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 <DataGeracaoArquivo>Dom, 24 Set 2006 15:09:21 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Maioria dos governadores deve se eleger em 1º turno]]></Titulo>
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 <NomeCanal>ELEIÇÕES 2006</NomeCanal>
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 <NomeCredito>Agência Nordeste</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[BRASÍLIA - A apenas uma semana para as eleições, as principais pesquisas de intenção de voto apontam que em 17 estados do País os governadores vão conseguir se eleger já no primeiro turno, dia 1º de outubro. Dos 27 governadores brasileiros, incluindo o Distrito Federal, 20 concorrem à reeleição. No Nordeste, a situação não é diferente. Dos nove estados da Região, apenas em três (Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) há fortes indícios de que haverá segundo turno. Nos demais, a tendência é que os candidatos encerrem a disputa no próximo domingo. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Além da maioria dos governadores conseguirem se eleger no primeiro turno, a disputa eleitoral deste ano aponta que há polarização entre dois candidatos na maioria dos estados. Com exceção do Rio de Janeiro, em que a corrida eleitoral envolve o favorito Sérgio Cabral (PMDB), Marcelo Crivella (PRB) e Denise Frossard (PPS), nos demais estados, apenas dois candidatos tentam a vaga de governador. </P>
<P>As pesquisas também indicam que, entre os governadores eleitos, a maioria será de oposição. Se conseguir ser reeleito para o segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá ter o apoio de somente dez governadores brasileiros. Na reta final da campanha, o lema no Governo Federal é reunir forças para provocar o segundo turno em estados onde os candidatos aliados reúnem condições para virar o jogo. </P>
<P>Em alguns estados, como Piauí e no Acre, o Governo teme não conseguir eleger seus candidatos. A preocupação é maior nos grandes estados, como São Paulo e Minas Gerais. Em São Paulo, o tucano José Serra lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Já em Minas Gerais, o atual governador Aécio Neves (PSDB) tem mais de 60% dos votos, segundo as pesquisas. </P>
<P>A avaliação no Palácio do Planalto é que as denúncias do suposto dossiê contra políticos tucanos, que seria comprado por membros do PT, pode prejudicar a “virada” de candidatos governistas às vésperas das eleições - como é o caso de Jacques Wagner (PT), na Bahia. </P>
<P>Confira abaixo o cenário pré-eleitoral em todos os estados brasileiros: </P>
<P><STRONG>ACRE </STRONG></P>
<P>O candidato Binho Marques (PT) lidera a corrida para o Governo do Estado. As pesquisas de intenção de voto apontam que o petista pode se eleger já no primeiro turno. Em segundo lugar, está Márcio Bittar (PPS), que faz oposição ao presidente Lula.O estado é considerado de grande importância para Lula, já que o ex-governador Jorge Viana é um de seus principais auxiliares políticos e mantém forte liderança política na região. </P>
<P><STRONG>ALAGOAS </STRONG></P>
<P>A disputa pelo Governo de Alagoas está polarizada entre os candidatos João Lyra (PTB) e Teotônio Vilela Filho (PSDB). Apesar de as últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas no Estado revelarem que o postulante trabalhista está com a vantagem frente ao tucano, com 44% contra 32%, existe possibilidade da disputa ser levado ao segundo turno. </P>
<P>A maior dúvida nas eleições alagoanas está no nome do novo senador que representará o Estado em Brasília. Os dois principais candidatos ao Senado possuem desempenhos antagônicos em pesquisas de preferência de voto. Ronaldo Lessa (PDT) lidera, no Ibope, com 35% das intenções de voto, enquanto que o ex-presidente, Fernando Collor (PRTB), aparece com 26% da preferência do eleitorado. Nas pesquisas feitas pelo Instituto Gape, que afirma usar a mesma metodologia que o outro instituto, Fernando Collor lidera a disputa com 38%. Lessa aparece em segundo, com 32%. </P>
