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 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 23 Set 2006 07:00:03 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Trichet critica UE por lentidão nas reformas trabalhistas]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O presidente do Banco Central Europeu  (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que um dos problemas da  União Européia é não aplicar as reformas que decide, e afirmou que  no caso do mercado de trabalho elas são imprescindíveis.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   "O paradoxo na UE é que todos concordam no diagnóstico de nossos  males, mas ninguém aplica os remédios necessários", disse Trichet no  X Fórum Internacional da Fundação Bertelsmann, diante de diversas  personalidades européias, entre elas 22 chefes de Estado e de  Governo e 44 ministros de Relações Exteriores e de Defesa.  <br><br>   Trichet, num dos seminários do fórum, lembrou que os males da UE,  especialmente em comparação com os Estados Unidos, são a rigidez no  mercado de trabalho e os baixos índices de produtividade.  <br><br>   "É preciso aumentar a flexibilidade do nosso mercado. A  constatação é unânime nas instituições comunitárias, nos  Estados-membros e nos agentes econômicos", opinou Trichet.  <br><br>   O presidente do BCE sustentou que a dificuldade da UE para  aplicar suas próprias medidas é "um problema real" que "deve ser  resolvido por todos".   <br><br>   "É nossa obrigação tentar convencer a opinião pública de que  essas reformas são necessárias. Se elas não forem aplicadas a médio  prazo, o pleno emprego será uma ilusão na UE", afirmou.  <br><br>   Trichet reconheceu que em alguns países, como Alemanha, França,  Itália e Espanha, houve avanços. Mas o panorama geral ainda "precisa  melhorar" e está muito longe da mobilidade da Dinamarca e dos EUA.  <br><br>   Na sua análise, a UE atravessa um período determinante e  complexo. Além dos problemas próprios dos países industrializados,  argumentou, enfrenta os desafios políticos e econômicos do processo  de ampliação.  <br><br>   O vice-presidente do Banco Mundial, Shigeo Katsu foi mais  otimista durante seu discurso e opinou que a situação na UE é,  apesar da necessidade de reformas, muito saudável.  <br><br>   "Não podemos subestimar o poder e a posição da UE, apesar sua  dificuldade na criação de emprego e sua lentidão na aplicação de  reformas", afirmou.  <br><br>   Ele destacou que, apesar do crescimento dos mercados asiáticos,  especialmente China e Índia, a UE deverá manter a sua  competitividade no mundo globalizado.  <br><br>   "A Europa é muito competitiva e tem a seu favor um fator  essencial, o do conhecimento", opinou, lembrando que oito dos 10  países com melhor desenvolvimento humano do mundo são europeus,  começando pelos escandinavos.]]></Texto>

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