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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 3 Out 2006 14:39:42 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Eleição no Brasil deve adiar negociação com a Bolívia sobre energia]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Valor Online]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[RIO - A necessidade de um segundo turno na eleição presidencial no Brasil deve levar a um adiamento do prazo final da negociações dos novos contratos para exploração e produção de gás na Bolívia, previsto para 31 de outubro ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Esse adiamento, porém, já vinha sendo considerado devido à falta de avanço nas negociações técnicas dado a complexidade do tema. A renegociação dos contratos das empresas que produzem gás e petróleo foi determinada pela decreto que nacionalizou os hidrocarbonetos na Bolívia. </P>
<P>No mês passado os bolivianos apresentaram minutas dos novos contratos, no qual as empresas estrangeiras se tornariam apenas prestadoras de serviços para a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). As condições foram consideradas inaceitáveis pelas empresas, entre elas a Petrobras.<BR><BR>Devido às divergências sobre esses contratos, já se falava na semana passada em uma extensão das negociações por mais 60 dias, o que empurraria o prazo para 31 de dezembro. Além dos contratos de exploração, a Petrobras negocia a indenização pelas suas duas refinarias a serem estatizadas.<BR><BR>Outra discussão é sobre o preço do gás que é importado pelo Brasil. A próxima reunião sobre a fórmula de correção do preço no contrato de suprimento (GSA) firmado entre os dois países foi adiada para a próxima sexta, dia 6, em Santa Cruz. Na Bolívia, autoridades avaliam que o primeiro efeito do segundo turno no Brasil será o adiamento das negociações.<BR><BR>"Um segundo turno eleitoral só adiaria o processo de negociações entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos", disse chefe de gabinete da Presidência, Juan Ramón Quintana, à agência Ansa.<BR><BR>Segundo ele, a Bolívia "tem a esperança de que um segundo mandato do presidente Lula permita ao governo boliviano avançar em acordos energéticos muito mais notórios, firmes e mais de longo prazo".<BR><BR>Na Petrobras, as afirmações foram vistas mais como " um desejo de que isso fosse verdade " do que uma realidade factível. "Os bolivianos sempre esperam que a política influencie as decisões da Petrobras, mas nossos argumentos sempre foram e continuarão sendo técnicos", afirmou uma fonte da estatal ao Valor.<BR><BR>O Brasil é o maior sócio da Bolívia na área dos hidrocarbonetos. Além de ter as duas únicas refinarias do país, a Petrobras é umas das maiores produtoras de gás junto com a Repsol YPF e o Brasil é o maior comprador do gás boliviano, com contrato de 30 milhões de metros cúbicos por dia até 2019.<BR><BR>Segundo Humberto Vacaflor, analista e diretor da consultoria Carta Informativa Século XXI, na campanha para o segundo turno no Brasil "o tema boliviano será um dos mais importantes. Os candidatos disputarão quem será mais duro com a Bolívia " .<BR><BR>Para o colunista, "as eleições de domingo no Brasil aconteceram no pior momento para se negociar. Nem Lula nem a Petrobras podem fazer concessões à Bolívia em plena campanha, e o melhor que poderia acontecer é que os prazos fossem alterassem", disse Vacaflor.<BR><BR>Para o economista Gonzalo Chávez, da Universidade Católica, é possível que " Lula seja obrigado a projetar um laço mais forte em nível internacional e isso afetaria as relações bilaterais. O contato com a Bolívia será menos ideológico e mais pragmático porque as fraquezas internas obrigarão Lula a ser mais duro com nosso país ", disse à Ansa.<BR><BR>A Petrobras continua disposta a não ceder às alegações da Bolívia para aumento do preço usando argumentos técnicos, e reforçando que ele já está alinhado ao mercado internacional. O último aumento do gás importado aconteceu nesse domingo.<BR><BR>Autoridades bolivianas vinham defendendo a tese de que o preço deveria ser alinhado ao Henry Hub, um terminal no Texas (EUA) que é formador de preço no mercado spot americano. Agora esse argumento deve perder força nas negociações porque os preços do Henry Hub vêem caindo.<BR><BR>"Hoje, se esse preço fosse referência, a Bolívia teria que reduzir o preço do gás para US$ 2,60, sem contar o transporte", lembrou outra fonte da Petrobras. A estatal contudo, não quer nenhuma conexão entre o preço spot e as exportações para o Brasil.<BR><BR>O governo de Evo Morales espera aumentar o preço para para um mínimo US$ 5 para o milhão de BTU (unidade térmica britânica), o mesmo pago pela Argentina.<BR><BR>(Cláudia Schüffner | Valor Econômico) </P>]]></Texto>

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