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 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 23 Set 2006 12:00:25 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Conformado por ficar de fora, Thiago Alves sonha com vaga]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[Ao contrário do que aconteceu com o gaúcho Marcos Daniel, que não escondeu sua insatisfação ao ser cortado na última hora pelo capitão da Copa Davis Fernando Meligeni, o paulista Thiago Alves se mostrou um pouco mais conformado com o fato de ter ficado de fora do confronto deste final de semana, contra a Suécia, mesmo sendo o atual número um do país (96º do mundo) no momento.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>

Segundo o tenista de 24 anos, natural de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, a decisão de ele não jogar foi tomada por Meligeni muito antes do confronto, ainda em julho, quando o tenista não figurava no grupo dos top 150. Na ocasião, Alves foi informado que estaria presente na equipe que jogaria em Belo Horizonte, mas concordou em participar apenas dos treinos.<p>

Veio então a ascensão a partir de temporada de torneios na Europa. Apesar de não ter conseguido resultados satisfatórios em termos de ranking, percebeu que tinha adquirido o “algo a mais” para começar a subir. Em julho, Alves obteve sua primeira vitória em ATP, no Torneio de Newport, em grama, sobre o alemão Tomas Behrend. Foi a primeira em eventos de porte da ATP.<p>

A seqüência também foi animadora. Voltou a vencer um jogo em ATP, em Indianápolis, conseguiu passar o qualifying do Aberto dos EUA e venceu seu primeiro jogo de Grand Slam. Na volta ao Brasil, ganhou o Challenger de Belo Horizonte e conseguiu outros bons resultados, o que o elevou na última semana à condição de melhor tenista brasileiro.<p>

Neste sábado, na capital mineira, Thiago Alves falou com a imprensa e depois deu entrevista exclusiva para a <b>GE.Net</b>, em que contou sua trajetória e revelou o modo como recebeu a notícia de que não jogaria o confronto contra os suecos.<p>

<b>Como foi a decisão de você não jogar aqui na Davis? Você ficou decepcionado?</b><br>
Antes mesmo de eu ter meus resultados, tinha conversado com ele e falei que queria estar aqui, mesmo que fosse para treinar. Isso foi há dois meses, depois tive os resultados e ele manteve a mesma postura. Eu também penso igual, estou aqui para acrescentar. Ele acha que não chegou o meu momento. Eu acho que já poderia estar jogando, mas com certeza os caras que estão aí têm muito mais experiência que eu, o (Flávio) Saretta, o Ricardo (Mello), já estiveram entre os 50 do mundo. Estou ganhando meu espaço agora e não quero mais sair.<p>

<b>O Marcos Daniel disse na ainda quinta-feira que tinha ficado muito triste com o corte, porque ele queria jogar. Com você não passou isso em nenhum momento sequer?</b><br>
Não, meu sentimento não mudou. O Marcos estava muito mais perto, lutando pelo espaço dele. Eu já sabia que não ia jogar. É lógico que é duro ser cortado, mas não teve esse negócio comigo. Vim já sabendo do meu espaço no time. Vou torcer, vou me ver lá dentro hoje (sábado). Lógico que queria estar dentro, vou lutar por essa vaga.<p>

<b>Ainda em relação ao Daniel, a sensação dele deixou transparecer que o grupo não estava tão unido assim.</b><br>
Não, o grupo está unido sim, na mesma sintonia, é um grupo que está junto há mais de dois anos. O Daniel treinou ontem (sexta-feira), eu também, todo mundo está muito focado e quer a vitória agora, até para coroar esse trabalho.<p>


<b>Recentemente foi publicado que você estaria insatisfeito e que teria até pagado do próprio bolso a passagem de Belém (onde estava para jogar o Challenger local até a semana passada) para Belo Horizonte. Isso é verdade?</b><br>
Não, (o que saiu publicado) não foram palavras minhas. Desde que era juvenil nunca ninguém precisou pagar nada para estar na Davis. A CBT sempre mandou as passagens para todos e o que saiu ali foi da boca das pessoas. A CBT pagou para mim para que eu estivesse aqui.<p>

