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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 27 Set 2006 13:40:47 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Petrobras admite que pode faltar gás à Bolívia]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Valor Online]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[RIO -  &quot; Se não houver novos investimentos em produção de gás na Bolívia, certamente faltará [gás] para cumprir os contratos com Brasil e Argentina &quot; , afirmou ontem o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, reconhecendo as dificuldades de produção no país vizinho por causa da fuga dos investimentos. Na Bolívia, o vice-presidente do país, Álvaro García Linera, admitiu que o país atingiu o topo de sua capacidade de produção de gás natural, mas afirmou que os atuais contratos com Brasil e Argentina serão cumpridos. Linera entretanto não contestou a Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos (CBH), que diz que os contratos de fornecimento já assinados prevêem a entrega de volumes de gás acima dos hoje produzidos.Segundo o diretor da Petrobras, a taxação de 82% da produção de gás na Bolívia, como prevê o decreto de nacionalização do setor, só permite que as empresas remunerem seus custos de produção e inviabiliza novos investimentos.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Já o vice-presidente Linera afirma que a falta de investimentos é um fenômeno que vem dos governo passados, principalmente quando foi presidente o liberal Jorge Quiroga (2001-2002).  &quot; Os investimentos vêm baixando desde 2002, pois houve um governo que presenteou as petroleiras com um decreto que as eximia de investir em poços novos em contrapartida à exploração de poços antigos. &quot; O vice-presidente argumenta que essa é a razão de não ter mais gás  &quot; na boca do poço &quot; .  &quot; Temos gás lá embaixo, a 5 mil metros de profundidade, mas não temos na boca do poço para vender imediatamente. Isso vai requerer investimentos por um ou dois anos. &quot; Pelas estimativas da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos (associação dos produtores privados), o país já não teria como honrar os contratos firmados hoje, e não apenas os contratos futuros, como disse Linera. A CBH estima que, com produção de 40 milhões a 41 milhões de metros cúbicos diários, como a atual, o déficit em relação ao fornecimento já contratado é de 5 milhões de metros cúbicos.O contrato em vigor com a Petrobras prevê a venda de 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia até 2019, mas também existem contratos privados de venda de gás para a distribuidora Comgás e para a térmica de Cuiabá. E, para manter volumes de produção que atendam a todos os contratos de venda (além do Brasil, outro comprador é a Argentina), a Bolívia precisará atrair novos investimentos não apenas para manter a atual produção (já que os campos entram naturalmente em declínio), mas também para aumentá-la.Mesmo prevendo queda da produção boliviana de gás, Barbassa espera que, quando isso acontecer, o Brasil já tenha aumentado sua produção doméstica de gás natural, contando também com outras fontes de suprimento, como o gás natural liqüefeito (GNL). Contudo, o plano energético do governo conta com gás da Bolívia até 2030.Questionado sobre a queda nos preços do gás no mercado internacional, que corroboram o que a Petrobras vinha defendendo nas negociações, Barbassa disse que isso  &quot; esvazia o argumento da Bolívia &quot; , lembrando que a Petrobras sempre pagou pelo gás com base na variação dos preços internacionais.Cálculos da consultoria Economist Intelligence Unit mostram que os preços do gás no mercado internacional caíram 40% desde o anúncio da nacionalização na Bolívia, no início de maio deste ano, e 60% desde o fim de dezembro de 2005, para cerca de US$ 4,5 por milhão de BTU (British Thermal Unit, unidade de poder calorífero). &quot; Isso dificulta a demanda da Bolívia por reajuste significativo no preço que a Petrobras paga pelo gás, atualmente em torno de US$ 4 por milhão de BTU &quot; , afirma Érica Fraga, analista de América Latina da consultoria, em Londres.A consultoria também aponta uma impressionante queda na taxa de investimentos estrangeiros diretos na Bolívia a partir de 2003, quando foram investidos US$ 197,4 milhões, volume 70% menor que no ano anterior. Em 2004 foram investidos apenas US$ 65 milhões no país, situação que chegou ao limite no ano passado, quando a Bolívia registrou uma saída líquida de investimentos de US$ 277 milhões a primeira reversão em 15 anos. Em 2006, segundo as projeções da consultoria inglesa, os investimentos estrangeiros totais na Bolívia deverão continuar em patamar muito baixo, inferiores a US$ 200 milhões. Mesmo assim, essa retomada será impulsionada por investimentos programados no setor de mineração, e não na prospecção e produção de gás.(Cláudia Schüffner e Rodrigo Uchôa | Valor Econômico)<p>]]></Texto>

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