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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 17 Mai 2004 19:27:59 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Roriz parte para contra-ataque após pesquisa desfavorável]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[BRASÍLIA - Depois de ver fugir de suas mãos a vitória em primeiro turno, e 
<br/>
agora aparecer em segundo lugar na pesquisa Ibope sobre o segundo turno no Distrito Federal, o atual governador e candidato à reeleição, Joaquim Roriz, partiu para o ataque. Dois de seus principais aliados entraram ontem na Justiça contra o candidato do PT ao governo, Geraldo Magela.  Isto ocorreu  poucas horas antes da divulgação oficial  da última pesquisa eleitoral Ibope, que coloca Magela na frente, com 50% das intenções de votos, seguido de Roriz, com 42%.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Apesar de estar envolto em várias acusações de irregularidades políticas e 
<br/>
administrativas, o atual governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, foi apontado, durante os últimos dois anos, como o mais forte candidato para vencer as eleições na Capital Federal. Roriz terminou o primeiro turno com 43% dos votos, na frente do candidato do PT.  Com o resultado das últimas pesquisas, Roriz decidiu dividir com Magela os ônus das denúncias. Ontem o deputado federal eleito pelo PMDB, Tadeu Filippelli protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia crime contra o candidato  petista.
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Filippelli pede na ação que o STF investigue Magela por corrupção passiva. 
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A acusação se baseia na denúncia de que um assessor de Geraldo Magela foi contratado  por um condomínio irregular, em 1997, para ajudar na 
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regularização de mais esta área de terras públicas invadida no Distrito 
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Federal. Os rorizistas alegam que o petista utilizou a maquina 
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administrativa, quando ocupava a presidência da Câmara Legislativa do 
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Distrito Federal, para influenciar na contratação de seu assessor.
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A ação de Roriz foi considerada por todos os seus adversários políticos como um contra-ataque. Em seus primeiros programas eleitorais em segundo turno, o governador adotou uma postura humilde, submissa, avisando que não atacaria Magela, mas tinha certeza de que seria atacado por seu adversário. Além de Filippelli, a candidata a vice-governadora na chapa de Roriz, Maria Abadia também assina a queixa crime protocolada no STF.
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Uso da máquina administrativa; servidores públicos trabalhando em sua 
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campanha em horário de expediente; propaganda que ameaça os eleitores de perda de direitos a programas de Governo caso não apóiem a candidatura Roriz e intimidação de eleitores para que estes permitam a fixação de bandeiras em suas residências. Estas são algumas das acusações que estão sendo investigadas pela Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral Distrito Federal, contra o governador.
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Roriz é acusado por seus inimigos políticos de ter o controle do Judiciário 
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da Capital Federal. "Isto é uma tremenda mentira. O governador não tem poder de indicar ou nomear qualquer juiz ou desembargador em Brasília. Todas as nomeações para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios são feitas pelo Presidente da República" rebate o assessor de imprensa de Roriz, André Duda.
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Para o deputado distrital eleito, Chico Vigilante (PT), Roriz tomou conta 
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não somente do Judiciário brasiliense, mas também de todo o Legislativo e 
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domina com "mão de ferro" o poder executivo. "Ele exerce o governo de forma imperial. A Polícia é o braço armado para reprimir a cidadania", afirma igilante. Um dos exemplos dados pelos seus adversários,ocorreu nesta segunda-feira, quando Roriz trocou o comandante da Polícia Militar, Ruy Sampaio  e o do Corpo de Bombeiros, Oscar Soares, para atender ao pedido do deputado federal eleito, Alberto Fraga (PMDB).
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A troca no comando visa garantir o apoio do parlamentar reeleito, 
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considerado um dos porta-vozes da PM dentro do Congresso Nacional, segundo a direção do PT do DF. "Ninguém me pressiona. Não sofro pressão de ninguém. O Fraga apenas me pediu este favor, mas não foi por isto que o comando dos bombeiros e da PM foi trocado" afirma Roriz.
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<br/>
Três vezes Roriz já exerceu o governo do Distrito Federal: a primeira vez por dois anos, quando foi indicado para assumir o cargo pelo presidente José Sarney, em 1988 (até então, o governador do Distrito Federal era escolhido pelo presidente da República); a segunda vez, foi eleito pelo voto direto e assumiu o poder no dia 3 de outubro de 1990 e governou até 1994; eleito de novo em 1998, está no 
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poder até os dias de hoje.
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Ele é um dos mais fortes e simbólicos políticos da Capital do País. Tem como marca registrada o populismo. Os seus primeiros mandatos foram marcados pela distribuição gratuita de terras no DF. Seu último governo foi caracterizado, como ele mesmo diz, "pelas grandes obras". Durante os últimos quatro anos de administração, todo o Distrito Federal foi um verdadeiro canteiro. Neste período pontes, viadutos, novas pistas foram abertas e foi construída a maior obra deste mandato, a terceira ponte do Lago Sul.
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Mesmo mostrando tanto serviço, e contando com o apoio da maioria da 
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população brasiliense, o governador não consegue se livrar do estigma das 
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denúncias. Elas começaram a surgir ainda em seu primeiro mandato, quando uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Federal investigou o desvio de verbas do Orçamento Geral da União, a chamada CPI do Orçamento. 
