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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 22 Set 2006 20:01:51 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Ministro boliviano pede tranqüilidade para negociar com Brasil]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O novo ministro de Hidrocarbonetos da  Bolívia, Carlos Villegas, disse que chegou o momento de "moderar as  declarações" e "acalmar a situação" com o Brasil.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Em entrevista concedida à emissora "Telesur" e reproduzida hoje  pelo canal estatal da Bolívia, Villegas disse que os dois países  dependem um do outro, pois o gás boliviano tem "um peso específico  importante" no mercado brasileiro.  <br><br>   Segundo o ministro, a Bolívia exporta por dia, desde a semana  passada, uma média de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás  para o Brasil.  <br><br>   "Eu acho que chegou a hora de Brasil e Bolívia moderarem suas  declarações", pois a verdade é que têm uma dependência recíproca,  afirmou o funcionário, que assumiu o cargo na última sexta após a  renúncia de Andrés Soliz Rada.  <br><br>   Soliz pediu demissão após o vice-presidente Álvaro García Linera  ter desautorizado a resolução contra a Petrobras, que tinha  provocado um cruzamento de declarações e ameaças entre as  autoridades dos dois países.  <br><br>   García Linera "congelou" a decisão de Soliz de passar o controle  dos carburantes produzidos pelas duas refinarias da Petrobras para a  estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), medida  que faz parte da nacionalização iniciada pelo presidente Evo Morales  em maio de 2006.  <br><br>   As declarações de Villegas para a Telesur contrastam com a  posição assumida na última segunda, quando afirmou que "a Petrobras  não dará o braço a torcer" e que a resolução sobre as refinarias só  estava congelada para facilitar o diálogo.  <br><br>   O ministro também afirmou que os dois países precisam iniciar um  processo de negociação e confiança recíproca, assim "como foi  estabelecido na norma jurídica" da nacionalização.  <br><br>   "Sabemos muito bem que as negociações, certamente, não serão  fáceis, pois a Petrobras é uma das empresas que tem uma importância  significativa na Bolívia e a nacionalização leva a novas regras no  jogo", declarou Villegas.  <br><br>   Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse  "reiteradamente" a Morales "que o Brasil aceita as novas regras  escritas no decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos".  <br><br>   O Ministério de Hidrocarbonetos informou hoje que Villegas não  dará mais declarações aos jornalistas sobre as negociações com as  empresas petrolíferas a menos que seja necessário.  <br><br>   Mesmo assim, foi confirmado que na próxima semana o ministro se  reunirá com executivos da Petrobras em La Paz para dar continuidade  às conversas e que o ministro de Energia e Minas do Brasil, Silas  Rondeau, chegará ao país em 9 de outubro.  <br><br>   O Governo boliviano afirmou que o prazo para as petrolíferas que  desejam continuar operando no país chegarem a um acordo é 28 de  outubro, quando se esgotam os 180 dias estabelecidos no decreto de  nacionalização.]]></Texto>

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