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 <Titulo><![CDATA[O reformador Koizumi a economia japonesa em pleno crescimento]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[<p>O primeiro-ministro liberal japonês, Junichiro Koizumi, campeão das "reformas estruturais", deixa uma segunda economia mundial bem melhor que a de que havia herdado em 2001, mesmo que seu sucessor, Shinzo Abe, tenha também de lidar com finanças públicas em péssimo estado.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Com 64 anos, Koizumi se despede do poder depois de o Japão ter derrotado a deflação, apresentar sua taxa de desemprego mais baixa em sete anos e estar prestes a registrar sua maior fase de expansão econômica desde 1945.</p><p>Muitos economistas pensam que estes renascimento do Japão é principalmente o resultado da enorme expansão chinesa e dos esforços de reestruturação das empresas japonesas, e não dão muito crédito às reformas promovidas pelo governo.</p><p>"Koizumi não fez muita coisa. As reformas no Japão foram obra das empresas e dos patrões", afirma o economista Eisuke Sakakibara, ex-vice-ministro das Finanças.</p><p>Além disso, muitas "reformas Koizumi" (novas regras de governança de empresa, aumento do fluxo de dinheiro no setor bancário) foram, na verdade, lançadas por seu predecessor Ryutaro Hashimoto (1997-1998).</p><p>No entanto, Koizumi, às vezes comparado a Margaret Thatcher, conta com uma incontestável popularidade junto aos patrões, seduzidos por seu discurso liberal, relativamente novo no Japão, e sua luta contra a pesada burocracia japonesa.</p><p>Um combate simbolizado em 2005 pela privatização dos Correios. Após eleições antecipadas e uma dura batalha contra os caciques de seu partido e o poderoso lobby dos carteiros, Koizumi acabou conseguindo impor sua reforma.</p><p>As grandes empresas japonesas também podem agradecer a Koizumi por ter ajudado significativamente em suas exportações com diversas intervenções no mercado de câmbios para manter o iene baixo.</p><p>Isso sem provocar qualquer fúria protecionista de Washington devido ao apoio manifestado por Tóquio à guerra no Iraque e à política externa americana.</p><p>Sob a batuta de Koizumi, uma austeridade relativa e cortes amplos nas obras públicas abaixaram o déficit orçamentário japonês a 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2005, contra 8,2% três anos antes.</p><p>Porém, como ele não foi capaz de aumentar as receitas do Estado reformando o generoso sistema fiscal japonês e aumentando a TVA (atualmente apenas de 5%), ele deixa para seu sucessor uma dívida pública gigantesca, equivalente a mais de 170% do PIB.</p><p>"Nossos déficits continuam enormes, e não aumentamos nenhum imposto. Não realizamos nenhum corte draconiano nos gastos. A reforma do setor público ainda tem de ser feita", critica Sakakakibara, que duvida do empenho de Shinzo Abe neste sentido.</p><p>"O problema é de saber se o contexto atual é favorável" às reformas fiscais consideradas necessárias, afirma James Barber, analista da Barclays, destacando que a política de Koizumi "é acusada de ter criado desigualdades econômicas e sociais".</p>]]></Texto>

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