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 <MetaData>15:49:28 28/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qua, 30 Ago 2006 21:11:58 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Campanha de Lula estuda incluir "democratização da mídia" em projeto de governo]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
 <CodigoCanal>30073</CodigoCanal>
 <NomeCanal>ELEIÇÕES 2006</NomeCanal>
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 <NomeFonte><![CDATA[Santafé Idéias]]></NomeFonte>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[Santafé Idéias]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[<H5>Último Segundo/Santafé Idéias</H5>
<P><STRONG>As medidas que o governo pretende adotar num eventual segundo mandato para regular o setor de comunicação no País serão avaliadas pelo presidente e estrategistas de campanha. Segundo o partido, as propostas que abrangem um recadastramento de concessões de rádio e TV e incentivos econômicos a jornais independentes devem fazer parte de uma série de cadernos temáticos que serão lançados até o final de setembro.</STRONG></P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>“Não posso dizer quais são as medidas propostas porque ainda não li o texto, que ficou de ser enviado pelos colaboradores ontem”, afirmou o coordenador do programa de governo para a área, Glauber Piva. Dependendo do texto que será aprovado para o programa de governo, esse pode ser mais um foco de conflitos entre meios de comunicação e o governo Lula.</P>
<P>Piva não desmentiu nem confirmou a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que listou medidas aparentemente polêmicas sobre a regulamentação da mídia, como a criação de conselhos populares que participaram do processo de renovação e outorga de concessões de rádio e TV. Segundo Piva, ainda não houve tempo para que ele e outros políticos envolvidos na campanha apreciassem as propostas elaboradas pelo núcleo denominado Comunicação e Democracia, um dos 32 grupos temáticos encarregados de redigir planos governamentais.</P>
<P>De acordo com o diário Folha, a proposta estudada pelo PT inclui a criação de uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica, para estabelecer "equilíbrio e proporção" na radiodifusão pública e privada; a criação de mecanismos legais para coibir a concentração de propriedade e desequilíbrio concorrencial nos meios de comunicação eletrônica e a correção de brechas legais que facilitam a formação de oligopólios na radiodifusão. Além disso o documento ainda prevê a criação de conselhos populares que participariam do processo de renovação e outorga de concessões de rádio e TV e também a criação da Secretaria de Democratização da Comunicação, diretamente subordinada à Presidência. </P>
<P>O secretário do PT evitou classificar como “polêmicas” as medidas e o próprio tema Comunicação, tendo em vista diversos atritos ocorridos entre o governo Lula e representantes da imprensa: “A comunicação é um tema importante para o PT e para a sociedade, o partido trabalha isso há muitos anos. Não dá para fazer programa de governo sem tratar do tema”, observou Piva. “De qualquer forma, é apenas uma proposta preliminar, que ainda será apreciada pelo próprio presidente Lula e pela equipe que cuida do programa de governo”, desconversou Glauber Piva.</P>
<P><STRONG>Momentos difíceis</STRONG></P>
<P>Apesar da fala diplomática do secretário de Cultura do PT, o fato é que a cobertura da imprensa sobre as medidas para o próximo governo pode aumentar as críticas mútuas entre meios de comunicação e o presidente Lula e seu governo. Nos últimos dias, por exemplo, o site e o boletim informativo da campanha de Lula atacaram veículos como Rede Globo e os jornais Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo, por suposto desequilíbrio na cobertura das eleições presidenciais. </P>
<P>Esse foi apenas mais um foco de tensão nas relações do governo com a imprensa. Durante a gestão de Lula houve episódios como a tentativa do governo de revogar o visto do jornalista Larry Rohter, correspondente do "The New York Times", após a publicação de reportagem relatando supostos problemas do presidente com bebidas alcoólicas.</P>
<P>O documento com a proposta de campanha traz também um mea-culpa sobre o relacionamento de Lula com a mídia mencionando, segundo a Folha, dois pontos de conflito: as tentativas de se criar o Conselho Nacional de Jornalismo e a Agência Nacional do Áudio Visual (Ancinav), ambos interpretados pelos setores atingidos como uma tentativa de controle.</P>
<P><STRONG>Repercussão</STRONG></P>
<P>As propostas listadas pela Folha, que podem fazer parte do plano da próxima gestão de Lula, não foram bem recebidas em alguns pontos. “Não vejo com bons olhos qualquer tentativa de o Estado regular o mercado”, afirmou o Carlos Eduardo Lins da Silva, jornalista e diretor de relações institucionais da Patri Relações Governamentais &amp; Políticas Públicas. </P>
<P>Para ele, o governo deve dar garantias para que o País cresça, com acesso a educação, assim os próprios leitores e telespectadores irão regular o mercado. “Um mercado bem educado iria se regular naturalmente” afirmou ele. </P>
<P>Sobre as concessões de rádio e TV, segundo Lins da Silva, elas devem servir apenas para regular a ocupação do espectro. “Sou contra as concessões políticas e acredito que qualquer empresa que usar uma concessão de maneira indevida será punida pelo mercado”, disse.</P>
<P>Para o jornalista Mauro Malin, do Observatório da Imprensa, o recadastramento das concessões de rádio e TV e a correção de brechas legais que facilitam a formação de oligopólios na radiodifusão, principalmente nas pequenas cidades, podem ser consideradas propostas válidas. </P>
<P>“É preciso se rever a legislação concessões de rádio e televisões. A constituição de 1988 tornou difícil cassar concessões de rádio e TV”, afirmou ele. Por outro lado, segundo Malin, não se criou mecanismo que dificultem a concessão para políticos.</P>
<P>Apesar de alguns pontos positivos, ele prevê problemas: “o fato de partirem do PT leva a prever que as propostas podem levantar uma onda de indignação se perderá mais uma oportunidade de discutir reais mazelas da comunicação no Brasil”, afirmou.<BR></P>]]></Texto>

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