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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 19 Set 2006 09:40:18 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Rato e Wolfowitz pedem a urgente retomada das negociações de Doha]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[<p>O diretor-gerente do FMI, o espanhol Rodrigo Rato, e o presidente do Banco Mundial (Bird), Paul Wolfowitz, abriram nesta terça-feira a assembléia anual das duas instituições com uma convocação urgente para a retomada das negociações comerciais visando à conclusão da Rodada de Doha.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>"A suspensão das negociações da Rodada de Doha é profundamente decepcionante e prejudicial", afirmou Rato em seu discurso inaugural, ao se referir às negociações paralisadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).</p><p>"O que está em jogo é muito importante para aceitar o fracasso", advertiu o diretor-gerente do Fundo, convencido de que o mundo deve escolher entre "um aumento do crescimento e das oportunidades" ou o retrocesso "em direção à miopia do nacionalismo".</p><p>Rato alertou também sobre o perigo do retorno do protecionismo e pediu "aos países do G7 e às principais economias emergentes que intervenham de imediato para preservar os feitos alcançados até agora nas negociações e para pôr novamente nos trilhos a Rodada de Doha".</p><p>Momentos depois, o presidente do Banco Mundial (Bird), Paul Wolfowitz, pediu, em outro discurso, que os países "aceitem novas idéias" e a necessidade de um acordo.</p><p>"Os Estados Unidos devem aceitar um maior corte dos subsídios agrícolas, que distorcem o mercado internacional, enquanto que a União Européia (UE) deve reduzir as barreiras que impedem o acesso a seu mercado", declarou o presidente do Bird.</p><p>Wolfowitz também fez exigências aos países emergentes como China, Índia e Brasil, que devem "reduzir suas tarifas sobre os produtos manufaturados" para facilitar o comércio entre países pobres.</p><p>A Rodada de Doha, lançada pela OMC em 2001, deveria ser concluída este ano, mas foi suspensa após a falta de acordo entre seus principais atores: UE, Estados Unidos e o G-20, que conta entre seus membros com gigantes como Brasil, Índia e China.</p><p>Em seu discurso, Rato incluiu o protecionismo entre os três riscos que ameaçam o crescimento da economia mundial, ao lado dos altos preços do petróleo e dos desequilíbrios mundiais, principalmente os déficits "não sustentáveis" em conta corrente dos EUA.</p><p>"Pelo bem de sua própria economia e da economia internacional, os Estados Unidos devem aproveitar a favorável evolução de seu crescimento para reduzir seu déficit fiscal de forma sustentável", afirmou Rato.</p><p>O dirigente do FMI pediu que Europa e Japão "façam novas reformas estruturais - em especial do mercado de produtos - e se preparem para o efeito que terá em seus orçamentos o envelhecimento da população".</p>]]></Texto>

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