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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 29 Ago 2006 18:10:30 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Japão consegue acesso às jazidas de urânio do Uzbequistão]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[O primeiro-ministro do Japão, Junichiro  Koizumi, conseguiu hoje garantias de acesso às jazidas de urânio do  Uzbequistão ao assinar um acordo com o presidente do país, Islam  Karimov.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   "O Uzbequistão está disposto a oferecer ao Japão suas  matérias-primas, especialmente o mineral de urânio, para  exploração", assegurou Karimov após a assinatura da declaração,  segundo a agência oficial "Itar-Tass".  <br><br>   Koizumi, que chegou hoje de viagem ao Cazaquistão - a primeira de  um alto funcionário japonês pela Ásia Central -, garante assim o  fornecimento de urânio para as usinas nucleares japonesas.  <br><br>   Na segunda-feira, o chefe do Executivo japonês fechou um acordo  similar no Cazaquistão, país cujas reservas de mineral de urânio  (1,5 milhão de toneladas) estão entre as maiores do planeta.  <br><br>   O Japão, que gera um terço de sua eletricidade com reatores  nucleares, consome anualmente 8.000 toneladas de urânio.  <br><br>   Outros temas discutidos no encontro, segundo Koizumi, foram as  crises nucleares da Coréia do Norte e Irã, além da situação no  Iraque - assuntos em que ambos se mostraram "próximos".  <br><br>   Quanto à reforma da ONU, um dos principais objetivos da viagem de  Koizumi, Karimov mostrou-se a favor de o Japão ter um lugar  permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.  <br><br>   Karimov colocou o Japão - um dos maiores investidores  estrangeiros no Uzbequistão, com US$ 1,900 bilhão - como exemplo de  potência política e econômica que não interfere na política interna  da região.  <br><br>   Créditos japoneses construíram refinarias nas cidades de Bukhara  e Fergana, um complexo petroquímico em Kashkadar e estradas,  hospitais e escolas.  <br><br>   Os dois líderes assinaram uma declaração conjunta de amizade,  associação estratégica e cooperação durante a visita de Karimov a  Tóquio, em 2002.  <br><br>   Além da agenda bilateral, Koizumi pretende deixar o cargo - em 20  de setembro - reforçando as posições do Japão na Ásia Central, cuja  influência é dividida entre Rússia, China e Estados Unidos.  <br><br>   O Japão, que doou aos Governos da região cerca de US$ 2,5 bilhões  em ajuda ao desenvolvimento desde a queda da União Soviética, recebe  80% de suas reservas de petróleo do Oriente Médio - uma das razões  pelas quais vê esta região como uma alternativa.  <br><br>   Além da Rússia, cujas relações com os países da região melhoraram  nos últimos tempos, a China é considerada a potência emergente nesta  área. O inverso acontece com os EUA, cuja presença data da invasão  do Afeganistão, em 2001.  <br><br>   Segundo analistas, as economias chinesa e japonesa lutarão nos  próximos anos para assegurar o controle do fornecimento de energia e  minerais estratégicos na Ásia Central, região que faz fronteira com  Irã, Afeganistão e China.]]></Texto>

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