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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 18 Mai 2005 16:00:03 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Sunitas acusam governo sunita de assassinatos e torturas]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Os sunitas do Iraque responsabilizaram o  atual governo, de maioria xiita, pela última onda de violência no  país, e chegaram a acusar agentes do Ministério do Interior de  seqüestrar e torturar correligionários seus.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Em um novo passo em direção a um eventual conflito fratricida,  clérigos e políticos sunitas também atacaram as milícias Al-Badr, o  braço armado da Assembléia Suprema da Revolução Islâmica no Iraque  (ASRII), principal grupo xiita do país.  <br><br>   Os xiitas representam 58% da população iraquiana, ao passo que os  sunitas, que dominaram o país durante os anos da ditadura de Saddam  Hussein, não passam de 15%.  <br><br>   A primeira a fazer acusações hoje foi a influente Associação de  Ulemás Iraquianos (AUI), que pediu a demissão dos ministros da  Defesa e do Interior, aos quais atribuem a citada onda de violência,  que nas últimas semanas matou centenas de pessoas.  <br><br>   "A atual situação opressiva, com assassinatos por razões  políticas levados a cabo por certos órgãos dos Ministérios do  Interior e da Defesa, não fará mais que aumentar o terrorismo no  país", indicou a organização.  <br><br>   "A Associação considera o governo (do primeiro-ministro, o xiita  Ibrahim al-Jaafari) responsável por estes atos criminosos cometidos  por organismos do Estado", destaca o comunicado.  <br><br>   Nas últimas 48 horas, mais de 50 corpos de iraquianos foram  encontrados em diversos lugares do país. A maioria deles foi  identificada como sunita, e quase todos foram mortos com um tiro na  cabeça.  <br><br>   "A situação não vai parar de piorar. Pelo contrário, estes crimes  podem arrastar o país ao ódio sectário e ao caos", acrescentaram.  <br><br>   Por sua vez, a  Associação de Ulemás levantou mais uma vez a  bandeira da oposição dos sunitas ao atual governo iraquiano e a  qualquer processo político empreendido após a queda do regime de  Saddam Hussein.  <br><br>   Na mesma linha se expressou o Partido Islâmico Iraquiano (PII),  vinculado ao pensamento radical do grupo islâmico Irmãos Muçulmanos.  <br><br>   Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, o PII, liderado  por Mohsen Abdel Hamid, denunciou que vários clérigos e oradores de  mesquitas sunitas "foram torturados até a morte" por agente da  Segurança do Estado.  <br><br>   "Um grande número de sunitas e xiitas foi vítima dos recentes  eventos, mas a maioria das vítimas é sunita, especialmente clérigos.  Se o governo não atuar de forma imediata, terá que fazer frente a  uma crise que pode desencadear seu fim", ameaçou.  <br><br>   Horas depois, em uma entrevista coletiva concedida em Bagdá, o  porta-voz do PII, Mothanna Hares ad-Dari, confirmou que o líder de  seu partido tinha entregado uma carta relativa a este assunto ao  primeiro-ministro, e que este lhe tinha prometido tratar da questão.  <br><br>   "Sabemos quem está por trás dos assassinatos. A organização  Al-Badr, apoiada por altos cargos ministeriais, é responsável pelos  problemas de segurança. Não nos deteremos, nem ficaremos de braços  cruzados", destacou.  <br><br>   Hadi al-Amri, secretário-geral da organização Al-Badr, negou hoje  as acusações e contra-atacou vinculando os citados grupos sunitas à  atividade do radical Abu Musab al-Zarqawi, considerado o elo da rede  terrorista internacional Al Qaeda no Iraque e a principal ameaça  terrorista neste país.  <br><br>   "Elementos radicais islâmicos estão por trás destas operações. Os  Ulemás acusaram primeiro a Guarda Nacional, depois a polícia e agora  os Ministérios. Todo o mundo sabe que a atividade da organização  Al-Badr é política", destacou.  <br><br>   A milícia Al-Badr foi criada pelo fundador da ASRII, o renomado  clérigo Mohammed Bakr al-Hakim, assassinado junto com quase 200  pessoas num atentado com um carro-bomba perpetrado em agosto de 2003  contra a principal mesquita de Najaf.  <br><br>   Armada e treinada no Irã durante os anos da ditadura do deposto  Saddam Hussein, a milícia se infiltrou entre a população xiita e  preparou o retorno dos clérigos xiitas que, como Al-Hakim, viviam  exilados.  <br><br>   Depois, formaram as as novas forças policiais iraquianas que  patrulham áreas xiitas, especialmente nas cidades santas de Najaf e  Karbala.]]></Texto>

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