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 <DataGeracaoArquivo>Dom, 15 Mai 2005 15:55:01 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Newsweek admite que matéria sobre profanação do Alcorão pode ter sido erro]]></Titulo>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[Copyright 2000 AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. <a href="javascript:abreWindow('http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/copyright/fontes/0,,1,00.html', 'Direitos','width=300,height=300,scrollbars=no,resizable=no,status=no');"  class="textoRodape">Clique aqui</a> para limitações e restrições de uso.]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[
WASHINGTON, 15 mai (AFP) - A revista americana Newsweek, cuja reportagem sobre a suposta profanação do Alcorão causou uma onda de protestos com vários mortos em países muçulmanos, admitiu neste domingo que sua matéria original pode ter sido um erro.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[
A Newsweek havia informado que o Pentágono protestou duramente, afirmando que a história era um erro, e o editor da revista, Mark Whitaker, escreveu, em editorial: "Lamentamos que parte da nossa história estivesse errada e enviamos nossa expressão de solidariedade às vítimas da violência e aos soldados americanos que sofreram com isso".<br><br>
As manifestações ocorridas no Afeganistão durante a semana passada deixaram pelo menos 14 mortos e 120 feridos.<br><br>
A Newsweek informou em sua edição de 9 de maio que militares americanos teriam descoberto, após uma investigação, que no campo de prisioneiros da "guerra contra o terrorismo", na base de Guantánamo, em Cuba, um exemplar do Alcorão fora jogado em um vaso sanitário.<br><br>
A revista acrescentou que, ao verificar as informações com um alto oficial americano que tinha lembrado de detalhes do incidente, este afirmou que não tinha mais certeza.<br><br>
No pior momento das manifestações, vários países expressaram sua preocupação e pediram uma investigação profunda e completa, prometida por Washington. <br><br>
A Newsweek destacou que quando seus repórteres informaram o porta-voz do Pentágono, Lawrence DiRita, sobre a resposta de sua fonte, DiRita teve um acesso de cólera: <br><br>
"Tem gente morta por causa das declarações desse f. da p. . Como podemos acreditar nele agora?".<br><br>
O editor da revista explicou que "embora outras grandes publicações tivessem feito denúncias de profanação do Alcorão com base em declarações dos presos, achávamos que a nossa história era válida porque um funcionário do governo americano nos disse que os investigadores tinham encontrado provas".<br><br>
"Altos funcionários do governo prometeram continuar investigando a história", disse Whitaker ao pedir desculpas em nome da revista.<br><br>
A revista citou ainda Mark Falkoff, advogado de alguns presos de Guantánamo, que disse que uma tentativa de auto-eliminação levada adiante por 23 presos, em agosto de 2003, foi desencadeada pela atitude de guardas que pisaram em um exemplar do Alcorão, depois de deixá-lo cair no chão.<br><br>
Washington não negou abertamente os incidentes sobre o Alcorão. O general Richard Myers, presidente da Junta de Comandantes em Chefe, disse na semana passada que não foi encontrada nenhuma prova que respaldasse as denúncias.<br><br>
Mas após os protestos em vários países, a secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, classificou a profanação de qualquer texto sagrado como "abominável" e prometeu que se houver culpados de tais atos em Guantánamo, eles terão que enfrentar as "medidas apropriadas".]]></Texto>

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