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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 30 Dez 2005 09:20:21 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Relatório afirma que aumentou a paz no mundo]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Visto pelos olhos da mídia, o mundo parece um lugar cada vez mais perigoso. O Iraque está caminhando para a guerra civil, o massacre em Darfur, no Sudão, parece infindável, revoltas violentas estão crescendo na Tailândia e uma dezena de outros países e o terrorismo ataca novamente em Bali.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Não é surpresa que a maior parte das pessoas acredite que a violência mundial esteja aumentando. No entanto, a maior parte delas, incluindo muitos líderes políticos e acadêmicos, está errada. A realidade é que, desde o fim da guerra fria - que durante décadas opôs os interesses dos Estados Unidos aos da hoje extinta União Soviética -, os conflitos armados e quase todas as outras formas de violência política diminuíram. O mundo está muito mais pacífico do que era antes.<p><p>Relatório independente<p><p>Por que essa mudança atraiu tão pouca atenção? Em parte porque a mídia global dá muito mais cobertura às guerras que começam do que aos conflitos que terminam silenciosamente. Mas também porque nenhuma agência internacional coleta dados mundiais ou regionais sobre qualquer forma de violência política.<p><p>O Human Security Report, um estudo independente patrocinado por cinco países e publicado pela Oxford University Press, apóia-se numa ampla variedade de dados acadêmicos pouco divulgados e pesquisas especialmente conduzidas para apresentar um retrato da segurança global que está profundamente em desacordo com o entendimento comum.<p><p>Números em queda<p><p>O relatório revela que depois de cinco décadas de aumento inexorável, o número de conflitos armados começou a cair mundialmente no início da década de 90. E esse declínio continua.<p>Em 2003, havia 40% menos conflitos no mundo do que em 1992. Os conflitos mais mortais - aqueles com mil ou mais mortes em batalha - caíram em cerca de 80%.<p><p>O número de genocídios e massacres de civis também caiu em 80%, enquanto as violações de direitos humanos caíram em cinco ou seis regiões do mundo desenvolvido desde meados dos anos 90. O terrorismo internacional é o único tipo de violência política que aumentou.<p><p>Mas embora o número de mortes por atentados terroristas tenha aumentado sensivelmente nos últimos três anos, os partidários do terror matam apenas uma pequena fração do número de mortos em guerras convencionais.<p><p>Fim da Guerra Fria<p><p>O que levou a essa extraordinária e incomum melhora na segurança global durante a última década? O fim da guerra fria, que motivou pelo menos um terço de todos os conflitos desde a Segunda Guerra Mundial, parece ter sido o principal, se não o único, fator crítico.<p><p>No final dos anos 80, Washington e Moscou pararam de alimentar guerras no mundo desenvolvido, e as Nações Unidas ficaram livres para desempenhar seu papel pela segurança mundial que seus fundadores pretendiam.<p><p>Livre da paralisia da geopolítica da guerra fria, o Conselho de Segurança da ONU teve uma explosão de atuação internacional sem precedentes, embora algumas vezes desorganizado, desenhado para deter as guerras em andamento e evitar as novas.<p><p>Missões de paz<p><p>Outras agências internacionais, países doadores e organizações não-governamentais também tiveram papel decisivo, mas foram as Nações Unidas que assumiram a liderança, forçando uma série de iniciativas destinadas a evitar conflitos armados e construir a paz em uma escala nunca antes tentada.<p><p>O número de operações da ONU para manutenção da paz e missões para evitar e parar guerras aumentou em mais de 400% desde o fim da guerra fria. Enquanto esse surto de ativismo internacional aumentou em perspectiva e intensidade durante a década de 90, o número de crises, guerras e genocídios ao redor do planeta declinou.<p><p>Fracassos e sucessos<p><p>É claro que houve alguns fracassos terríveis e muito divulgados - os fracassos em deter o genocídio em Ruanda, Srebrenica e Darfur são os mais conhecidos. Em Ruanda, os números mais pessimistas apontam para assustadores 1,5 milhão de mortos em massacres nos conflitos, principalmente entre membros das etnias tutsi e hutu.<p><p>Mas os sucessos silenciosos - na Namíbia, El Salvador, Moçambique, Eslovênia, Timor Leste e outros lugares - não foram sequer reconhecidos, assim como o fato de que a especialidade das Nações Unidas em lidar com missões difíceis aumentou fortemente.<p>Um grande estudo da Randy Corporation publicado este ano revelou que as operações de paz das Nações Unidas tiveram um índice de sucesso de dois terços.<p><p>Redução de custos<p><p>As operações também foram surpreendentemente eficientes em termos de redução de custos. Na verdade, as Nações Unidas gastam menos administrando 17 operações de paz no mundo em um ano inteiro do que os Estados Unidos gastam no Iraque em um único mês.<p><p>O que as Nações Unidas chamam de pacificação - usar a diplomacia para acabar com a guerra - foi ainda mais bem-sucedido. Cerca de metade de todos os acordos e tratados de paz negociados entre 1946 e 2003 foram assinados depois do fim da guerra fria.<p><p>Com o Conselho de Segurança muitas vezes relutando em agir - o abjeto fracasso em parar o genocídio de Ruanda continua sendo um exemplo-chave - e com muitas missões recebendo recursos inadequados, mandatos apropriados ou pessoal treinado apropriadamente, esses sucessos são ainda mais impressionantes.<p><p>Depois da cúpula mundial do mês passado nas Nações Unidas, muitos críticos descartaram-na como uma instituição tão profundamente fracassada que estava além da salvação. A análise e os dados cuidadosamente colhidos no Human Security Report revelam algo muito diferente: uma organização que, apesar dos fracassos e da burocracia, teve um papel crítico no aperfeiçoamento da segurança mundial. As informações são do jornal The Washington Post.]]></Texto>

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