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 <Titulo><![CDATA[Greve de petroleiros na Nigéria tem pequeno impacto]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Os dois sindicatos petroleiros da Nigéria  começaram hoje uma greve que, até agora, tiveram pequeno impacto na  indústria, enquanto as negociações oficiais para interromper o  protesto continuam.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   A greve foi convocada conjuntamente pelo sindicato que reúne os  trabalhadores de base do setor petroleiro (Nupeng) e pelo que agrupa  os empregados de níveis médio e alto (Pengassan). As duas  associações formaram um comitê unificado para acompanhar o protesto.  <br><br>   Nos últimos meses, mais de cinqüenta trabalhadores do setor  petroleiro, a maioria deles estrangeiros, foram seqüestrados por  grupos de milicianos na zona do delta do rio Níger, que concentra a  maioria das jazidas.  <br><br>   Em todos os casos, os seqüestrados foram libertados ilesos após  várias horas ou dias.  <br><br>   No entanto, no mês passado, um empregado do grupo Shell que havia  sido seqüestrado morreu em um tiroteio ocorrido durante uma  tentativa de libertação. Ontem, terça-feira, outro trabalhador,  também nigeriano, morreu em um ataque de milicianos a uma embarcação  de fornecimento.  <br><br>   Na região do delta, que apesar da riqueza de seus recursos é uma  das zonas mais pobres da Nigéria, são freqüentes os ataques a  jazidas, oleodutos e empresas de serviços que operam na região.  <br><br>   A Nigéria é o primeiro produtor de petróleo da África e o sexto  entre as nações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo  (Opep), com uma produção de 2,17 milhões de barris diários, segundo  o último relatório mensal da organização.  <br><br>   Até pouco tempo atrás o país tinha uma produção de 2,5 milhões de  barris, mas os ataques a instalações petrolíferas e o seqüestro de  trabalhadores estrangeiros causaram a diminuição da extração e  exportação de petróleo, base da economia nigeriana.  <br><br>   Fontes do setor disseram que, no primeiro dia de greve, não foi  notado um grande impacto, já que as empresas têm reservas  suficientes de petróleo para fazer frente a uma interrupção  temporária das atividades.  <br><br>   Não houve embarques em dois terminais, Brass River e Escravos, o  que interrompeu o envio de 350 mil barris.  <br><br>   Desde a última segunda-feira, o Governo de Olusegun Obasanjo, que  está no poder desde 1991, vem tentando negociar com os sindicatos  para evitar o protesto, mas a greve começou hoje sem que houvesse  acordo.  <br><br>   As reuniões continuaram hoje na capital Abuja, onde  representantes sindicais e do Ministério do Trabalho se encontraram  a partir das 12h hora local (9h de Brasília).  <br><br>   A reunião, no entanto, continuava até as primeiras horas da  noite, sem chegar a um acordo, segundo disseram porta-vozes  oficiais.  <br><br>   Os sindicatos alertaram que se o protesto não for suficiente para  convencer as autoridades da necessidade de reforçar a segurança,  convocarão uma greve de duração indefinida para exigir respostas  oficiais.  <br><br>   Em Viena, o ministro de Recursos Petroleiros da Nigéria, Edmundo  Daukoru, afirmou hoje que o país está perdendo 872 mil barris  diários em sua produção de petróleo por causa da violência na região  do delta.  <br><br>   Desses 872 mil barris, 600 mil correspondem à produção do grupo  Shell e os 272 mil restantes se dividem entre a italiana Agip e  outros produtores menores. Daukoru prevê que esta queda se prolongue  por cerca de seis meses.  <br><br>   Segundo dados oficiais, antes do início da greve de hoje, o  Governo nigeriano perdia cerca de US$ 61 milhões diários pela baixa  na produção petrolífera causada pela instabilidade na zona das  jazidas.  <br><br>   Coincidindo com o primeiro dia de protestos, o presidente  nigeriano, que deve deixar o Governo no ano que vem, viajou para uma  visita oficial a Japão, Cingapura e EUA.  <br><br>   A porta-voz presidencial Remi Oyo disse que, no Japão, Obasanjo  trabalhará para estreitar as relações bilaterais; em Cingapura,  assistirá à cúpula anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco  Mundial, e em Nova York participará da Assembléia Geral da ONU.]]></Texto>

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