ver confirmada a suspeita de que o Irã está próximo de ter todos os meios e conhecimentos para se transformar em potência nuclear. Virar potência. Convencer Teerã a maneirar.</P>
<P>Já circula entre os diplomatas nas Nações Unidas, em Nova York, sugestão de que poderes seriam concedidos à tropa internacional, as chamadas Regras de Engajamento, com tudo sobre casos em que comando da tropa poderá usar a força para assegurar o sucesso de sua missão. Não há tempo a perder. Devido a guerra, há até a hipótese da viabilidade da destruição de Israel é discutida por comentaristas da mídia árabe que expressam em público o que se pensará nos bastidores. São dias perigosos de uma época perigosa.</P>
<P>Sin Bigan, enviado da China ao Oriente Médio, declarou ontem em entrevista coletiva em Pequim, que voltava da região com a impressão de “profundo pessimismo no mundo árabe devido às guerras no Líbano e o conflito israelense-árabe. Alguns dizem que morreu o processo de paz!”. Ele opina ser muito urgente imaginar novos meios de reanimá-lo. Promover a retomada de conversações entre Israel e Palestinos. "A história já provou que a questão do Oriente Médio não pode ser resolvida pela força da guerra". Claro que história nem sempre ensina. Bigan andou por aqui, na Síria, Jordânia, Palestina, Israel, Egito, Arábia Saudita, entre 6 e 16 correntes passados. Discretamente. O foco agora é a questão do Líbano, mas não se deve esquecer a Palestina, o "coração da crise", disse ele a Xinxuan, mídia chinesa, que destacou.</P>
<P>Todos os países com presença no mapa das relações internacionais acompanham o mais que podem do que acontece nesta região. A esperança pede que o certo seja adotado como caminho. Todos receiam.</P>
<P>Leia também:</P>
<UL>
<LI><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2499001-2499500/2499155/2499155_1.xml" target=_blank>UE define nesta sexta-feira a participação na força internacional no Líbano</A></LI></UL>]]></Texto>

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