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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 5 Set 2006 19:10:52 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Demanda interna não tem fôlego para sustentar crescimento maior, diz Unibanco]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[RIO - Mais aquecida devido ao aumento da renda, da massa salarial e da oferta de crédito ao longo deste ano, a demanda interna já não tem tanta força para sustentar um crescimento econômico superior ao que vem sendo observado, avaliou a economista do Unibanco Giovanna Rocca

]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p> Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a indústria cresceu apenas 0,6% em julho, na comparação com junho, e acumulou expansão de 2,7% no ano.</p>.<BR><BR> O resultado para o mês ficou abaixo das expectativas do mercado (em torno de 1%) e inferior à projeção do Unibanco, mais conservadora, de 0,7%.<BR><BR>&quot;Todo o peso do crescimento recai sobre a demanda doméstica, que não tem tanto fôlego para sustentar uma taxa maior.<BR><BR> A contribuição das exportações líquidas tem sido negativa.<BR><BR> O volume das exportações está caindo e já é uma tendência&quot;, disse a economista do Unibanco.<BR><BR>Segundo ela, um dos fatores para essa perda de fôlego da demanda interna foi a estabilidade da oferta de crédito e o próprio endividamento das pessoas físicas após um período de forte expansão do financiamento.<BR><BR> Isso se refletiu no recuo de 0,2% da produção de bens duráveis em julho na comparação com junho.<BR><BR> Por outro lado, os segmentos mais sensíveis à renda continuam com desempenhos positivos.<BR><BR> A indústria de semi e não duráveis (calçados, vestuário, alimentos, bebidas e remédios) subiu 0,4% no mesmo tipo de comparação.<BR><BR> Para Giovanna Rocca, entretanto, o resultado de julho da indústria não deixa de ser positivo porque mostra uma recuperação sobre junho, quando houve retração de 1,3%.<BR><BR> Os dados também sinalizam para um otimismo do setor industrial em relação ao futuro, diz ela.<BR><BR> Isto porque houve expansão de 1% na produção de bens de capital e de bens intermediários.<BR><BR> O desempenho dos bens de capital indica mais investimentos produtivos, enquanto o crescimento na produção de intermediários aponta para uma alta da produção de bens finais.<BR><BR>A economista descarta que o efeito cambial, com o real valorizado em relação ao dólar, seja o principal fator para a redução do ritmo da atividade econômica.<BR><BR> Para ela, o menor ritmo das exportações tem relação com o cenário externo menos aquecido.<BR><BR> &quot;Existe uma questão ligada ao crescimento mundial.<BR><BR> A demanda global está diminuindo&quot;, disse.<BR><BR>O Unibanco revisou sua projeção para o crescimento de 3,5% para 3,2% para 2006, depois que o PIB do segundo trimestre registrou alta de apenas 0,5% sobre o primeiro trimestre do ano.<BR><BR> (Ana Paula Grabois | Valor Online)]]></Texto>

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