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 <Codigo>1788644</Codigo>

 <MetaData>19:20:01 01/11/2004</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Seg, 1 Nov 2004 21:25:34 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Pesquisa de boca-de-urna: contraprova de vida curta]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
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 <NomeCanal>Eleições 2004</NomeCanal>
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 <NomeCredito>Darlan Alvarenga, repórter iG no Rio</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[RIO – Em tempos de urna eletrônica, as pesquisas de boca-de-urna parecem cada vez mais sem sentido. Em Curitiba, por exemplo, a apuração dos votos do segundo turno terminou menos de uma hora depois da divulgação da pesquisa de boca-de-urna do Ibope. Ou seja, muito trabalho e investimento para pouco tempo de vida útil.
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]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P><A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/eleicoes2004/1788501-1789000/1788584/1788584_1.xml">Depois dos erros no 1º turno, Ibope e Datafolha explicam acertos no 2º turno</A></P>
<P>“Com o tempo, as pesquisas de boca-de-urna tendem a desaparecer”, acredita o analista político Geraldo Tadeu, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). “Antes, a apuração demorava de dois a três dias, o que levava até mesmo os jornais a encomendar este tipo de pesquisa. Hoje, em menos de uma hora os analistas já desprezam à boca-de-urna para analisar os resultados parciais da apuração”. </P>
<P>O Datafolha, por exemplo, deixou de realizar a pesquisa de boca-de-urna, desde a introdução da urna eletrônica. O Ibope realizou 111 pesquisas de boca-de-urna no primeiro turno e 10 no segundo. Todas para a Rede Globo e afiliadas. Segundo o instituto, o número é o mesmo das últimas eleições municipais. </P>
<P>Tadeu acredita que as televisões vão chegar à conclusão que não vale à pena o investimento para o tempo que a pesquisa é explorada. “É uma pesquisa de alto custo e baixo benefício”, afirma. “Tem que se montar uma operação de guerra para que os resultados fiquem prontos até às 17h. A pesquisa de boca-de-urna exige mais infra-estrutura e custa dobrado, pois os pesquisadores trabalham no domingo”. </P>
<P>Se para as televisões, essas pesquisas tendem a ter uma vida útil cada vez mais curta, para institutos como o Ibope elas ainda são vistas como o verdadeiro teste de confiabilidade das pesquisas. “A pesquisa de boca-de-urna é onde os institutos conseguem pegar os resultados mais precisos, pois é a única que inclui os indecisos das pesquisas anteriores”, afirma a diretora-executiva do Ibope, Márcia Cavallari. </P>
<P>Segundo ela, se jornalisticamente as pesquisa de boca-de-urna estejam perdendo a importância, para os institutos elas ainda continuam funcionando como teste de credibilidade. “As pesquisas feitas durante a campanha refletem apenas uma fotografia, não garantem o resultado final, por isso a de boca-de-urna funciona como contraprova”, afirma. Como exemplo, a diretoria do Ibope cita o caso de Santos, onde a última pesquisa foi feita quatro dias antes das eleições e não captou a virada do adversário que aparecia 10 pontos atrás. </P>
<P>O diretor do Datafolha, Mauro Francisco Paulino, também sustenta que a pesquisa de boca-de-urna é a única que pode ser comparada com o resultado das urnas. Segundo ele, ela só deixou de ser feita pelo instituto porque não tem mais utilidade para o jornal. Para Paulino, entretanto, os institutos não podem ser julgados só pelo resultado final. </P>
<P>"Em dezembro de 2003, fomos os primeiros a mostrar Serra com viabilidade eleitoral. E em maio, mostramos que sem Maluf, a diferença entre Serra e Marta era de 11%", afirma. "Foi também o Datafolha que mostrou a rejeição a Marta como fator importante, que o apoio do Maluf foi inócuo e que a intenção de voto dela era inferior a aprovação do seu governo. Sem Datafolha, não existiriam estas informações". </P>
<P>O diretor do Datafolha afirma também que o instituto foi o primeiro a mostrar a subida de Luizianne (PT) em Fortaleza. Ele critica, entretanto, a proliferação de pesquisas eleitorais com margens de erro cada vez maiores. Ou seja, com um número cada vez menor de entrevistados. </P>
<P>No Datafolha – que não aceita encomenda de partidos ou políticos, apenas de veículos de comunicação -, a margem de erro nunca é superior a 2%. Outro diferencial do instituto, é que as pesquisas são feitas com os entrevistados em trânsito, de forma a atingir também os moradores de favelas e condomínios fechados, onde o acesso é mais restrito. </P>
<P>No Ibope, foram mais comuns as pesquisas com margens de erro maiores. Mas,&nbsp;segundo o instituto, isso ocorreu&nbsp;devido&nbsp;à crise financeira que atinge os veículos de comunicação – que passaram a encomendar&nbsp;um número menos de&nbsp;pesquisas ou pesquisas com menos entrevistados&nbsp;– e os partidos políticos, que têm encontrado crescentes dificuldades para conseguir doações. Segundo a diretora do Ibope, o número de pesquisas realizadas neste ano caiu de 1.200, em 2000, para 900. Já a receita, caiu 25%. </P>
<P>Apesar dos casos de erros e ausência de pesquisas prevendo as viradas, Geraldo Tadeu afirma que as pesquisas no Brasil apresentam o mesmo nível de acerto dos levantamentos americanos e europeus. “Hoje a maioria das pesquisas estão dentro do intervalo de confiança de 90%. Os analistas já as dominam com uma maior facilidade e as pesquisas também já são bem recebidas pelos eleitores. Mas não existe pesquisa infalível”, conclui. </P>]]></Texto>

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