<P>Mas os números indicativos de preferência do eleitorado não apontam uma questão crucial. No dia 8 de agosto deste ano, em decisão unânime, os seis ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram rejeitar os recursos do ex-governador Ronaldo Lessa e do ex-prefeito de Maceió Alberto Sextafeira (PSB), e mantiveram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas, que declarou os dois inelegíveis até 2007. Lessa e Sextafeira foram condenados por abuso de poder político na campanha eleitoral de Maceió em 2004. O advogado de Lessa, Adriano Soares, entrou com um recurso especial, no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a constitucionalidade da decisão. </P>
<P>É a partir da decisão dos ministros da Suprema Corte, frente a esse recurso, que Alagoas, provavelmente, irá conhecer quem será o seu representante na Câmara Alta do Congresso Nacional. A decisão está em Brasília e não há data para ser apreciada. </P>
<P><STRONG>AMAPÁ</STRONG> </P>
<P>O governador Waldez Góes (PDT) tem ampla vantagem sobre o segundo colocado, o senador João Capiberibe (PSB), e deve vencer no primeiro turno. Capiberibe é hoje aliado do ex-presidente José Sarney (PMDB), mas pode ver Waldez vitorioso já no primeiro turno das eleições. </P>
<P><STRONG>AMAZONAS </STRONG></P>
<P>A disputa deve encerrar no primeiro turno. Adversários de longa data, o atual governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), e o ex-governador Amazonino Mendes (PFL) polarizaram a disputa. Porém, Braga está com uma ampla vantagem sobre Mendes. Apesar de ser do PMDB, o atual governador nutre simpatia e proximidade com o presidente Lula. </P>
<P><STRONG>BAHIA </STRONG></P>
<P>Na Bahia, todas as pesquisas de opinião de voto sinalizam para uma definição das eleições em primeiro turno, com vitória do atual governador Paulo Souto (PFL). Diante de um cenário favorável, o candidato pefelista vinha mantendo, até então, uma postura de neutralidade com relação aos ataques empreendidos pelo seu principal adversário, o petista Jaques Wagner, durante a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Souto limitava-se a falar das ações da sua gestão e apresentar projetos para um possível segundo mandato. </P>
<P>Agora, porém, nesta reta final, o governador baiano começa a mudar de estratégia, rebatendo as constantes provocações lançadas pelos oposicionistas. </P>
<P>Recentemente, o governador usou o seu horário para desmentir informações veiculadas na propaganda petista, que exibia o contra- cheque de um policial militar cujo soldo era estimado em R$ 350. Utilizando o mesmo documento do referido policial, Souto mostrou que o soldo vinha acrescido de várias outras vantagens, alcançando o valor de R$ 1.500, valor recebido mensalmente pelo militar. Ainda nesta semana, a gestão de Wagner à frente do Ministério do Trabalho e Emprego ganhou espaço no programa pefelista, com um apresentador que dizia: “Wagner fala como se fosse um primeiro-ministro do Governo e co-autor de programas como o Luz para Todos e o Bolsa-Família. Mas o verdadeiro primeiro-ministro era o seu amigo José Dirceu, que foi cassado por corrupção”, assinalava o apresentador. </P>
