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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 18 Set 2006 16:40:54 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Países-membros aprovam oficialmente a maior reforma do FMI]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Os países-membros do Fundo Monetário  Internacional (FMI) deram hoje o primeiro passo para a maior reforma  na história do órgão, ao apoiar com 90,6% dos votos a redistribuição  do poder dentro do Fundo.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Modificar o nível de influência dos países em qualquer  organização internacional é muito difícil, devido aos interesses em  que isso implica, mas o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato,  conseguiu o apoio necessário para mudar uma organização cuja  estrutura de poder é a mesma de 1944, quando o Fundo foi criado.  <br><br>   A resolução precisaria de 85% dos votos e recebeu o apoio  decidido dos Estados Unidos e, mais reticente, de alguns países  europeus pequenos, como Bélgica e Holanda, que poderiam sair  perdendo.  <br><br>   O objetivo da reforma é reconhecer o aumento do peso das  economias emergentes na economia mundial, com um aumento de sua  representação no Fundo, segundo Rato dirá amanhã na Assembléia Anual  do FMI, de acordo com fragmentos do discurso já divulgados pelo  órgão.  <br><br>   A distribuição do poder no FMI ficou parada no tempo e mantém  anomalias como que a Bélgica tenha mais voto que a Índia, apesar de  o Produto Interno Bruto (PIB) do país europeu ser a metade, e que a  Holanda - mesmo com economia menor - tenha mais peso que o Brasil e  a África do Sul juntos.  <br><br>   Mas, paradoxalmente, o Brasil e a Índia são alguns dos países que  ficaram contra o projeto, pois consideram que os termos da reforma  são prejudiciais a eles.  <br><br>   Além disso, Egito e Venezuela votaram contra, segundo seus  representantes disseram publicamente. O FMI não divulga o voto de  cada país, mas fontes governamentais disseram que a maioria dos  países do Cone Sul e um grupo de nações pequenas do Oriente Médio e  do sul da Ásia também rejeitaram a reforma.  <br><br>   A resolução significou hoje uma alta imediata, mas pequena, do  voto do México, Coréia do Sul, China e Turquia, que são os países  com menos representação em relação ao peso de suas economias no  mundo, e que foi compensado com uma pequena perda no voto dos outros  membros.  <br><br>   A segunda fase é mais importante, pois prevê a revisão da  complexa fórmula de distribuição do voto no prazo máximo de um ano.  <br><br>   A equação será usada para fazer um novo reajuste do voto a uma  lista maior de nações, na qual devem estar novamente esses quatro  países e outros como Irlanda e Espanha.  <br><br>   Para que a representação dos países pobres não diminua ainda mais  com as mudanças, serão duplicados "pelo menos" os votos básicos, que  todas as nações recebem por igual, independentemente do tamanho de  sua economia, afirma a resolução.  <br><br>   A aprovação pelos membros do órgão já estava prevista, pois os  países que são contra o projeto tinham reconhecido não ter o apoio  necessário para derrotá-lo.  <br><br>   Sua aprovação é uma vitória para Rato, que impulsionou a reforma  desde que assumiu a chefia do FMI, em meados de 2004, e que  telefonou nos últimos dias aos países indecisos ou contrários para  pedir seu voto, disseram fontes oficiais.  <br><br>   No entanto, os que rejeitam a proposta falam de uma "vitória de  Pirro" e destacam o paradoxo de que uma reforma que serviria para  dar mais voz aos países em desenvolvimento não tenha o apoio de  grande parte do mundo em desenvolvimento.  <br><br>   "O reajuste da distribuição das cotas (que determinam o voto)  poderia acabar aumentando ainda mais a já grande maioria da qual  desfrutam as economias avançadas", disse no domingo o ministro da  Fazenda brasileiro, Guido Mantega, ao Comitê Monetário e Financeiro  Internacional do FMI.  <br><br>   O Brasil e a Argentina acreditam que os parâmetros mencionados  para integrar a nova equação prejudicam os países em desenvolvimento  de tamanho médio.  <br><br>   Esses fatores são o PIB, o grau de abertura - que mede o volume  do setor externo - e a variabilidade - que avalia a vulnerabilidade  a crises monetárias.  <br><br>   Agora, fica aberta a disputa entre os países-membros sobre a  escolha das variáveis e como combiná-las.]]></Texto>

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