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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 28 Fev 2005 09:30:02 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[EUA explicarão situação legal de detidos em Guantánamo]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Os Estados Unidos deverão explicar  essa semana na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a  situação judicial de 600 "combatentes inimigos" presos em  Guantánamo, para quem as organizações humanitárias pediram medidas  cautelares.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O caso das centenas de estrangeiros presos há mais de três anos  na base naval americana de Guantánamo está entre as audiências  iniciais do primeiro período ordinário de sessões da CIDH, que  começa nesta segunda-feira.  <br><br>   O secretário executivo dessa entidade da Organização dos Estados  Americanos (OEA), Santiago Cantón, disse à EFE que pediu à Casa  Branca que "determine o status legal" dessas pessoas.  <br><br>   Os "combatentes inimigos" são mantidos na prisão em Guantánamo,  sem direito a um julgamento, sob suspeitas de vínculos com o governo  afegão dos talibãs ou com a rede terrorista Al Qaeda.  <br><br>   Cantón assinalou que essa nova audiência à qual comparecerá na  quinta-feira o governo americano é de acompanhamento e tem como  objetivo fazer com que Washington informe a comissão sobre o pedido  formulado.  <br><br>   A CIDH quer que o governo do presidente dos EUA, George W. Bush,  explique o que está fazendo a favor desses presos. Além disso, os  representantes americanos expressarão suas opiniões sobre as medidas  cautelares solicitadas na Comissão pelo Centro para Direitos  Constitucionais, um grupo privado americano de defesa dos direitos  humanos.  <br><br>   Tanto a Casa Branca como o Pentágono reiteraram que a condição de  "combatentes inimigos" impede a inclusão desses detidos nos direitos  atribuídos aos prisioneiros de guerra na Convenção de Genebra.  <br><br>   Até hoje, nenhum desses presos foi submetido a julgamento. Apenas  alguns deles - britânicos e australianos - foram entregues às  autoridades de seus respectivos países sob condições negociadas com  seus governos.  <br><br>   Além disso, a CIDH revisará com funcionários dos EUA a situação  dos direitos dos trabalhadores migratórios nesse país. À margem das  queixas apresentadas contra os Estados Unidos em ambos os casos, a  comissão realizará pelo menos 44 audiências sobre violações aos  direitos humanos em vários países da América.  <br><br>   Hoje serão analisadas as denúncias sobre supostas transgressões  aos direitos humanos no Peru, incluindo a situação das pessoas em  prisão preventiva em processos sobre terrorismo.  <br><br>   Também será dado seguimento ao cumprimento das recomendações do  relatório final da Comissão da Verdade e Reconciliação do Peru, e  será revista a situação do direito alimentício na América.  <br><br>   Por outro lado, nas audiências de hoje serão estudadas as  situações relacionadas com a jurisdição militar no Brasil, além do  caso do dissidente cubano Oscar Bisset e de outras pessoas desse  país condenadas por supostas atividades contra o Estado de Cuba,  país que não é membro da OEA.  <br><br>   Também serão abordados o panorama geral dos direitos humanos na  Colômbia e a violência contra as mulheres no marco do conflito  armado nesse país.]]></Texto>

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