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"No relatório ficou provado que o governador Joaquim Roriz estava envolvido no esquema de desvio de recursos do Orçamento. Recursos que vinham para o Distrito Federal e depois eram desviados irregularmente", afirma Chico Vigilante, que era deputado federal pelo PT na época.
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O assessor de imprensa do governador Joaquim Roriz, André Duda, afirma que esse caso já está encerrado:  "O governador já  foi julgado e  inocentado de todas as acusações".
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Nos anos seguintes, surgiram mais denúncias contra Roriz. Apesar disto, sua popularidade nunca foi abalada, ao contrário, cresceu. O candidato do PMDB conseguiu, de virada, vencer as eleições de 1998 contra o então governador do DF, Cristovam Buarque. "A imprensa só fala dos desmandos e irregularidades do Roriz. Por que ninguém levanta quantos processos tramitam na Justiça do DF contra o Cristovam? São mais de três mil processos e inguém fala nada" questiona  Duda.
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O Ministério Público do Distrito Federal investiga  hoje, tanto as ações do governador, como as denúncias de seu controle sobre o Judiciário local. As decisões, muitas vezes impopulares, por parte dos desembargadores de Brasília, levaram parte da população e principalmente os adversários políticos de Roriz a questionar a imparcialidade do Judiciário local. A última decisão polêmica foi a concessão de habeas corpus para o deputado distrital eleito, Pedro Passos. 
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Principal acusado do esquema de grilagem de terras, Passos passou a maior 
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parte de sua campanha eleitoral foragido da polícia. Ele reassumiu a 
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campanha política a partir do momento em que entrou em vigor o dispositivo da Lei Eleitoral que proíbe as prisão de candidatos quinze dias antes do pleito.
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Passos voltou a se tornar um foragido da Justiça, assim que este mesmo 
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dispositivo da Lei Eleitoral perdeu a sua eficácia  48 horas após o 
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encerramento das eleições de seis de outubro. O empresário fugiu de sua 
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residência escondido em um porta malas e só retornou quando lhe foi 
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concedido o haeas corpus.Para Joaquim Roriz e sua equipe, as investigações e acusações do Ministério Público não têm valor. Ele afirma que todos os procuradores são de "esquerda" e lembra que o procurador Luiz Francisco de Souza chegou a ser filiado "de carteirinha" do PT. "Só as denúncias contra Roriz são levadas a diante. Investigadas no mesmo dia. Todas as denúncias contra o antigo governo petista continuam paradas" alega o assessor de imprensa do governador. Os Ministérios Públicos Federal e do Distrito Federal, não comentam as acusações de Roriz.
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O procurador Luiz Francisco não quis comentar as declarações do Roriz, nem o procuraro do Ministério Público Federal, Franklin da Costa Rodrigues, que assumiu a corregedoria do TRE/DF nestas eleições. Luiz Francisco diz que não vai polemizar com o Governador.
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A última acusação contra Roriz, decisiva para que haja o segundo turno nas eleições deste ano, diz respeito a grilagem. O governador é acusado de favorecer os integrantes do esquema de ocupação irregular de terras no Distrito Federal, o chamado "esquema da grilagem".
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Roriz se defende afirmando que é apenas amigo dos irmãos Márcio e Pedro 
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Passos, acusados de envolvimento com a ocupação irregular. "Ser amigo não é crime" afirma o governador. As acusações de irregularidades serviram para justificar um pedido de intervenção Federal na Capital pelos adversários do governador. As denúncias foram encaminhadas à Justiça , estão sendo analisadas.
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Chico Vigilante afirma que o Distrito Federal precisa de uma força tarefa que envolva o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e o Superior Tribunal de Justiça e quem sabe até o Supremo Tribunal Federal para as investigações. "É uma situação grave, de que a população não tomava conhecimento".
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"O Roriz desrespeita a todo o momento as autoridades, ele distribui lotes 
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para as pessoas sabendo que a lei não permite, as terras são públicas, e 
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ninguém pode sair por aí doando o que não é seu", diz o deputado petista. 
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André Duda assessor de Roriz  lembra que "na época do governo Cristovam, o deputado Chico Vigilante e o ex-governador distribuíram mas de 50 mil cheques lotes para as pessoas, como ele pode fazer esta acusação contra Roriz? "
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Mesmo com as denúncias, as promessas de campanha para o segundo turno continuam. No primeiro dia da retomada da propaganda eleitoral, Roriz resolveu aumentar as promessas para ganhar mais votos. Ele prometeu distribuir um cheque de R$ 100 reais, e um botijão de gás para as pessoas que já têm direito à cesta básica. O GDF explica que esta é uma maneira de ajudar os pobres e "quem critica este tipo de programa de melhoria para as famílias de baixa renda é porque nunca passou fome na vida"  alega o  governador. Preocupado em evitar novas denúncias o governador afirmou, na terça-feira, dia oito de outubro, que não iria prometer a regularização imediata do condomínio irregular Itapoã. Esta  é uma área de conflito, próxima a cidade do Paranoá, a qual a  propriedade ainda não foi determinada.Não se  sabe se as terras do Condomínio Itapoã são do Governo do Distrito Federal ou da União. A única verdade sobre o condomínio é que ele fica em terras públicas que foram invadidas. " Não vou prometer nada por que isto seria crime eleitoral", mas afirmou: "Depois do segundo turno eu pessoalmente cuidarei do assunto".]]></Texto>

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