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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 13 Set 2006 16:40:34 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Estudo questiona projeto de Gasoduto do Sul]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Analistas brasileiros questionaram  hoje a viabilidade econômica, técnica e ambiental do Gasoduto do  Sul, proposto pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e cujo  custo, de US$ 23,3 bilhões, é subestimado.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Fontes da Petrobras -sócia potencial da Petróleos de Venezuela  (PDVSA) no projeto- consultadas pela Efe disseram que as discussões  técnicas "marcham em um ritmo muito lento", e que seu curso  dependerá da certidão das verdadeiras reservas venezuelanas de gás.  <br><br>   Embora os Governo tivessem afirmado que os estudos de viabilidade  estariam prontos em agosto, eles não foram apresentados até agora.  <br><br>   "Embora o gasoduto apresente alguns aspectos atraentes do ponto  de vista da integração energética do continente, é um empreendimento  arriscado", segundo mostra um estudo dos geólogos Giuseppe Bacoccoli  e Jason Carneiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro,  apresentado hoje no congresso petroleiro "Rio Oil and Gás 2006", no  Rio de Janeiro.  <br><br>   "Este projeto foi desenvolvido e apresentado mais de maneira  política do que técnica", afirmou Carneiro, durante a conferência na  qual apresentou o estudo.  <br><br>   Venezuela e Brasil estudam a construção do gasoduto de 9.749  quilômetros, e entre 30 e 58 polegadas (2,54 centímetros), para  transportar 150 milhões de metros cúbicos de gás por dia da cidade  venezuelana de Puerto Ordaz até Buenos Aires, atravessando nove  estados brasileiros.  <br><br>   O projeto seria concluído em 10 anos, geraria 520 mil empregos  diretos e criaria um mercado de gás de escala continental, segundo  os dados oficiais.  <br><br>   O combustível chegaria ao mercado brasileiro a um preço que  poderia variar entre US$ 3,50 e US$ 4,75 por milhão de BTU. Mas,  segundo outros técnicos consultados pela Efe, necessitaria ser  subsidiado para ser competitivo.  <br><br>   "Além de incertezas muito grandes, os custos divulgados até agora  estão claramente subestimados. Há alternativas de menor custo e  acessíveis em menor prazo", disse Carneiro.  <br><br>   Os custos devem subir para superar o trecho montanhoso da  fronteira entre Venezuela e Brasil e atravessar o rio Amazonas.  <br><br>   O gasoduto de Jamal, na Europa, com apenas 4 mil quilômetros,  custou US$ 36 bilhões, segundo o estudo.  <br><br>   Os especialistas duvidam ainda da confiabilidade da Venezuela  como fonte de provisão de gás e do volume de suas reservas.  <br><br>   A Venezuela parece possuir em seu subsolo gás natural suficiente  para exportação, mas 90% desse volume está associado às jazidas  petroleiras.  <br><br>    Esse gás tem que ser reinjetado nos poços para garantir a  produção do sexto exportador mundial de petróleo.  <br><br>   A Venezuela necessitaria de enormes investimentos adicionais para  produzir gás natural para exportação, e ainda não se sabe quem os  financiará.  <br><br>   Chávez ofereceu o gás a um preço muito abaixo do valor de  mercado, mas não se sabe o que ocorrerá após a construção desse  "cordão umbilical".  <br><br>   "Até quando Chávez vai permanecer no poder na Venezuela? O que  ocorrerá depois?", perguntou.  <br><br>   O Brasil vive hoje uma crise comercial no setor por sua  dependência do gás da Bolívia, que abastece 50% do mercado local,  através de um gasoduto binacional.  <br><br>   "Em seis anos, após a conclusão dos investimentos conjuntos com a  Bolívia, tudo mudou. Ninguém garante que daqui a alguns anos o mesmo  problema não volte a ocorrer com a Venezuela", afirmou Bacoccoli.  <br><br>   Por razões de segurança, o Brasil deve aumentar ainda mais sua  própria produção interna de gás e diversificar suas fontes do  combustível importado com Gás Natural Liquidificado (GNL), cujo  mercado internacional cresce rapidamente e hoje é abastecido por  vários países através de navios transportadores de gás.  <br><br>   Como o Brasil, os mercados da Argentina, Uruguai, Paraguai também  seriam melhor abastecidos com GNL através de navios, uma alternativa  mais econômica e eficiente do que os gasodutos, quando se trata de  grandes distâncias, segundo o estudo.]]></Texto>

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