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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 14 Fev 2006 18:30:19 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Filho de Ariel Sharon é condenado por fraude eleitoral]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O ex-deputado Omri Sharon, filho do  primeiro-ministro israelense, foi condenado a nove meses de prisão  por violar a lei de financiamento de partidos em uma campanha de seu  pai à liderança de sua antiga legenda, o Likud.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O tribunal do distrito de Tel Aviv condenou hoje Omri Sharon a  nove meses de detenção, a outros nove meses de prisão condicional e  ao pagamento de multa de 300 mil shekels (53.651 euros) por violar a  lei de financiamento de partidos e prestar falso testemunho.  <br><br>   No entanto, o tribunal determinou que o réu tenha seis meses de  liberdade antes de se apresentar à prisão, em 31 de agosto, devido  ao estado de saúde de seu pai, Ariel Sharon, internado desde 4 de  janeiro no hospital Hadassah depois de sofrer uma hemorragia  cerebral.  <br><br>   Omri Sharon foi condenado por descumprir a Lei Eleitoral para  favorecer seu pai com a arrecadação de doações sete vezes maiores  que o permitido quando o primeiro-ministro competiu pela liderança  do Likud em 1999.  <br><br>   Omri também foi condenado por prestar falso testemunho sobre como  conseguiu o dinheiro. Segundo suas declarações, teria sido com um  empresário milionário residente na África do Sul e amigo de seu pai.  <br><br>   O filho de Ariel Sharon admitiu a maioria das acusações e seus  advogados disseram hoje que entrarão com recursos.  <br><br>   A juíza Edna Bekenstein declarou na sentença que a política  israelense "deve estar isenta de corrupção, e que o papel do  tribunal é aplicar punições apropriadas e educativas".  <br><br>   O documento sustenta que os objetivos de Omri Sharon eram  recolher fundos ilimitados para a campanha do primeiro-ministro, e  acrescenta que o acusado considerou todos os métodos legítimos para  isso, incluindo fazer seu pai assinar documentos falsos.  <br><br>   A promotora Nava Horowitz elogiou a sentença da Corte ao afirmar  que "se trata de um marco na luta contra a corrupção pública".  <br><br>   Omri Sharon, que em janeiro renunciou a sua cadeira no Parlamento  e perdeu sua imunidade parlamentar, também foi acusado de apresentar  registros falsificados de documentos empresariais, utilizados para  que as contribuições superassem os limites legais.  <br><br>   Este caso de corrupção, que chegou a envolver o  primeiro-ministro, foi divulgado em 2001 depois da investigação  desenvolvida por um jornal israelense.  <br><br>   A Promotoria Geral do Estado recomendou que o chefe do Governo  israelense seja processado, ao concluir que existiam provas  suficientes para acusar Ariel Sharon de aceitar subornos em negócios  imobiliários com ramificações internacionais nos quais seus filhos e  membros do Likud estavam envolvidos.  <br><br>   O primeiro-ministro foi investigado por dois casos de corrupção.  <br><br>   O primeiro envolve um empréstimo milionário que recebeu do  empresário sul-africano Ciryl Kern para devolver doações ilegais  durante sua campanha eleitoral de 1999, dirigida por Omri Sharon,  que disse à Polícia que seu pai sabia do empréstimo.  <br><br>   No entanto, isto nunca pôde ser comprovado, embora meios de  comunicação locais tenham afirmado que finalmente Omri Sharon  preferiu carregar a responsabilidade pelo caso e ajudar seu pai em  suas funções como primeiro-ministro.  <br><br>   O segundo caso, conhecido como o "expediente da ilha grega", está  ligado ao empresário israelense David Apel, que tentava fazer  negócios na Grécia e usou a influência de Sharon quando este era  ministro de Assuntos Exteriores, com o objetivo de fortalecer sua  imagem diante das autoridades que poderiam aprovar seu projeto.  <br><br>   Ariel Sharon foi absolvido deste caso em junho de 2004, quando o  assessor jurídico do Governo israelense, Menachem Mazuz, decidiu não  condená-lo por falta de provas.]]></Texto>

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