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 <Titulo><![CDATA[Bolívia diz que vice-presidente negociará preço do gás com Lula]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García  Linera, viajará amanhã ao Brasil para reunir-se com o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva e tentar negociar um aumento do preço do  gás natural boliviano.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O porta-voz do presidente Evo Morales, Alex Contreras, disse hoje  a uma emissora de rádio boliviana que García Linera liderará uma  missão do Ministério de Hidrocarbonetos que realizará "reuniões  diretamente com o presidente Lula".  <br><br>   O Governo de La Paz quer subir o preço de US$ 4 para US$ 7,50 ou  US$ 8 por milhão de unidades térmicas britânicas (BTU), valor ao  qual o Brasil se opõe.  <br><br>   Em várias oportunidades, Morales tentou sem sucesso negociar o  preço do gás diretamente com Lula.  <br><br>   Na última ocasião, em 21 de julho, durante a cúpula do Mercosul  em Córdoba (Argentina), Lula disse ao fim de uma reunião com Morales  que os preços do gás "não são um assunto de presidentes, por  enquanto".  <br><br>   A nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada por Morales em 1º  de maio, com tropas ocupando refinarias da Petrobras, enfureceu o  Governo brasileiro e foi utilizada contra Lula pela oposição.  <br><br>   Fontes diplomáticas disseram que Lula não quer se mostrar fraco  agora frente à Bolívia, sobretudo às vésperas das eleições.  <br><br>   Contreras anunciou a viagem de García Linera no momento em que a  empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB)  enfrenta denúncias por supostos casos de corrupção, incluindo a  violação do decreto de nacionalização.  <br><br>   "Não estamos enganando com a nacionalização. Significa novos  preços para benefício do Estado boliviano e com a certeza de que  esses recursos não serão levados pelas trasnacionais", disse o  porta-voz.  <br><br>   A Petrobras rejeitou até agora a alta do preço do gás. O ministro  de Hidrocarbonetos boliviano, Andrés Soliz Rada, disse na semana  passada que se não houver acordo, o Governo de La Paz está disposto  a partir para uma arbitragem internacional.  <br><br>   Desde 29 de junho, Petrobras e YPFB realizaram quatro reuniões  para discutir o assunto, mas não chegaram a acordo algum. No último  dia 11, concordaram em ampliar as negociações por mais 60 dias.  <br><br>   O Brasil importa atualmente cerca de 26 milhões de metros cúbicos  diários de gás natural boliviano, o que representa praticamente a  metade do consumo brasileiro desse combustível.  <br><br>   A Bolívia conseguiu no fim de junho que a Argentina aceitasse uma  alta de US$ 3,35, para US$ 5, por milhão de BTU para a exportação de  um máximo de 7,7 milhões de metros cúbicos, mas só até fim do ano,  enquanto são analisados outros preços para futuros contratos.]]></Texto>

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