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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 3 Nov 2006 19:00:31 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Campanhas de 2006 custaram mais do que as de 2002]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[As campanhas eleitorais de 2006 deverão ficar mais caras do que as de 2002, apesar de os candidatos terem sido proibidos neste ano de promover showmícios, fixar outdoors e distribuir brindes. Há quatro anos, foram gastos R$ 49,7 milhões para eleger governadores de 11 Estados. Agora, nesses mesmos locais, o custo subiu para R$ 83,1 milhões. Para o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, esses números mostram que antes "as coisas não eram feitas com a transparência de agora".]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Com o apoio da Justiça, o Congresso aprovou no primeiro semestre deste ano uma minirreforma eleitoral. O objetivo da mudança era baratear as campanhas e, conseqüentemente, reduzir as chances de uso do caixa dois. Com base nisso, o Poder Legislativo estabeleceu uma série de proibições para os candidatos, como a impossibilidade de fazer os tradicionais showmícios que nas últimas eleições levaram milhares de eleitores para os palanques de todo o País.<p><p>No entanto, na prática, o que se espera para este ano é que os candidatos declarem gastos superiores aos de 2002. No caso dos governadores dos 11 Estados pesquisados, o valor de R$ 49,7 milhões atualizado pela inflação do período, que foi de cerca de 37% segundo o IPCA acumulado, atinge a cifra de R$ 68 milhões. Ou seja, um montante inferior aos R$ 83,1 milhões declarados agora.<p><p>Os 11 Estados pesquisados são Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Roraima, Sergipe e Tocantins. "O que constatamos é que está havendo uma transparência maior. Não podemos achar que simplesmente houve um acréscimo. Antes, existiam despesas maiores com outdoors, showmícios e brindes. Antes, as coisas não eram feitas com a transparência que agora são feitas", afirmou o presidente do TSE, ao ser indagado se na eleição de 2002 houve caixa dois.<p><p>Nem todos os governadores eleitos apresentaram suas prestações de contas. Os que venceram no segundo turno têm até o próximo dia 28 para ficar quites com a Justiça Federal. Elevações de gastos em relação à eleição de 2002 também são esperadas na disputa presidencial. Os dois candidatos que disputaram o segundo turno - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin - enviaram ao TSE previsões de gastos muito superiores às cifras declaradas em 2002. <p><p>Lula comunicou que pretendia gastar no máximo R$ 115 milhões na campanha pela reeleição. O limite informado por Alckmin foi de R$ 95 milhões. Em 2002, o presidente declarou ao TSE ter gasto R$ 33,7 milhões e seu então adversário, José Serra, R$ 34,4 milhões. Questionado recentemente sobre essas diferenças de valores entre as duas eleições, Marco Aurélio afirmou: "O que concluímos e não podemos ser ingênuos é que em 2002 houve recursos não contabilizados."]]></Texto>

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