<P>O programa ainda afirmava que, na gestão de Wagner no Ministério, o trabalho infantil e o desemprego aumentaram, enquanto que a renda do trabalhador diminuiu. “Ser amigo do presidente é uma coisa, ter competência para administrar a Bahia é outra”, disparou o apresentador, numa tentativa de desqualificar a estratégia do petista que alinhou sua campanha à do Governo Federal, e tenta associar a imagem do governador à do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). “A Bahia está cansada dos 16 anos de PFL. E o nosso projeto está despertando o sonho de mudança nos baianos”, diz Wagner, que, nessas duas últimas semanas, tem insistido que a hora da virada chegou, referindo-se a um substancial crescimento da sua campanha, que, segundo afirma, deverá se converter em um segundo turno. </P>
<P>Entretanto, a mais recente pesquisa Ibope, divulgada no dia 11 de setembro, mostrou um cenário inverso do quel foi exibido pelo petista. Segundo o instituto, Souto tinha 50% das intenções de voto, contra 26% de Wagner. </P>
<P>Já a corrida pela única vaga no Senado mostra um quadro mais concorrido, com três candidatos crescendo na preferência do eleitorado. João Durval Carneiro (PDT) está com 26%, segundo o Ibope, seguido pelo ex-prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy (PSDB), com 23%. Enquanto o senador Rodolpho Tourinho (PFL), que tem o apoio da principal liderança política no Estado, o também senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), cresceu de 3% para 8%, na pesquisa espontânea, e chegou a 16%, na estimulada, conforme o Ibope. </P>
<P><STRONG>CEARÁ </STRONG></P>
<P>A disputa pelo Governo do Ceará está polarizada entre os candidatos Cid Gomes (PSB) e Lúcio Alcântara (PSDB). Apesar de as últimas pesquisas de intenção de voto apontarem para uma decisão em primeiro turno em favor de Cid Gomes (56% contra 32%, no Ibope, e 57% contra 30%, no Datafolha) o que se comenta nos bastidores é que a decisão pode ser levada para o segundo turno. </P>
<P>O acirramento da campanha entre os dois postulantes aumentou quando Lúcio explorou, no horário eleitoral, denúncias contra Cid, na época em que o socialista era prefeito de Sobral, a 240 quilômetros de Fortaleza. Desvio de recursos da merenda escolar e emissão de notas fiscais frias foram as principais denúncias. Ainda na ofensiva, Lúcio usou, em seu programa, xingamento feito durante evento de campanha pelo irmão de Cid, o ex-ministro da Integração Nacional e candidato a deputado federal, Ciro Gomes (PSB), a aliados de Lúcio, chamando-os de “filhos da puta”. Ciro ocupou o espaço dos candidatos a deputado federal do PSB, no rádio e na televisão, para pedir desculpas. </P>
<P>A campanha de Cid ficou na defensiva e não fez nenhum ataque a Lúcio. Nos dois debates televisivos realizados até o momento, Cid permaneceu na posição de defesa, respondendo aos ataques de Lúcio, que chegou a chamá-lo de “neo-coronel”. </P>
<P>Os cearenses estão divididos quanto ao candidato preferido ao Senado. Inácio Arruda (PCdoB) e Moroni Torgan (PFL), ambos deputados federais, partilham a liderança, empatados com 42% das intenções de voto, segundo a última pesquisa Ibope do dia 12 de setembro. Os demais candidatos – Fernandes Filho (PSDC), Nair Fernandes (PDT), Tarcísio Leitão (PCB) e Raimundo Castro (PSTU) – estão, cada um, com 1%, também segundo o Ibope. </P>
<P><STRONG>DISTRITO FEDERAL</STRONG> </P>
<P>No DF, o candidato José Roberto Arruda (PFL) também deve ganhar a disputa no primeiro turno. Em segundo lugar nas pesquisas, está a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB). Nem mesmo o apoio oficial do ex-governador Joaquim Roriz (PMDB) - campeão de votos no Distrito Federal - deverá favorecer Abadia. No passado, Arruda foi um dos fiéis escudeiros de Roriz. Nos bastidores, o ex-governador também manifesto apoio ao pefelista. </P>
<P><STRONG>ESPÍRITO SANTO</STRONG> </P>
<P>Outro estado em que a eleição que deve ser resolvida já no primeiro turno. Dominando a disputa com tranqüilidade, o atual governador Paulo Hartung (PMDB) deve vencer sem dificuldades seu principal adversário, Sérgio Vidigal (PDT). Nem mesmo uma doença grave no final do seu mandato atrapalhou Hartung na corrida às urnas. </P>
