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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 15 Set 2006 00:20:33 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[FMI pede que Argentina eleve os juros e corte os gastos públicos]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O diretor-gerente do Fundo Monetário  Internacional, Rodrigo de Rato, disse hoje que a economia da  Argentina "dá mostras de superaquecimento" e recomendou às  autoridades que elevem as taxas de juros e reduzam os gastos  públicos.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Em entrevista coletiva anterior à reunião anual dos governadores  do FMI, marcada para terça e quarta-feira, o dirigente considerou  que a política monetária argentina "muito frouxa", o que "permite  pressões de preços muito fortes".  <br><br>   Além do enxugamento do volume de dinheiro em circulação e mais  economia do Governo, Rato recomendou à Argentina que deixe o mercado  "afetar mais" a cotação de sua moeda.  <br><br>   A valorização da divisa reduziria a inflação, barateando as  importações, mas criaria um freio para a economia, pois tornaria  mais caras as exportações.  <br><br>   O diretor-gerente do FMI disse além disso que as medidas  "administrativas" tomadas até agora pelas autoridades argentinas  para lutar contra a inflação "introduzirão distorções e não serão  muito eficazes".  <br><br>   O Governo mantém controles de preços, incluída uma moratória  temporária das exportações de carne para evitar seu encarecimento  nos supermercados do país. Também limitou a alta de tarifas dos  serviços, após acordos com as empresas do setor.  <br><br>   O Fundo já criticou a política de preços do Governo argentino em  sua última revisão da economia do país, em agosto. Na ocasião, o  chefe do gabinete de ministros, Alberto Fernández, rejeitou as  recomendações.  <br><br>   A inflação argentina em 2005 foi de 12,3%, o dobro da de 2004.  Para este ano o Governo prevê uma taxa de 9,1%, segundo dados  oficiais.  <br><br>   O FMI prevê que a inflação chegue a 12,3% este ano e 11,4% em  2007, segundo o relatório "Perspectivas Econômicas Mundiais",  apresentado ontem em Cingapura.  <br><br>   Apesar da alta de preços, Rato disse na entrevista coletiva que o  desempenho da economia argentina é "muito robusto" e que o país  mostra avanços "muito importantes" na redução da pobreza e criação  de empregos.  <br><br>   O FMI prevê que a Argentina lidere o crescimento latino-americano  em 2006, com uma taxa de 8%, uma taxa 0,7 ponto superior à anunciada  pelo órgão em abril. Para 2007, a previsão é de 6%, uma alta de 0,2  ponto.  <br><br>   "A economia e a sociedade argentinas têm uma grande oportunidade  para superar a crise de 2001, que teve um custo tão alto. Desejamos  colaborar com o Governo", disse Rato.]]></Texto>

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