<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<?xsl-stylesheet accept="impressao" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/impressao.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="email" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/email.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="ibest" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/ibest.xsl" noprocess="no"?>
<?xsl-stylesheet accept="copa2006" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/padrao_copa2006.xsl" noprocess="no"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="file:///iG/dominios/ultimosegundo.ig.com.br/xsl/materias/padrao.xsl"?>

<Materia>

 <Codigo>2518680</Codigo>

 <MetaData>17:29:57 11/09/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Seg, 11 Set 2006 17:46:57 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Bola Virtual: Em matéria de esquemas de jogo, estamos sempre a reboque do Europeu]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
 <CodigoCanal>30005</CodigoCanal>
 <NomeCanal>Esportes</NomeCanal>
 <PathCanal>esportes</PathCanal>
 <DataNoticia>17:29 11/09</DataNoticia>
 <MetaDataNoticia>17:29:57 11/09/2006</MetaDataNoticia>

 <StatusFuro>N</StatusFuro>
 <StatusAtualizada>N</StatusAtualizada>
 <AcessoRestrito></AcessoRestrito>
 <DataMateriaAtualizada>17:46 11/09</DataMateriaAtualizada>

 <NomeCredito>Alberto Helena Jr.</NomeCredito>
 <EmailCredito>mailto:albertohelenajr@ig.com.br</EmailCredito>
 <NomeFrame></NomeFrame>
 <CodigoArvore></CodigoArvore>
 <StatusAutenticacao></StatusAutenticacao>

 <NomeFonte><![CDATA[]]></NomeFonte>
 <URLFonte></URLFonte>
 <ImagemFonte></ImagemFonte>
 <DescricaoFonte><![CDATA[]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[Num dos capítulos do seriado de TV, Família Soprano, a bola rola entre duas equipes de garotas de colégio, quando o técnico berra a ordem do dia: “Jogada 42!”. Aí, uma loirinha, triste e mirrada, toma a bola e sai driblando o time inteiro adversário até marcar o gol. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Quer dizer o americano médio, mesmo os tradicionalistas mafiosos com um pé em New Jersey e outro em Nápoles ou na Sicília, continuam sem entender bulhufas do nosso futebol, soccer para eles. </P>
<P>Jogada 42? Isso tem lá todo o sentido para quem pratica o foot-ball deles, prova cabal, segundo o doutor Stanislaw Ponte Preta, de que o americano é o português sem bigode, pois titula de pé-bola um jogo que é jogado com as mãos. Os ingleses, ao menos, tiveram o bom tom de chamar o pai dessa guerra americana de rugby.</P>
<P>Enfim, o futebol americano, embora tosco na aparência e na essência, é altamente sofisticado na sua elaboração, a partir da composição de suas equipes até chegar às jogadas ensaiadas de ataque e defesa que podem atingir a uma centena, dependendo das circunstâncias. Por isso, a confusão do roteirista da série de tv, imaginando um técnico do soccer atuando como um técnico do foot-ball deles.</P>
<P>Mas, ao tentar levar à prática a teoria, o que fez? Exibiu uma jogada absolutamente individual, a única que dispensa ensaio coletivo, pois baseada apenas no instinto e na habilidade de um jogador - jogadora, no caso.</P>
<P>Sem saber, o gringo tocou na corda mais sensível do futebol, aquele que os ingleses os ingleses de Cambridge, em 1863, organizaram e que os brasileiros reinventaram a partir de Fried e os Reis do Futebol, entre a primeira e a segunda décadas do século passado: como conjugar no nível exato a individualidade com o coletivo?</P>
<P>Eis um dilema que atormenta os treinadores do mundo todo há um século. Sobretudo, o treinador brasileiro, já que fomos os primeiros a elevar o individualismo ao nível de arte e deslumbramento. Argentinos e uruguaios caminharam paralelamente, embora, por sua formação mais acentuadamente européia do que a nossa, fossem adeptos, desde sempre, do jogo coletivo.</P>
<P>Por isso mesmo, nossa escola de treinadores, embora forjando profissionais competentes, jamais seduziu os europeus – com as exceções de praxe (Oto Glória, Felipão etc.). Ao contrário dos nossos craques, que povoam a Europa do Tejo aos Urais, pois trata-se do pé-de-obra mais qualificado do mundo, a um preço de banana, na comparação de mercados.</P>
<P><STRONG>Resultado:</STRONG> em matéria de esquemas de jogo, estamos sempre a reboque do europeu.</P>
<P>Levamos quase uma década para adotarmos o WM, o mesmo tempo para aceitarmos o 4-4-2, e só agora estamos implantando o 3-5-2, cinco anos depois que esse sistema de jogo foi rifado por toda a Europa, após sua luzidia aparição na Dimáquina de 86.</P>
<P>Antes de mais nada, é bom separarmos uma coisa de outra. Sistema ou esquema de jogo é a distribuição básica do time em campo com vistas a uma temporada, que, por sua vez está submissa á estratégia (ou seja: toda a logística necessária para enfrentar uma campanha).</P>
<P>Tática é o conjunto de determinações específicas para um jogo, que pode mudar de acordo com as sutilezas da partida. </P>
<P>O 3-5-2 que tanto seduz nossos treinadores tão tardiamente é, portanto, um esquema ou sistema de jogo, cujo objetivo inicial era liberar os laterais para um avanço mais frequente, expediente que os brasileiros já utilizavam no sistema mais convencional (4-3-3 ou 4-4-2) há muito tempo. Mas, como o meio-campo é o centro gravitacional de uma partida de futebol, o terceiro zagueiro teria de ser um craque capaz de não apenas defender mas, sobretudo, participar ativamente do preenchimento da zona de criação, com talento e força.</P>
<P>Esse era o caso de Morteen Olson, o meia recuado para a posição de líbero, a exemplo do que outrora foram Beckenbauer e Matthaus na Alemanha, embora em sistemas diferentes.</P>
<P>Aqui, porém, o que se vê é a mera escalação de três zagueiros de porte e vocação meramente defensivos, o que mata no nascedouro a idéia de um sistema cuja intenção era o maior poder de criação e agressividade ofensiva da equipe.</P>
<P><STRONG>Resumindo:</STRONG> ouvimos cantar o galo mas não sabemos até agora onde.</P>]]></Texto>