<P><STRONG>GOIÁS </STRONG></P>
<P>Mais um estado em que a disputa deve acabar no primeiro turno. O senador Maguito Villela (PMDB) tem ampla vantagem sobre o segundo colocado, Alcides Rodrigues (PP). Integrante da executiva nacional do PMDB, Maguito é um dos simpatizantes de Lula no partido. Se eleito, Lula deverá contar com o apoio de Maguito no Centro-Oeste. </P>
<P><STRONG>MARANHÃO </STRONG></P>
<P>Em uma eleição tranqüila, com 58% dos votos válidos, segundo pesquisa do instituto Vox Populi, a ex-governadora Roseana Sarney (PFL), deve vencer sem dificuldades o deputado Jackson Lago (PDT). A disputa é considerada um desafio para a família Sarney, uma vez que o atual governador do Estado, José Reinaldo Tavares (PSB), tornou-se um dos críticos mais ferozes da família de políticos. </P>
<P>Mesmo com o cenário praticamente definido, o segundo colocado nas pesquisas, Jackson Lago (PDT), que está com 18%, garante que vai levar a disputa para o segundo turno. Em terceiro, está Edson Vidigal (PSB), com 6%. Os candidatos João Bentivi (Prona) e Aderson Lago (PSDB) aparecem com 1%. </P>
<P>Recebendo o apoio de Roseana, o candidato ao Senado Epitácio Cafeteira (PTB) conseguiu herdar boa parte dos votos da pefelista e aparece com uma vantagem de 14% nas pesquisas, sobre o segundo colocado, João Castelo (PSDB). </P>
<P><STRONG>MATO GROSSO</STRONG> </P>
<P>Alvo das denúncias da máfia das ambulâncias, o estado do Mato Grosso é outro local que deve ter apenas um turno. O atual governador Blairo Maggi (PPS) tem ampla vantagem sobre Antero Paes de Barros (PSDB). Recentemente, o tucano foi denunciado de favorecimento no esquema das sanguessugas. Antero nega as denúncias e acusa Maggi de participação de envolvimento nas fraudes. </P>
<P><STRONG>MATO GROSSO DO SUL</STRONG> </P>
<P>A eleição deve encerrar no primeiro turno. Liderando a disputa está o ex-prefeito de Cuiabá André Puccinelli (PMDB). Com ampla vantagem sobre o senador Delcídio Amaral (PT), Puccinelli deverá vencer as eleições sem dificuldades. Políticos afirmam que Amaral foi prejudicado na sua campanha ao evitar proteger aliados durante a CPI dos Correios, embora tenha ganhado notoriedade nacional com os trabalhos à frente da comissão. </P>
<P><STRONG>MINAS GERAIS</STRONG> </P>
<P>O atual governador, Aécio Neves, deve ganhar com folga as eleições já no primeiro turno. Ele tem mais de 60% das intenções de voto, segundo as principais pesquisas. Atrás dele está o petista Nilmário Miranda, que foi responsável pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, na primeira etapa do Governo Lula. Mesmo na oposição, aliados de Lula consideram que Aécio pode vir a manifestar apoio ao Governo Federal por não integrar a ala mais “radical” do partido contra os governistas. </P>
<P><STRONG>PARÁ </STRONG></P>
<P>A disputa deve chegar no segundo turno. O ex-governador Almir Gabriel (PSDB) lidera as pesquisas contra a senadora Ana Júlia Carepa (PT). A corrida eleitoral no estado também é considerada emblemática para o Planalto, considerando a polarização de forças - PSDB x PT. </P>
<P><STRONG>PARANÁ </STRONG></P>
<P>O governador Roberto Requião (PMDB), que tenta a reeleição, lidera as pesquisas. Mas deve enfrentar o segundo turno com um antigo adversário, o senador Osmar Dias (PSDB). Se reeleito, Requião continuará enfrentando um rival no Congresso, Álvaro Dias (PSDB) - irmão de Osmar Dias - que deve retornar ao Senado como parlamentar mais votado do Paraná. </P>
<P><STRONG>PARAÍBA </STRONG></P>
<P>A guerra de pesquisas na Paraíba tem dificultado uma previsão sobre que candidato será eleito em 1º de outubro e, tampouco, se haverá segundo turno. O desencontro entre os institutos, inclusive, fez com que a juíza eleitoral Helena Fialho colocasse sob suspeita a seriedade das consultas de opinião pública acerca do pleito feitas pelos institutos em atuação no Estado. </P>