<b>O que falta para você estar na equipe? É sua meta jogar já no próximo confronto?</b><br>
Tenho melhorado bastante o ranking, mas realmente ainda falta um pouco de experiência. Recentemente fiz dois jogos de cinco sets no US Open, vi que meu físico está melhor, estou dosando melhor a intensidade dos golpes, porque antes colocava tudo logo no primeiro momento. Mas estou jogando bem, preparado, confiante. Seria bem legal estar aqui, mas ele (Meligeni) achou que não era hora ainda. A expectativa é estar no próximo confronto, quero muito jogar.<p>

<b>Você venceu seu primeiro jogo de ATP em Newport. Conte como foi essa subida na carreira até chegar ao top 100 e a ser número um do Brasil.</b><br>
Acho que as pessoas colocam minha ascensão em Newport. Mas não foi ali. Na Europa, antes, não tive grandes resultados, sofri bastante, até com dores no ombro operado*. Mas aprendi muito com as derrotas, comecei a jogar bem. E Newport, lógico, ganhar num ATP, primeira vitória, motiva bastante o atleta. Ela veio na grama, o que eu não esperava. E em Indianápolis deu o clique, onde vi que estava jogando bem, que tinha nível para ganhar os torneios, pra subir no ranking. Ganhei do Bobby Reynolds em dois sets, um cara que vai bem nos EUA, e depois com o (Nicolas) Mahut tive 2/0 no terceiro set, joguei muito bem, tive minhas chances. Vim pra Campos do Jordão, não fui tão bem, mas depois aqui em Belo Horizonte tudo deu certo.<br>
*<i>Nota do redator: Thiago Alves operou o ombro em 2003, perdeu o final da temporada e só voltou quase um ano depois, no final de 2004, já sem ranking na ATP.</i><p>

<b>Qual seu calendário depois da Davis? E sua meta de ranking para o final do ano?</b><br>
Vou jogar em Gramado, depois vejo o que faço e participo da (Copa) Petrobrás (série de challengers na América do Sul). A meta antes era entrar no top 100, já cumpri e agora quero fechar o ano entre os 80 primeiros.

<P><B>Imagens</B><BR>Para ver fotos desta reportagem, entre no site da agência <B>

Segundo o tenista de 24 anos, natural de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, a decisão de ele não jogar foi tomada por Meligeni muito antes do confronto, ainda em julho, quando o tenista não figurava no grupo dos top 150. Na ocasião, Alves foi informado que estaria presente na equipe que jogaria em Belo Horizonte, mas concordou em participar apenas dos treinos.<p>

Veio então a ascensão a partir de temporada de torneios na Europa. Apesar de não ter conseguido resultados satisfatórios em termos de ranking, percebeu que tinha adquirido o “algo a mais” para começar a subir. Em julho, Alves obteve sua primeira vitória em ATP, no Torneio de Newport, em grama, sobre o alemão Tomas Behrend. Foi a primeira em eventos de porte da ATP.<p>

A seqüência também foi animadora. Voltou a vencer um jogo em ATP, em Indianápolis, conseguiu passar o qualifying do Aberto dos EUA e venceu seu primeiro jogo de Grand Slam. Na volta ao Brasil, ganhou o Challenger de Belo Horizonte e conseguiu outros bons resultados, o que o elevou na última semana à condição de melhor tenista brasileiro.<p>

Neste sábado, na capital mineira, Thiago Alves falou com a imprensa e depois deu entrevista exclusiva para a <b>GE.Net</b>, em que contou sua trajetória e revelou o modo como recebeu a notícia de que não jogaria o confronto contra os suecos.<p>