 <FotoPrincipal></FotoPrincipal>
 <AlturaFotoPrincipal></AlturaFotoPrincipal>
 <LarguraFotoPrincipal></LarguraFotoPrincipal>
 <LegendaFotoPrincipal><![CDATA[]]></LegendaFotoPrincipal>
 <CreditoFotoPrincipal></CreditoFotoPrincipal>

 <FotoCorpoMateriaDireita></FotoCorpoMateriaDireita>
 <AlturaFotoCorpoMateriaDireita></AlturaFotoCorpoMateriaDireita>
 <LarguraFotoCorpoMateriaDireita></LarguraFotoCorpoMateriaDireita>
 <LegendaFotoCorpoMateriaDireita></LegendaFotoCorpoMateriaDireita>
 <CreditoFotoCorpoMateriaDireita></CreditoFotoCorpoMateriaDireita>

 <FotoCorpoMateriaEsquerda></FotoCorpoMateriaEsquerda>
 <AlturaFotoCorpoMateriaEsquerda></AlturaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <LarguraFotoCorpoMateriaEsquerda></LarguraFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda></LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda></CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda>

 <Multimidia>

  <Infografico>
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Infografico>

  <Galeria>
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Galeria>

  <Video formato="RM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Video>

  <Video formato="WM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Video>

  <Audio formato="RM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Audio>

  <Audio formato="WM">
   <Link><![CDATA[]]></Link>
  </Audio>

 </Multimidia>

 <MateriasRelacionadas></MateriasRelacionadas>

</Materia>