<P>Em duas recentes pesquisas publicadas pelo Ibope e pelo Databrain, para escolher o futuro governador da Paraíba, o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o senador José Maranhão (PMDB) se revezaram no primeiro lugar. A pesquisa IstoÉ/Databrain, publicada no dia 9, dava vantagem a Maranhão, com 46,2% das intenções de voto, contra 41,3% de Cássio. </P>
<P>Já a pesquisa do Ibope, encomendada pela TV Cabo Branco, filiada da Globo na Paraíba, e publicada no dia 16, apresentou um outro cenário, que tem Cássio com 47% das intenções de voto, contra 40% de Maranhão. Nas duas pesquisas, a soma dos pontos de David Lobão (PSOL), Francisco Firmino (PCB), Hélio Chaves (PRP), Lourdes Sarmento (PCO) e Marinésio Ferreira (PSDC) não chegou a 2%. </P>
<P>A realidade é a mesma na disputa para o Senado. A IstoÉ/Databrain mostrou o senador Ney Suassuna (PMDB) na frente, com 22,6% das intenções de voto, contra 21,3% do candidato do PSDB, Cícero Lucena. Por outro lado, o Ibope mostrou Cícero com 40%, enquanto Ney apareceu com apenas 23%. </P>
<P>Na última sexta-feira, mais um capítulo foi escrito na novela das pesquisas. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE) proibiu os veículos de comunicação paraibanos de divulgarem a mais recente pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Databrain. Nessa pesquisa, o senador José Maranhão (PMDB) aparece com 46,3%, contra 43,3% do governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Para o Senado, o senador Ney Suassuna (PMDB) aparece em primeiro lugar, com 26,6%, contra 23,3% do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PSDB). </P>
<P><STRONG>PERNAMBUCO </STRONG></P>
<P>Em Pernambuco, as recentes pesquisas de intenção de voto mostram que a disputa eleitoral pelo Governo do Estado deve ir para o segundo turno. Quem está mais bem colocado é o governador-candidato Mendonça Filho (PFL), que aparece oscilando entre 35 e 38 pontos percentuais nas pesquisas. A dúvida maior fica por conta de qual dos dois candidatos da oposição deverá disputar o segundo turno com o pefelista: o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), ou o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos (PSB), ambos apoiados pelo presidente Lula (PT). </P>
<P>Até o seu indiciamento pela Polícia Federal por suposto envolvimento na máfia dos vampiros, Humberto Costa aparecia em segundo lugar nas pesquisas. Com a exploração do assunto pelos adversários, a campanha do petista sofreu um desgaste, abrindo espaço para o crescimento de Eduardo Campos. Nas pesquisas recentes, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados, com algo em torno de 26 pontos percentuais - o que indica que o outro postulante que deve disputar a nova fase da eleição com Mendonça só será conhecido após a apuração dos votos no dia 1º. </P>
<P>Apesar de considerada tranqüila, frente a pleitos anteriores, a campanha ao Governo de Pernambuco foi marcada por críticas à atual gestão, principalmente quanto às políticas de Segurança Pública, por conta dos altos índices de violência no Estado, e quanto à venda da antiga estatal de energia elétrica – Celpe – e as altas tarifas de energia cobradas hoje. Mendonça Filho também foi pressionado para dar explicações sobre o destino dos R$ 375 milhões emprestados pelo Banco do Nordeste a seu pai, o deputado federal José Mendonça (PFL), para tentar salvar uma empresa familiar, a Avícola Asa Branca. </P>
<P>Por outro lado, o envolvimento de Eduardo Campos no caso dos precatórios, quando foi secretário da Fazenda no Governo Miguel Arraes, e o indiciamento de Humberto Costa pela PF no escândalo dos vampiros foram os principais alvos de ataques dos aliancistas contra os oposicionistas. </P>
