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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 12 Dez 2006 03:04:02 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Brasil é responsável por cerca de 5% do mercado ilegal de músicas baixadas pela internet, diz pesquisa]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[&nbsp;]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI)
anunciou hoje (17) que 20 dos oito mil processos por compartilhamento de música
de forma ilegal na internet serão contra brasileiros. Essa é a primeira vez que
o Brasil entra em uma leva de processos da federação, iniciado em 2004, e que
este ano tem como alvo 17 países.</p>

<p>Segundo o presidente mundial da IFPI, John Kennedy, o Brasil
é responsável por cerca de 5% do mercado ilegal de músicas baixadas pela internet
e apenas 1% da parte legal. Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira
dos Produtores de Discos (ABPD) aponta que 1,1 bilhão de arquivos digitais de
música foram baixados ilegalmente no ano passado.</p>

<p>?Sete em cada dez pessoas no mundo que baixam músicas na internet
fazem de forma ilegal. Isso é uma apropriação do direito autoral. Se elas
pagassem o valor correspondente a uma xícara de café, poderiam adquirir
legalmente uma obra de arte para o resto da vida?, disse Kennedy. ?No Brasil
também sete em cada dez músicas vendidas são de artistas nacionais. É preciso
permitir que a próxima geração da cultura tenha chance?, argumentou.</p>

<p>O diretor da ABPD, Paulo Rosa, explicou que as ações no país
são contra pessoas que moram em regiões metropolitanas e colocam à disposição
uma grande quantidade de música na internet pelo sistema de peer-to-peer
(programas para baixar arquivos), em torno de três a seis mil músicas em média.
</p>

<p>?Essas serão as primeiras ações para que possam servir como
uma mensagem clara de que não vale a pena fazer esse tipo de compartilhamento
ilegal. Posteriormente, outros usuários, inclusive os responsáveis por crianças
que adotem esses procedimentos ilegais, poderão ser alvo de processos?, disse
Paulo Rosa.</p>

<p>No Brasil, os cálculos da ABPD apontam que a quantidade de
músicas pirateadas pela internet corresponde anualmente a 75 milhões de CDs,
além dos 40 milhões falsificados. Segundo Paulo Rosa, esses 115 milhões se
contrapõem a um mercado legal de apenas 55 milhões de CDs. ?Mais do que o dobro
da música comercializada é ilegal no nosso país?, apontou. Esse cálculo é feito
levando em consideração que cada CD tem 14 faixas de músicas. Se multiplicarmos
135 milhões por R$ 20, que é o preço médio de cada CD, dá para perceber o
prejuízo?. </p>

<p>O diretor da IFPI na América Latina, Raúl Vasquez, informou
que o Brasil é o segundo maior mercado ilegal de música pirateada pela internet
na região. O primeiro lugar fica com o México, responsável por cerca de 1,6
bilhão de downloads ilegais. Em terceiro lugar vem a Argentina, com 500 milhões,
seguida do Chile, com 400 milhões. Ele informou ainda que o México e a
Argentina também fazem parte da lista de processos deste ano.</p>

<br />  
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