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 <Titulo><![CDATA[Lula endurece e Bolívia decide "congelar" medida contra Petrobras]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Siva ameaçou nesta quinta-feira adotar "medidas duras" contra o governo boliviano, conseguindo de La Paz a suspensão de uma série de decisões que afetavam diretamente os interesses da Petrobras na Bolívia.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Após prometer "fazer algo mais duro" diante da persistência da Bolívia em "adotar atitudes unilaterais", Lula conseguiu que o vice-presidente boliviano, Alvaro García Linera, "congelasse" as medidas contra a Petrobras.</p><p>"Pedi ao meu assessor especial Marco Aurélio (Garcia) para telefonar ao vice-presidente da Bolívia (Alvaro García Linera), que está voltando dos Estados Unidos, e ele disse ao Marco Aurelio que vão congelar esta medida, porque qualquer coisa que acontecer com a Petrobras lá (na Bolívia) tem que ser negociada com o governo (brasileiro)", informou Lula no início da noite de hoje.</p><p>"Vou trabalhar, (o chanceler) Celso Amorim vai trabalhar, a Petrobras vai trabalhar e o ministro das Minas e Energia (Silas Rondeau) vai trabalhar para resolver esta situação tranquilamente, porque a Bolívia é um país muito pobre e o povo da Bolívia precisa da ajuda do Brasil", prosseguiu o presidente.</p><p>Logo depois das declarações do presidente, García Linera confirmou que o governo boliviano estava "congelando" a decisão de assumir a rede produtiva de hidrocarbonetos e a venda de gás e derivados de petróleo no país, controlada pela Petrobras.</p><p>"É uma decisão para favorecer, para criar um clima favorável às negociações e aos acordos determinados pelo nosso decreto de nacionalização" dos hidrocarbonetos, disse García Linera.</p><p>A decisão foi comunicada após uma longa reunião entre o vice-presidente e cinco ministros de Estado, entre eles o titular dos Hidrocarbonetos, Andrés Soliz, que tinha afirmado previamente que a Bolívia "não voltaria atrás".</p><p>"O decreto permanece, mas estamos definindo espaços e terrenos mais frutíferos para garantir que a nacionalização e as negociações para seu cumprimento tenham sucesso", destacou García Linera.</p><p>"Queremos que a Petrobras, que é a maior companhia presente na Bolívia, cumpra de bom modo e completamente a nacionalização", disse o vice-presidente boliviano.</p><p>A medida em questão já estava prevista no decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos anunciado pelo presidente Morales em 1º de maio passado, mas só foi anunciada esta semana, porque a YPFB não tinha recursos financeiros para assumir o controle da rede produtiva de petróleo e gás.</p><p>A YPFB captou fundos nas últimas semanas - 32,3 milhões de dólares - das companhias de petróleo Petrobras, a espanhola Repsol e a francesa Total com o imposto de 32% do valor da produção previsto pelo mesmo decreto de nacionalização.</p><p>Antes do anúncio do "congelamento" da medida, a Petrobras ameaçou interromper o refino de combustíveis na Bolívia se a decisão não fosse revogada.</p><p>O presidente da empresa brasileira, Sergio Gabrielli, também prometeu levar o caso aos tribunais internacionais se a decisão fosse mantida.</p><p>"A Petrobras sairá da Bolívia da mesma forma que entrou: de forma legal", disse Gabrielli. "Não vou admitir ser expulso da Bolívia".</p><p>Durante o dia, Andres Soliz garantiu que a Bolívia não voltaria atrás em sua decisão de cumprir o decreto envolvendo a Petrobras.</p><p>As duas refinarias da Petrobras em questão são as de Villarroel e Elder, que produzem 90% da gasolina, diesel e querosene, e 100% do gás liquefeito de petróleo que o mercado boliviano consome, segundo o jornal boliviano "La Razón".</p><p>A Bolívia acusa a Petrobras de ter lucros de centenas de milhões de dólares acima do permitido pela nova lei dos hidrocarbonetos.</p>]]></Texto>

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