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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 12 Dez 2006 09:08:28 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Telefônica se sente "discriminada" pelo governo e Anatel]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O grupo espanhol Telefônica se sente discriminado pelo Ministério das Comunicações e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Seu maior concorrente na América Latina, a Telmex, não teve nenhum problema para entrar no mercado de televisão por assinatura. A Telmex é dona da Embratel, uma concessionária de telefonia fixa como a Telefônica em São Paulo. A operadora participa do controle da Net, maior empresa de TV paga do País.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Mas por que Brasília está tratando a Telefônica assim? "Não sei", afirmou Fernando Xavier Ferreira, presidente do grupo no Brasil. A Telefônica fechou um acordo comercial com a DTHi (Astralsat), empresa de TV paga via satélite, para oferecer pacotes com telefonia, internet e televisão, como faz a Net. Foi advertida pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que teria que tirar do ar o serviço, chamado Você TV. Conselheiros da Anatel disseram que precisaria de anuência prévia. Xavier discorda: "Nunca foi preciso anuência prévia para acordo comercial."<p><p>A Telefônica espera desde maio uma resposta para seu pedido de licença de DTH, televisão por assinatura via satélite, e até agora a agência não se manifestou. "Normalmente eles demoram 60 dias", apontou o executivo. A empresa também aguarda uma decisão da Anatel sobre a compra da TVA, anunciada em outubro.<p><p>A Telefônica realizou ontem um encontro com jornalistas em São Paulo. Xavier, que vai deixar a empresa em janeiro, considera que o setor de telecomunicações está ameaçado, por causa da legislação desatualizada e pelo desrespeito às regras atuais. "Não dá para entender porque investidores que fizeram um esforço descomunal são impedidos de fazer o que a lei permite", disse o executivo. "Um país com instituições fortes tem uma regra básica: cumprir a lei."<p><p>Ele ressaltou que, no México, a regulamentação foi atualizada recentemente para que a operadora fixa (Telmex) pudesse explorar o mercado de TV por assinatura. "Por que não podemos fazer o mesmo aqui?", questionou Xavier. "Devemos todos ser defensores do futuro das telecomunicações. Precisamos ver o que é mais importante para a sociedade."<p><p>O presidente do Grupo Telefônica argumentou que sua empresa traria mais competição para o mercado de TV paga. "É um setor em que uma única empresa controla 95% do mercado de satélite e outra quase 75% do de cabo", apontou Xavier, referindo-se, respectivamente, à Net e à Sky/DirecTV, empresas que têm as Organizações Globo em seu grupo de controle.<p><p>O mercado de TV paga é bem pequeno, quando comparado ao de telefonia. No ano passado, o setor de televisão por assinatura faturou R$ 4,7 bilhões no País, comparado a R$ 69,1 bilhões da telefonia fixa e R$ 42,8 bilhões da móvel. Os assinantes de TV somavam 4,4 milhões em junho, comparados a 39,9 milhões de telefones fixos em operação.<p><p>Mesmo assim, as operadoras de telefonia local temem que a Net, com seu pacote que reúne voz, dados e imagem, tire delas seus melhores clientes, que garantem a maior rentabilidade. A estratégia é chamada de triple play.<p><p>"O triple play é uma realidade de mercado", afirmou Xavier. "Podemos trazer competitividade e baixar dramaticamente os preços." A estratégia de triple play leva o mercado a um movimento de consolidação. Entre as grandes operadoras de telefonia fixa, somente a Brasil Telecom ainda não foi atrás de ativos de TV paga.<p><p>A Telefônica adotou uma estratégia semelhante à da Net para defender o modelo de negócios triple play e, dessa forma, conseguir avançar nas suas iniciativas para TV paga. A justificativa para tamanho apetite da Telefônica para tornar-se triple play deve-se aos prognóstico da companhia para o setor. De acordo com Xavier, a expectativa do grupo é de que os serviços tradicionais de telecomunicações respondam por apenas 18% do faturamento do setor no mundo, já no ano de 2010.<p><p>Xavier afirmou que a operadora pode se unir comercialmente à TVA, em ofertas conjuntas, antes mesmo que a transação societária seja completamente avaliada pelo regulador: "É como na Net. A empresa começou a oferecer os serviços em parceria com a Embratel antes que todas as transações da societárias Telmex fossem aprovadas."]]></Texto>

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