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 <DataGeracaoArquivo>Dom, 3 Set 2006 12:41:33 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Cenários 2007: PP deve ultrapassar cláusula de barreira]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Marcondes Sampaio, Último Segundo/Santafé Idéias</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[Entre os partidos mais abalados pelos escândalos dos sanguessugas e dos mensaleiros, o PP – também desgastado pela cassação do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti – é a legenda que demonstra maior potencial de cumprimento da chamada cláusula de barreira. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Pela exigência da cláusula de barreira, cada partido deve somar, na eleição proporcional, pelo menos 5% dos votos válidos do País, com um mínimo de 2% em pelo menos nove estados, para que tenha direito aos recursos do fundo partidário e as condições de participação no funcionamento parlamentar. </P>
<P>Na eleição de 2002, o PP recebeu 6.840.041 dos 87.549.923 votos válidos para a Câmara federal, ou 7,8% do total, elegendo, com esses votos, 49 deputados federais distribuídos por 21 Estados. No pleito anterior, haviam sido eleitos 60 deputados em 22 Estados. Apesar desse declínio, o partido mantém raízes em todos os estados, com maior concentração no sul e sudeste, de modo particular entre produtores rurais. </P>
<P>Mesmo que na eleição de outubro a representação pepista venha a cair ainda mais, ficando, provavelmente, entre 35 e 40 deputados federais, a estrutura nacional ainda parece suficiente para assegurar os mínimos previstos na lei. Em relação às bancadas eleitas em 2002, o PP pode sofrer perdas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e em vários estados de menor eleitorado. </P>
<P>O fator Maluf - Antes mesmo dos recentes escândalos, o PP já vivia uma crise associada, em parte, ao ocaso político de um dos seus fundadores, o ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, e à dispersão de outras lideranças do partido voltadas mais para os interesses regionais e setoriais. </P>
<P>Agora, paradoxalmente, uma das esperanças do PP passa pelo próprio Maluf, que no ano passado chegou a ser preso, acusado de manter contas irregulares no exterior. Apesar do desgaste da sua imagem em parcelas do eleitorado conservador, seus adeptos ainda acreditam que Maluf ainda tem grande potencial como puxador de votos. No partido, as previsões para a sua votação oscilam entre 500 mil e 800 mil votos, o que seria suficiente para ajudar a eleger mais dois ou três deputados pepistas em São Paulo. Além de Maluf, seus correligionários confiam no potencial do ex-prefeito de Santos, Beto Mansur, e do atual deputado Celso Russomano, que em 2002 foi o pepista de maior votação para a Câmara – 261.570 votos.</P>
<P>No Rio Grande do Sul, que na eleição passada elegeu seis deputados pepistas, deve haver queda na representação do partido, entre outras razões pela saída de dois dos seus atuais deputados – Francisco Turra, candidato a governador, e Francisco Appio, que disputa uma cadeira de deputado estadual. Em Santa Catarina, com as candidatura da ex-prefeita de Florianópolis, Ângela Amin, e de outros ex-deputados federais, há possibilidade de o PP acrescentar mais uma ou duas cadeiras à sua atual representação, de três deputados. </P>]]></Texto>

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