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 <MetaData>17:48:09 30/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qua, 30 Ago 2006 17:51:41 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Médicos buscam propostas de saúde]]></Titulo>
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 <NomeCanal>ELEIÇÕES 2006</NomeCanal>
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 <NomeFonte><![CDATA[Santafé Idéias]]></NomeFonte>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[Santafé Idéias]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[<h5>Lenir Camimura</h5><BR/>
A TV Câmara apresentou, no final da noite de ontem, o programa Expressão Nacional, com o tema “saúde”. Durante uma hora e meia, os representantes dos partidos PDT, PSDB, PSDC, PSol e PT trouxeram as propostas de seus respectivos candidatos para a questão da saúde no País. Nada muito novo. A discussão girou em torno, principalmente, da reforma do SUS, os recursos destinados ao sistema e a necessidade de treinar os gestores para administrar melhor tais recursos. Além disso, a questão dos medicamentos também foi assunto do programa. Fora das telas, os médicos continuam suas entrevistas com os candidatos, a fim de conhecer seus projetos e apresentar as propostas da categoria.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Três pontos chamaram a atenção no programa da TV Câmara.<BR><BR>

Do ponto de vista do PDT, o problema da saúde é o modelo assistencial, que não prioriza a atenção primária, mas a complexidade, ou seja, requer-se medidas preventivas para o SUS também.<BR><BR>

Eduardo Costa, representante do Partido Democrático Trabalhista (PDT), também apontou o segundo tópico de atenção: a necessidade em “combater o sistema privado de saúde, deixando de financiá-lo”.<BR><BR>

Segundo ele, não há interesse em que os cidadãos “fujam” do sistema público para o privado.<BR><BR>

O ideal seria o inverso, mas para tanto, como reconheceu, é preciso ter um SUS de qualidade.<BR><BR>

O terceiro e último ponto foi a questão da ANS.<BR><BR>

Mais uma vez o PDT deu início à discussão, afirmando que a agência apresenta uma regulação econômica, não sanitária.<BR><BR>

O representante apontou, ainda, que a Agência Nacional de Saúde (ANS) não tem um projeto baseado em questões epidemiológicas para exigir a prática de modelos preventivos pelos planos de saúde.<BR><BR>

O PSDB, por sua vez, reforçou, ainda, a necessidade de envolver a população em programas de promoção à saúde, com mudanças de hábito.<BR><BR>

O PT não deixou por menos.<BR><BR>

Citando algumas frases já conhecidas do discurso da ANS, defendeu a agência com números de crescimento, uma pincelada no Programa de Qualificação das Operadoras e a afirmação de que, hoje, os beneficiários possuem uma consciência sanitária.
Uma outra questão que preocupa aos médicos e defensores do SUS foi debatida pelos representantes dos partidos: a regulamentação da EC 29, que garante recursos à saúde.<BR><BR>

Assuntos como este estão nas agendas dos Sindicatos Médicos, que têm buscado um contato mais próximo com os candidatos em seus Estados.<BR><BR>

No Distrito Federal, o Sindmed-DF está promovendo o Fórum Brasília Médica, baseado na máxima “Não importa o partido, mas, sim, o compromisso”.<BR><BR>

De acordo com o presidente da entidade, Dr.<BR><BR>

César Galvão, os candidatos médicos aos cargos de deputados federais e distritais, que pretendem contar com o apoio da classe médica, devem trazer propostas que sejam consoantes às reivindicações da categoria.<BR><BR>

Dr.<BR><BR>

Galvão alegou que os médicos sofrem de uma “orfandade” sem propósito.<BR><BR>

Isso se dá porque, mesmo os médicos que ocupam lugar nos parlamentos, na verdade, não se interessam pela categoria.
Em Alagoas, o Sindicato dos Médicos disse que a intenção é ouvir as propostas que os candidatos têm para a saúde.<BR><BR>

Em busca dos candidatos ao governo do Estado, o Sindmed-AL está tentando ouvir o candidato do PTB, João Lyra, que já desmarcou o compromisso por duas vezes seguidas.<BR><BR>

O debate televisivo que será apresentado no próximo dia 11/09, pela TV local filiada à Rede Record, tem sido a desculpa dos candidatos para não comparecerem à entidade médica.<BR><BR>

O candidato pelo PSDB, Teutônio Vilela será o próximo a conversar com a categoria, no dia 18.<BR><BR>

Enquanto isso, os médicos ainda não tomaram uma posição quanto a qualquer candidato.<BR><BR>

A exigência, para tanto, é que o político seja um sindicalista.<BR><BR>

O presidente do Sindmed-AL, Dr.<BR><BR>

Wellington Galvão, disse que não há preferência se o candidato for um médico também.<BR><BR>

“Na legislação passada, tínhamos quatro colegas na Assembléia Legislativa, mas eles não fizeram diferença nenhuma para a categoria”, afirmou.
Em São Paulo, o Sindicato dos Médicos de Campinas está cedendo espaço em seu sítio na Internet para que os candidatos interessados possam apresentar suas propostas.<BR><BR>

No Rio de Janeiro, por sua vez, a preocupação do Sindicato é com o sistema público de saúde.<BR><BR>

Depois das dificuldades enfrentadas pela categoria desde o ano passado, os médicos entrevistam, até o próximo dia 31/08, os candidatos ao governo do Estado, interrogando-os sobre questões de financiamento, plano de cargos, carreiras e salários, paridade entre ativos e aposentados e decisões do controle social, entre outros.<BR><BR>

Além disso, os médicos cariocas vão exigir a assinatura de um Termo de Compromisso dos candidatos, contendo as propostas dos médicos.<BR><BR>

Na região sul, os médicos também promoveram um debate com os candidatos ao governo do Estado, no mês passado.<BR><BR>

Os prestadores de serviços médicos também estão atrás das propostas dos candidatos.<BR><BR>

O presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Sindhosp), Dr.<BR><BR>

Dante Montagnana, participou, ontem, junto a outras lideranças políticas, do almoço de adesão do candidato pelo PSDB à presidência, Geraldo Alckmin.<BR><BR>

De acordo com o médico, esta foi uma oportunidade de conhecer as propostas do candidato para o setor de saúde e avaliá-las.<BR><BR>

O site do Sindhosp disponibilizará as metas de saúde dos candidatos para que profissionais da categoria possam avaliar as propostas e “exercer seu direito de cidadão com ferramentas que auxiliem na escolha de seu candidato”.
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Dr.<BR><BR>

Eduardo Santana, disse ser “extremamente saudável e positiva a iniciativa dos sindicatos”.<BR><BR>

A entidade estimula, inclusive, o envolvimento dos médicos na questão política.<BR><BR>

De acordo com ele, os sindicatos possuem duas responsabilidades: coorporativa e cidadã.<BR><BR>

Isto é, o papel do médico não se resume à suas próprias reivindicações, mas também à busca da melhoria da qualidade de vida da população.<BR><BR>

O candidato, quer seja médico, quer não, precisa apresentar propostas que não apenas atendam às necessidades da categoria, como também sejam úteis na construção do sistema.<BR><BR>

Dr.<BR><BR>

Santana, que acredita que a função do médico é um cargo público, mesmo que apolítico, também está sondando os candidatos, mas os que concorrem à Presidência.<BR><BR>

Na semana passada, o médico foi recebido pelo presidente Lula para uma conversa informal.<BR><BR>

O próximo a ser procurado será Geraldo Alckmin (PSDB)..<BR><BR>]]></Texto>

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