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 <Titulo><![CDATA[Relatório da Opep abre caminho para corte na oferta de petróleo]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[A Organização dos Países Exportadores de  Petróleo (Opep) se prepara para aumentar o corte de sua oferta  conjunta de petróleo em dezembro, no acordo feito em outubro e que  entrou em vigor este mês, a julgar pela avaliação que os analistas  fizeram do mercado mundial, publicada hoje em Viena.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O Relatório Mensal sobre o Mercado do Petróleo de novembro,  divulgado hoje ao meio-dia pelo secretariado da Opep, é o último  publicado antes da reunião do grupo, em 14 de dezembro em Abuja,  capital da Nigéria.  <br><br>   Por isso, os cálculos deste documento serão muito considerados  pelo Conselho de Ministros na reunião extraordinária e, embora não  esteja excluído que possa haver novidades que mudem o panorama até  então, implicitamente há a necessidade de cortar a oferta em pelo  menos 300 mil barris por dia, além do rebaixamento de 1,2 milhão de  barris diários que entrou em vigor em 1º de novembro.  <br><br>   O relatório lembra que, "do lado da demanda", o amplo leque de  previsões para 2007, que geralmente tem crescimento de 1,1 milhão a  1,6 milhão de barris diários por ano, "é um indicador da incerteza  existente sobre a evolução até o fim deste ano e durante o próximo"  e que em Abuja serão considerados novos dados da evolução nas  próximas semanas.  <br><br>   Por enquanto, a Opep calcula que o consumo mundial de petróleo  será de, em média, 85,58 milhões de barris por dia, com um aumento  de 1,3 milhão de barris diários em 2007, frente a 2006, ligeiramente  superior (30 mil barris diários).  <br><br>   A preocupação maior é "do lado da oferta", com o forte aumento  das provisões provenientes de seus principais concorrentes, pois o  órgão calcula que a "oferta não-OPEP" aumentará em 1,8 milhão de  barris por dia em 2007, em relação a 2006, até totalizar 53 milhões  de barris diários.  <br><br>   Ou seja, o grupo acredita que os barris adicionais de outros  exportadores do produto não apenas sobram para cobrir o crescimento  da demanda, mas também reduzirão a quantidade de petróleo que o  mundo compraria dos 11 países-membros do cartel.  <br><br>   Assim, já no mês passado, a Opep superou o volume que calcula  como demanda para seu petróleo - produziu uma média de 29,4 milhões  de barris por dia -, que é, em média, de 28,8 milhões de barris  diários, durante todo o ano de 2006, e de 28,9 milhões de barris  diários no último trimestre deste ano. Para o ano que vem, prevê uma  redução para 28,1 milhões de barris por dia.  <br><br>   Trata-se de "um desequilíbrio que a decisão da Opep em Doha  tentou corrigir", diz o relatório, em referência ao acordo feito na  capital catariana em 20 de outubro para diminuir a oferta da chamada  'Opep-10' (todos os países-membros menos o Iraque) em 1,2 milhão de  barris por dia, para 26,3 milhões de barris diários, a partir de  novembro.  <br><br>   Essa medida, segundo os especialistas da Opep, já atingiu sua  meta de estabilizar a cotação do barril de seu petróleo referencial:  depois de ter caído do recorde de US$ 72,68 registrado em 8 de  agosto para US$ 53,37 em 31 de outubro, seu preço oscilou entre US$  53 e US$ 56 em novembro.  <br><br>   Paralelamente, o valor do barril de petróleo Brent, referência  para a Europa, e o do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve),  referência nos EUA, ficou estável em torno de US$ 60.  <br><br>   No entanto, para 2007, prevê-se o risco de um novo desequilíbrio  nos fundamentos do mercado, especialmente durante o segundo  trimestre do ano, quando a demanda cai com a queda do consumo de  combustível para calefação, por causa do fim do inverno no  hemisfério norte.  <br><br>   Nessa época, "se a 'Opep-10' continuar produzindo no nível  estipulado, com a produção do Iraque em cerca de dois milhões de  barris diários", pode haver um excesso na oferta de 1,4 milhão de  barris por dia, o que significaria mais reservas armazenadas nas  nações consumidoras, quando o normal é que aumentem em 1,1 milhão de  barris por dia, ressalta o documento.  <br><br>   A diferença seria de 300 mil barris por dia, número já mencionado  por alguns responsáveis da Opep, como o ministro de Energia e  Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, que recentemente defendeu a  aprovação de um corte adicional da oferta do grupo, de 300 mil a 500  mil barris por dia, que entraria em vigor em 1º de janeiro.  <br><br>   Neste contexto, a Opep destaca que as reservas já estão bem  altas. Nas nações da Organização para a Cooperação e o  Desenvolvimento Econômico (OCDE) estão no nível mais alto desde  novembro de 1998, com capacidade de cobrir as necessidades por 55  dias, "dois dias a mais do que a indústria considera adequado".]]></Texto>

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