<P>Quem está numa situação confortável, no pleito, é o ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que aparece como franco favorito na disputa por uma vaga no Senado. Vale registrar que seus principais adversários, Luciano Siqueira (PCdoB) e Jorge Gomes (PSB), cresceram ao longo da campanha, principalmente Siqueira, que tem o apoio do presidente e candidato à reeleição Lula. </P>
<P><STRONG>PIAUÍ </STRONG></P>
<P>Se a eleição fosse hoje, a eleição para o Governo do Piauí seria definida no primeiro turno, com a vitória do atual governador Wellington Dias (PT), segundo as pesquisas de intenção de voto. Na pesquisa divulgada pelo Ipop (Instituto Piauiense de Opinião Pública), na última semana, Dias aparece com 53,91% dos votos válidos, contra 24,45% do seu adversário, o senador Mão Santa (PMDB). Apesar do quadro estar, praticamente, definido, Mão Santa (PMDB), acredita que será eleito governador no primeiro turno. </P>
<P>Nas eleições para o Senado, as pesquisas também indicam uma vitória, no primeiro turno, de João Vicente Claudino (PTB). A última pesquisa para senador, realizada pelo Ipop (Instituto Piauiense de Opinião Pública), no inicio desta semana, mostra João Vicente Claudino em primeiro lugar, com 47,75%, seguido pelo ex-governador Hugo Napoleão (PFL), com 20,25%. </P>
<P>Por conta da reta final da campanha, os programas eleitorais dos candidatos têm ficado cada vez mais ofensivos. A Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral já apreciou mais de 400 ações de reclamação e pedidos de direito de resposta e suspensão de veiculação de programas. </P>
<P><STRONG>RIO DE JANEIRO</STRONG> </P>
<P>O senador Sérgio Cabral (PMDB) lidera a disputa com larga margem de diferença em relação aos demais adversários. Mas o difícil é saber quem irá para o segundo turno com o candidato. Atrás de Cabral, estão empatados tecnicamente Marcelo Crivella (PRB) e Denise Frossard (PPS). A última semana da campanha será decisiva para os dois candidatos que brigam pelo segundo lugar. </P>
<P><STRONG>RIO GRANDE DO SUL</STRONG> </P>
<P>O segundo turno é praticamente certo no Rio Grande Sul. O governador Germano Rigotto (PMDB), que disputou e perdeu para o ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) a indicação para concorrer à Presidência da República, tem como principal adversário, o ex-ministro Olívio Dutra (PT). O petista é amigo pessoal do presidente Lula e sua eleição é considerada emblemática para o Palácio do Planalto. </P>
<P><STRONG>RIO GRANDE DO NORTE</STRONG> </P>
<P>A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte está indefinida. De acordo com os institutos de pesquisa de intenção de voto, há um empate técnico entre a atual governadora Wilma de Faria (PSB), candidata à reeleição pela coligação Vitória do Povo (PSB, PTB e PT), e o senador Garibaldi Filho (PMDB), candidato pela coligação Vontade Popular (PMDB, PFL e PP), o que aproxima a possibilidade de um segundo turno. </P>
<P>Nos últimos dias de campanha, o clima entre as militâncias dos dois postulantes tem se acirrado ainda mais. No sábado passado, a coligação Vontade Popular prometeu “pintar Natal de verde”. A coligação Vitória do Povo reagiu e levou para as ruas “os vermelhos”. O cenário montado nas principais avenidas de Natal é, de um lado do canteiro, os verdes, e, do outro, os vermelhos. </P>
<P>Uma das últimas estratégias adotadas pela coligação Vitória do Povo foi promover um comício com o presidente Lula (PT), que levou mais de 20 mil pessoas para o Largo do Machadão, bairro de Lagoa Nova, em Natal. </P>
<P>O cenário de indefinição é o mesmo para o Senado. As pesquisas também apontam para um empate técnico entre o senador Fernando Bezerra (PTB), candidato à reeleição pela Vitória do Povo, e a ex-prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PFL), candidata pela Vontade Popular. Tendo começado a campanha em segundo lugar nas pesquisas, o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) declinou para a terceira posição e aparece distante dos primeiros colocados. </P>
