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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 25 Set 2006 08:50:36 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Análise: Ajustes de carteiras baixam a febre]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Valor Online]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[SÃO PAULO - Fundos de investimentos que estavam perigosamente  &quot; alavancados &quot;  em posições otimistas - negligenciavam a possibilidade de conturbações econômicas externas e de geração de crises eleitorais internas e se excederam nas apostas na alta da Bolsa e na queda do dólar, dos juros futuros e do risco-país - utilizaram os três últimos dias da semana passada, sobretudo a quinta-feira, para reduzir essas operações e entrar na semana das eleições com portfólios mais equilibrados e cautelosos

]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p> A leve recuperação experimentada pelos vários mercados no final da tarde de sexta-feira já denunciou a zeragem das posições mais arriscadas e comprometedoras.</p>.<BR><BR> Mas a  &quot; desalavancagem &quot;  não impedirá por completo o retorno da volatilidade se a aversão internacional ao risco continuar crescendo e se a safra de denúncias na reta final do pleito não arrefecer.<BR><BR> O dólar chegou a subir 0,81% na manhã de sexta-feira, para R$ 2,2280, mas fechou estável a R$ 2,21.<BR><BR> O ajuste provocou valorização na semana passada de 2,70%.<BR><BR> Os bancos nacionais já estão na posição de caixa correta, o que reduz o potencial para novas desvalorizações do real, a menos que encontrem oportunidades lucrativas de arbitragem com taxas de juros em dólar.<BR><BR> As instituições fecharam agosto com caixa vendido em dólar no valor de US$ 979,4 milhões, mas já na posição relativa a 19 de setembro exibiam posições compradas em US$ 453 milhões.<BR><BR> Mas o interesse deles pela posse da moeda americana não é suficiente a ponto de levá-los a abrir mão da rentabilidade paga pela Selic.<BR><BR> Na sexta-feira, o BC vendeu a totalidade dos 12,7 mil contratos de swaps reversos leiloados, no valor de US$ 603,4 milhões.<BR><BR> A Bovespa seguiu o mesmo roteiro: de manhã, tombou 1,25%, mas encerrou o dia com modesta perda de 0,09%.<BR><BR> Na semana, o índice paulista desvalorizou-se 3,79%.<BR><BR> Foi a terceira semana de baixa, durante as quais o prejuízo acumulado atingiu 6,78%.<BR><BR> A recuperação dos juros futuros foi mais efetiva.<BR><BR> O contrato mais negociado no mercado de derivativos da BM &amp;amp; F, para janeiro de 2007, retornou aos mesmos 13,71% em que estava na quarta-feira, após ter subido para 13,88% na quinta-feira.<BR><BR> O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, classificou o nervosismo da semana passada como movimento de  &quot; ajuste de ativos &quot;  de caráter conjuntural e não estrutural, decorrente do menor crescimento dos EUA.<BR><BR>  &quot; Mas os principais parceiros comerciais do Brasil ainda apresentam expectativa de crescimento muito vigorosa &quot; , observa Agostini.<BR><BR> Entre os dez principais parceiros comerciais do Brasil, que representam 68,9% da pauta de exportação, houve melhora significativa na média de crescimento do PIB.<BR><BR> A exceção foi a redução marginal na expectativa de crescimento do PIB dos EUA, e somente para 2007, passando de 3,3% para 2,9%.<BR><BR>  &quot; O crescimento econômico projetado para os demais parceiros comerciais mais que supre tal diferença &quot; , diz o economista.<BR><BR> Mas não descarta a hipótese de ajuste de carteira adicional ser requerido nos próximos dias em decorrência dos problemas políticos na Hungria (Europa) e na Tailândia (Ásia), somados ao desconforto com três países da América Latina (Bolívia, Venezuela e Brasil).<BR><BR> O movimento de fuga dos ativos de emergentes e busca de proteção nos títulos do Tesouro americano persistiu na sexta-feira.<BR><BR> Tanto que o juro do treasury de 10 anos caiu abaixo de 4,60%.<BR><BR> No início da semana estava em 4,79%.<BR><BR> Como a razão central da revisão de portfólios é a insegurança sobre o grau de desaquecimento da economia dos EUA, responsável sozinha por 28% do PIB mundial, os indicadores que serão divulgados esta semana ganham relevância especial.<BR><BR> Saem dados importantes sobre o setor imobiliário americano.<BR><BR> Hoje serão anunciadas as vendas de imóveis usados em agosto e, na quarta-feira, as de imóveis novos.<BR><BR> Indicadores do nível de atividade serão revelados amanhã (índice do Fed de Richmond), na quarta-feira (encomenda de bens duráveis) e na quinta (segunda prévia do PIB dos EUA no segundo trimestre).<BR><BR> E o dado sobre inflação - o núcleo do PCE - sai na sexta-feira.<BR><BR> (Luiz Sérgio Guimarães | Valor Econômico)]]></Texto>

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