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 <DataGeracaoArquivo>Qui, 14 Set 2006 19:20:51 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Petrobras diz que deixa Bolívia se não reverter decisão sobre refinarias e cogita recorrer ao Bird]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[RIO - A Petrobras vai reagir de forma mais agressiva com relação à decisão da Bolívia de não pagar nenhum valor à estatal por adquirir duas refinarias da empresa

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 <Texto><![CDATA[<p> Caso a Bolívia não volte atrás nessa decisão, a estatal diz que vai abandonar a atividade de refino que tem no país.</p>.<BR><BR> &quot;Dessa forma eu não fico lá.<BR><BR> Os investimentos têm que ser ressarcidos&quot;, disse o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.<BR><BR> Segundo ele, a companhia vai entrar com um recurso administrativo no ministério de hidrocarbonetos, pedindo a revogação da resolução divulgada na terça-feira.<BR><BR> Além disso, se não houver sucesso, a empresa vai recorrer da decisão boliviana na justiça do país vizinho.<BR><BR> Se ainda assim a estatal brasileira não conseguir avançar, vai apelar a um centro de arbitragem do Banco Mundial (Bird) para reaver os investimentos feitos na duas plantas, de US$ 105 milhões.<BR><BR> &quot;Eu vou sair da Bolívia, não vou admitir ser expulso da Bolívia&quot;, reiterou Gabrielli, reforçando a intenção de reaver os recursos aplicado no país.<BR><BR>Gabrielli questionou ainda os resultados financeiros que o governo boliviano atribuiu às duas refinarias na resolução.<BR><BR> Para o governo da Bolívia, a Petrobras teve um lucro de pelo menos US$ 320 milhões acima do que permite a lei local.<BR><BR> Entretanto, a Petrobras informa que o lucro foi de apenas US$ 85,3 milhões.<BR><BR> &quot;Não conseguimos entender onde ele achou aqueles números&quot;, disse o presidente da Petrobras, em referência ao ministro de hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada.<BR><BR>&quot;No que se refere ao refino, o governo boliviano nos coloca numa situação muito difícil.<BR><BR> Para onde quer ir o governo boliviano na negociação com a Petrobras?&quot;, disse Gabrielli, que chamou a decisão da Bolívia de unilateral e inadequada.<BR><BR> Segundo o executivo, entretanto, a companhia não cogita deixar as atividades de exploração de gás que tem na Bolívia.<BR><BR>O presidente da Petrobras descartou, entretanto, que essa questão possa atrapalhar as negociações sobre o preço do gás boliviano comprado pela companhia brasileira.<BR><BR> &quot;Podemos separar essas coisas (refino e gás natural)&quot;, ponderou, explicando que as negociações são diferentes e que as conversas a respeito do gás estão em andamento.<BR><BR>Essa conclusão leva em conta o fato de a Bolívia ter um contrato até 2019 de venda de até 30 milhões de metros cúbicos ao dia de gás para o Brasil, que atualmente compra 24 milhões de metros cúbicos por dia.<BR><BR> Assim, a receita de exportações de gás é importante para economia boliviano e, portanto, deve ser negociada.<BR><BR>Já no caso das refinarias, lembrou Gabrielli, a decisão abrange o mercado doméstico e inclui a interferência do  governo boliviano no fluxo de caixa das duas refinarias.<BR><BR>(Ana Paula Grabois | Valor Online)]]></Texto>

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