<b>Como foi a decisão de você não jogar aqui na Davis? Você ficou decepcionado?</b><br>
Antes mesmo de eu ter meus resultados, tinha conversado com ele e falei que queria estar aqui, mesmo que fosse para treinar. Isso foi há dois meses, depois tive os resultados e ele manteve a mesma postura. Eu também penso igual, estou aqui para acrescentar. Ele acha que não chegou o meu momento. Eu acho que já poderia estar jogando, mas com certeza os caras que estão aí têm muito mais experiência que eu, o (Flávio) Saretta, o Ricardo (Mello), já estiveram entre os 50 do mundo. Estou ganhando meu espaço agora e não quero mais sair.<p>

<b>O Marcos Daniel disse na ainda quinta-feira que tinha ficado muito triste com o corte, porque ele queria jogar. Com você não passou isso em nenhum momento sequer?</b><br>
Não, meu sentimento não mudou. O Marcos estava muito mais perto, lutando pelo espaço dele. Eu já sabia que não ia jogar. É lógico que é duro ser cortado, mas não teve esse negócio comigo. Vim já sabendo do meu espaço no time. Vou torcer, vou me ver lá dentro hoje (sábado). Lógico que queria estar dentro, vou lutar por essa vaga.<p>

<b>Ainda em relação ao Daniel, a sensação dele deixou transparecer que o grupo não estava tão unido assim.</b><br>
Não, o grupo está unido sim, na mesma sintonia, é um grupo que está junto há mais de dois anos. O Daniel treinou ontem (sexta-feira), eu também, todo mundo está muito focado e quer a vitória agora, até para coroar esse trabalho.<p>


<b>Recentemente foi publicado que você estaria insatisfeito e que teria até pagado do próprio bolso a passagem de Belém (onde estava para jogar o Challenger local até a semana passada) para Belo Horizonte. Isso é verdade?</b><br>
Não, (o que saiu publicado) não foram palavras minhas. Desde que era juvenil nunca ninguém precisou pagar nada para estar na Davis. A CBT sempre mandou as passagens para todos e o que saiu ali foi da boca das pessoas. A CBT pagou para mim para que eu estivesse aqui.<p>

<b>O que falta para você estar na equipe? É sua meta jogar já no próximo confronto?</b><br>
Tenho melhorado bastante o ranking, mas realmente ainda falta um pouco de experiência. Recentemente fiz dois jogos de cinco sets no US Open, vi que meu físico está melhor, estou dosando melhor a intensidade dos golpes, porque antes colocava tudo logo no primeiro momento. Mas estou jogando bem, preparado, confiante. Seria bem legal estar aqui, mas ele (Meligeni) achou que não era hora ainda. A expectativa é estar no próximo confronto, quero muito jogar.<p>

<b>Você venceu seu primeiro jogo de ATP em Newport. Conte como foi essa subida na carreira até chegar ao top 100 e a ser número um do Brasil.</b><br>
Acho que as pessoas colocam minha ascensão em Newport. Mas não foi ali. Na Europa, antes, não tive grandes resultados, sofri bastante, até com dores no ombro operado*. Mas aprendi muito com as derrotas, comecei a jogar bem. E Newport, lógico, ganhar num ATP, primeira vitória, motiva bastante o atleta. Ela veio na grama, o que eu não esperava. E em Indianápolis deu o clique, onde vi que estava jogando bem, que tinha nível para ganhar os torneios, pra subir no ranking. Ganhei do Bobby Reynolds em dois sets, um cara que vai bem nos EUA, e depois com o (Nicolas) Mahut tive 2/0 no terceiro set, joguei muito bem, tive minhas chances. Vim pra Campos do Jordão, não fui tão bem, mas depois aqui em Belo Horizonte tudo deu certo.<br>
*<i>Nota do redator: Thiago Alves operou o ombro em 2003, perdeu o final da temporada e só voltou quase um ano depois, no final de 2004, já sem ranking na ATP.</i><p>

<b>Qual seu calendário depois da Davis? E sua meta de ranking para o final do ano?</b><br>
Vou jogar em Gramado, depois vejo o que faço e participo da (Copa) Petrobrás (série de challengers na América do Sul). A meta antes era entrar no top 100, já cumpri e agora quero fechar o ano entre os 80 primeiros.

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