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 <Titulo><![CDATA[Novos rumos de nacionalização andina agravam relação com o Brasil]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[As conseqüências do decreto de  nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia voltaram hoje a  colocar ainda mais em evidências as relações do país com o Brasil,  que adiou uma reunião ministerial e acenou com normas internacionais  para defender as operações de refino da Petrobras na nação andina.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O estopim da nova crise foi uma decisão do Ministério dos  Hidrocarbonetos boliviano que determina que a estatal YPFB fique  responsável totalmente pela comercialização interna e externa de  combustíveis líquidos.  <br><br>   Essa medida foi criticada até pelo presidente Luiz Inácio Lula da  Silva, que admitiu sua "preocupação" e disse que tentará impedir que  se chegue a extremos, com a Bolívia "tomando medidas unilaterais".  "Nós vamos pensar em como tomar medidas mais duras", acrescentou.  <br><br>   Lula disse que seus assessores falaram hoje com o vice-presidente  da Bolívia, Álvaro García Linera, e que este se comprometeu a  "congelar" a decisão, pelo menos até que vença (em novembro) o prazo  para que as empresas se adaptem ao processo de nacionalização.  <br><br>   A Petrobras é dona das duas únicas refinarias que existem na  Bolívia, onde possui investimentos avaliados em cerca de US$ 1,5  bilhão e aparece como a principal vítima dessa nova medida.  <br><br>   As relações entre Brasil e Bolívia ficaram estremecidas pelo  decreto de nacionalização, que Evo Morales anunciou em 1º de maio  último em uma área da Petrobras ocupada previamente por militares.  <br><br>   O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, e o presidente da  Petrobras, Sérgio Gabrielli, se preparavam para viajar a La Paz para  a realização nesta sexta-feira de uma nova rodada de negociações  sobre a situação da empresa sob essas novas bases legais.  <br><br>   A visita foi cancelada, em uma decisão que contou com a aprovação  de Lula, que disse que as novas medidas terão uma "resposta firme".  <br><br>   No pronunciamento mais contundente feito hoje, Gabrielli disse  que "assim como estão as coisas, nas condições atuais, não interessa  seguir na área de refino na Bolívia". "Mas faremos todo o possível  para que haja um ressarcimento", acrescentou.  <br><br>   O presidente da Petrobras afirmou que primeiro o Brasil apelará  ao Governo boliviano, o que já tem sido feito pelos assessores de  Lula, a fim de que a decisão seja repensada. Se essa tentativa  fracassar, as opções serão a Justiça boliviana e, por último, os  tribunais internacionais.  <br><br>   Gabrielli explicou que, se não houver acordo, a Petrobras usará  um tratado assinado entre a nação andina e a Holanda, e que garante  os investimentos holandeses. Disse que as fábricas de refino da  Petrobras na Bolívia pertencem a uma subsidiária baseada na Holanda  e que, portanto, "estão protegidas" por esse tratado.  <br><br>   A resposta também poderia levar a Petrobras ao Centro  Internacional de Arbitragens do Banco Mundial, com sede em  Washington. Uma decisão judicial desse órgão em favor de um pedido  de indenização por parte da Petrobras, segundo Gabrielli, não seria  vinculativo mas colocaria a Bolívia em uma situação difícil.  <br><br>   Gabrielli disse que a última medida supõe que o dinheiro de todas  as vendas das usinas de refino seja depositado nas contas da YPFB,  que pagará à Petrobras "custos que considerar adequados".  <br><br>   Com isso, "tudo o que estiver relacionado à gestão de caixa  desaparece e o pagamento dos salários dos empregados, assim como as  faturas dos provedores, dependerá do próprio dinheiro" da Petrobras,  que não tem claro quanto obterá por suas operações, afirmou.  <br><br>   A nova crise se une às tensas negociações sobre os preços do gás  que a Petrobras extrai na Bolívia e exporta ao Brasil. Gabrielli  quis desvincular as negociações do gás desta nova situação ligada ao  refino, mas pôs em xeque a atitude da Bolívia para com a Petrobras.]]></Texto>

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