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 <Titulo><![CDATA[Bolívia: adequação de petrolíferas à nacionalização complicou-se]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[<p>O ministro da Presidência da Bolívia, Ramón Quintana, admitiu nesta terça-feira que a adequação dos contratos de operação privada "complicou-se" a pouco mais de dois meses do vencimento do prazo para que os consórcios petrolíferos se adaptem à nacionalização dos hidrocarbonetos.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>"O tema da modificação dos contratos (os de risco compartilhado foram assinados em 1996 como parte de uma lei de privatização) é uma teia de aranha inimaginável", revelou o funcionário mais de 100 dias depois da retomada, pelo Estado, dos recursos naturais - hidrocarbonetos - da Bolívia.</p><p>Desde 1º de maio, quando o presidente Evo Morales promulgou o decreto de nacionalização, o governo boliviano negocia com 20 multinacionais petrolíferas, entre elas a Repsol, da Espanha, a Total, da França, a Petrobras, do Brasil, e a British Petroleum, do Reino Unido.</p><p>O prazo definitivo para que as companhias se adequem às novas regras do jogo ou desistam de operar no país é 1º de novembro.</p><p>O processo de nacionalização do petróleo "significa troca de contratos, fortalecimento da YPFB, melhoramento dos preços para a venda do gás industrializado", repetiu Quintana, destacando também a alta de 3,5 para 5 dólares por milhão de BTU (unidade de medida térmica) aplicada recentemte à Argentina e às negociações nesse mesmo sentido estabelecidas com o Brasil, principal importador do gás boliviano.</p><p>A Bolívia possui a segunda reserva de gás da América do Sul: 1,55 bilhão de metros cúbicos.</p><p>O processo de nacionalização do gás e do petróleo avança num "cenário extremamente complicado, complexo, que requer capacidade instalada, autoridade técnica e política e estrutura especializada para o manejo destas distintas estruturas", enfatizou o funcionário.</p><p>O ministro reconheceu que a reconstituição da empresa estatal de petróleos (YPFB) trava, por questões financeiras, a nacionalização.</p><p>"Reconhecemos o problema da reconstituição da YPFB, que foi desmantelada e se transformou num elo funcional para o saque dos hidrocarbonetos. É preciso reconstruí-la", insistiu.</p><p>Num longo mea culpa, o funcionário reconheceu que desde a nacionalização, "com certeza fizemos muito pouco" em outros itens da administração pública.</p><p>O ex-presidente direitista Jorge Quiroga criticou a falta de execução do orçamento aprovado para o investimento público, que até julho estava em 7% do total.</p>]]></Texto>

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