<P><STRONG>RONDÔNIA </STRONG></P>
<P>É outra disputa que deve ser resolvida logo no primeiro turno. Disputando a reeleição, o governador Ivo Cassol (PPS) tem uma vantagem folgada sobre a segunda colocada nas pesquisas de opinião, a senadora Fátima Cleide (PT). A petista tem uma atuação discreta e sem entusiasmo no Congresso. </P>
<P><STRONG>RORAIMA </STRONG></P>
<P>Também é outro estado onde a eleição deve ser resolvida logo no primeiro turno. O atual governador, Ottomar Pinto (PSDB), lidera a corrida ao Governo Estadual com ampla margem de votos o adversário sobre o líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB). Se Ottomar for reeleito, terá que enfrentar uma dupla de adversários no Congresso: Romero e sua mulher, Tereza Jucá, devem cumprir mandatos como senadores. </P>
<P><STRONG>SANTA CATARINA</STRONG> </P>
<P>O governador Luiz Henrique (PMDB), que tenta a reeleição, deve vencer no primeiro turno. A vantagem dele sobre o segundo colocado, o ex-governador Esperidião Amin (PP), é que ele conseguiu um feito histórico no Estado: unir o PMDB ao PSDB e ao PFL. Porém, tem dois grandes desafios - vencer o êxodo rural e ainda melhorar a qualidade da saúde pública. </P>
<P><STRONG>SÃO PAULO</STRONG> </P>
<P>O Estado mais rico do País é também um dos mais visados pelo Palácio do Planalto. O escândalo do dossiê, supostamente encomendado pelo PT para incriminar o líder das pesquisas em São Paulo, José Serra (PSDB), atinge diretamente a campanha paulista. Tão logo estourou a crise, o petista Aloizio Mercadante demitiu um de seus assessores envolvidos no episódio e negou qualquer relação com o esquema. Serra tem uma ampla vantagem sobre Mercadante. Mas a tendência é de haver segundo turno. </P>
<P><STRONG>SERGIPE </STRONG></P>
<P>Em Sergipe, apesar das seis candidaturas para o Governo, a campanha está polarizada entre o ex-prefeito de Aracaju, Marcelo Déda (PT), da coligação Sergipe Vai Mudar, e o governador João Alves Filho (PFL), da coligação Sergipe no Rumo Certo. Todas as pesquisas de opinião apontam uma vantagem do petista. Duas pesquisas do Ibope, divulgadas em agosto, chegaram a dar a vitória no 1º turno a Marcelo Déda.Os demais institutos revelaram uma dianteira apertada do ex-prefeito. </P>
<P>Os candidatos apostam em estratégias de campanha distintas para conseguir os votos dos eleitores indecisos. João Alves tem intensificado sua atuação na Capital para diminuir a vantagem, considerada histórica, dos candidatos da oposição. Enquanto isso, Déda viaja pelo Interior, onde os eleitores são considerados mais conservadores. </P>
<P>Para o Senado deverá ser reconduzida à Câmara Alta a senadora Maria do Carmo Alves (PFL), esposa do governador. O candidato do PT, o ex-senador e ex-presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, apesar de ter crescido nas últimas pesquisas, não tem conseguido diminuir a vantagem média de dez pontos percentuais da senadora. </P>
<P><STRONG>TOCANTINS</STRONG> </P>
<P>A disputa está concorrida em Tocantins. O ex-governador Siqueira Campos (PSDB), está empatado tecnicamente com o atual governador, Marcelo Miranda (PMDB). Tentando a reeleição, Miranda tem o apoio discreto - e silencioso - do Planalto, uma vez que seu partido, o PMDB, é rompido oficialmente com o Governo Federal. * Colaboraram os correspondentes da Agência Nordeste: Andréa Brito (MA), Anna Ruth Dantas (RN), Cícero Mendes (SE), Lauriberto Braga (CE), Luciano Coelho (PI), Luiz Mazo (AL), Maria Lina (BA) e Suetoni Souto Maior (PB). </P>]]></Texto>
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