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 <MetaData>21:42:57 05/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Dom, 6 Ago 2006 01:32:53 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Correspondente iG: intenção  e realidade no caso do cessar-fogo no Líbano]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel</NomeCredito>
 <EmailCredito>mailto:nahumsirotsky@ig.com.br</EmailCredito>
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 <Olho><![CDATA[TEL AVIV - Há muita confusão no caso do <A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2477001-2477500/2477359/2477359_1.xml" target=_blank>projeto franco-americano relativo ao conflito no Líbano</A>. O primeiro ministro inglês, Tony Blair, disse se tratar de um “ breakthrough” , expressão com inúmeros possíveis significados. Nenhum, porém, sinônimo de solução. Seria mais certo dizer que se abriu uma fresta a qual pode permitir que se abra um caminho. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>O documento foi encaminhado ao países-membros&nbsp;do <A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2477001-2477500/2477251/2477251_1.xml" target=_blank><STRONG>Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)</STRONG></A> e passado para os respectivos ministérios do Exterior desses países. Os governos devem decidir que posição tomar e em dois ou três dias&nbsp; o Conselho deve votar. </P>
<P>Mas não se trata de um cessar-fogo. Equivale a decidir que sejam suspensas&nbsp; as hostilidades&nbsp; até que&nbsp; possam ser criadas as condições de um cessar-fogo que possa ser sustentado&nbsp; com a presença de um força internacional.</P>
<P>Trata-se do primeiro passo do que se pretende ser uma solução definitiva da questão. E sempre ajuda repetir que os chineses lembram que até as mais longas viagens começam com um primeiro&nbsp; passo. Será uma viagem com obstáculos conhecidos e outros imprevisíveis. </P>
<P>Ninguém pode garantir hoje como e quando terminará. O que é previsível é que as horas até a reunião do Conselho votar a resolução não tendem a ser tranqüilas. O sábado foi de violentos <A href="http://admuseg.ig.com.br/FrontEnd/" target=_blank>choques no Líbano e de queda de mais de 150 mísseis do Hezbollah</A> em terras de Israel. </P>
<P>O texto franco –americano foi o possível e não se pode dizer que satisfaça a qualquer dos lados.Uma fresta é uma pequena abertura para se decidir se é o&nbsp; caso&nbsp; de se abrir a porta. </P>
<P target="_blank"><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2477001-2477500/2477378/2477378_1.xml"><STRONG>Exigências já foram feitas como as do Hezbollah</STRONG></A> para que não fique um único soldado israelense em terras&nbsp; libanesas. E nem está claramente explicado o que compreende como terras libanesas. Existe&nbsp; pequena extensão, as&nbsp; fazendas de Shaba, ocupadas&nbsp; por Israel há décadas e&nbsp; que o Líbano e Hezbollah dizem&nbsp; ser&nbsp; libanesas e as Nações Unidas qualificam de sírias. E como Israel acredita&nbsp; que chegará o dia em que&nbsp; acontecerá a negociação&nbsp; de uma paz com a Siria, segura o terreno sob alegação de que só o devolve para os&nbsp; sírios.</P>
<P>Entre Israel e o Hezbollah&nbsp; existe acordo tácito de cessar&nbsp; hostilidades de 1996. O texto franco-americano falar de cessação de hostilidades e o direito de Israel atirar se atacado. O acordo&nbsp; de 1996&nbsp; assegura ao Hezbollah&nbsp; o direito de atirar se encontrar um&nbsp; único&nbsp; soldado&nbsp; de Israel&nbsp; em território libanês. Qual vai valer?</P>
<P>O atual confronto começou quando o Hezbollah raptou dois soldados israelenses que ainda mantêm detidos em algum lugar. Ao que se entende, o texto em discussão contem a previsão de que serão incondicionalmente liberados. Nada se falou de concreto sobre isto até a madrugada. Será que Israel pode cessar hostilidades sem receber os soldados raptados? </P>
<P>O secretario de Estado&nbsp; assistente dos EUA, David&nbsp; Welch,&nbsp; passou horas deste&nbsp; sábado&nbsp; em Beirute&nbsp; e tem encontro marcado em Israel&nbsp; com o Ministro da Defesa Peretz. Óbvio que não&nbsp; anda na área para visitas de cortesia. O Líbano já avisou que terá propostas de e mudanças do texto.Mr.Welch vem&nbsp; com alguma&nbsp; mensagem&nbsp; de Beirute? </P>
<P>A princípio, ao que consta, Israel&nbsp; aceita&nbsp; que a tropa de observadores da&nbsp; ONU, a UNIFIL, fique&nbsp; vigiando&nbsp; a suspensão de hostilidades com reforço de&nbsp; tropa francesa até que se&nbsp; decida a questão&nbsp; de tropa internacional&nbsp; a ser destacada&nbsp; para as região com o poder de atirar para garantir a tranqüilidade.</P>
<P>Os libaneses de Beirute já manifestaram insatisfação com o texto. O ministério israelense está&nbsp;decidindo o que vai decidir. Ainda&nbsp; não se pode afirmar&nbsp; que está garantida a cessação de hostilidades.</P>
<P><STRONG>Leia também:</STRONG></P>
<UL>
<LI><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2477001-2477500/2477251/2477251_1.xml" target=_top><STRONG>Líbano se opõe a projeto da ONU que pede cessar-fogo</STRONG></A></LI></UL>]]></Texto>

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