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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 21 Ago 2006 07:40:19 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[COLUNA-BC e Tesouro definirão agora o figurino fiscal de 2007]]></Titulo>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[Reuters Limited - todos os direitos reservados 1999. <a href="javascript:abreWindow('http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/copyright/fontes/0,,3,00.html', 'Direitos', 'width=300,height=300,scrollbArs=no,resizable=no,status=no,menubar=no');" class="link11" >Clique aqui</a> para limitações e restrições ao uso.]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[<p> SÃO PAULO (Reuters) - Um esforço operacional do Banco Central e do Tesouro até o fim do ano pode ter importante impacto para o próximo governo, ajudando a definir o figurino fiscal que predominará no país a partir de 2007.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[ <p> A queda do juro e o empenho das autoridades monetárias em &quot;quebrar&quot; a indexação de quase metade da dívida pública ao juro básico da economia (Selic) fortalecem a política monetária e, indiretamente, a política fiscal, reduzindo gastos públicos.</p> <p> É certo que o resultado dessa combinação torna a política monetária mais eficiente e aumenta a confiança no regime de metas de inflação.</p> <p> &quot;Haverá uma redução no custo da estabilidade, mas alongar a dívida pública e torná-la mais prefixada também têm custo. É inegável, porém, que é melhor ter uma dívida mais longa e menos indexada e crença maior na persistência da inflação baixa&quot;, pondera um economista com experiência pública e privada que prefere não ser identificado.</p> <p> Ele reconhece que o governo Lula patrocinou grandes progressos ao priorizar o combate à inflação, &quot;zerar&quot; a dívida pública doméstica indexada ao câmbio e elevar o estoque das reservas internacionais que atingiram 70 bilhões de dólares --patamar mais elevado em oito anos.</p> <p> &quot;Ninguém pensa na inflação enquanto ela está baixa e ninguém pensa nas reservas cambiais até a próxima crise. A queda do juro e a desindexação também podem parecer providências meramente técnicas e pouco relevantes, mas é fantástico para um governo gastar menos com juros e pensar em como gastar a economia feita&quot;, diz o economista.</p> <p> O que parece um exercício teórico pode ajudar a definir, na prática, o figurino fiscal do próximo governo. </p> <p> PREOCUPAÇÃO LATENTE</p> <p> &quot;Existe, sim, uma preocupação com os rumos da política econômica, em geral, e com a política fiscal, em particular&quot;, diz o cientista político Cristiano Noronha, do Instituto Arko Advice.</p> <p> Em entrevista à Reuters, Noronha confirma que grande parte dos clientes da consultoria política acredita na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, &quot;embora considere que Geraldo Alckmin (do PSDB) poderia ter maior facilidade para fazer as reformas que serão cobradas do próximo governo&quot;.</p> <p> A expectativa é de um novo ciclo de reformas nas áreas fiscal, tributária e previdenciária.</p> <p> &quot;É a partir daí que se pensa em quem comandará a economia porque acredita-se que o futuro ministro da Fazenda pode indicar maior ou menor firmeza na intermediação com o Congresso em defesa da nova rodada de reformas institucionais.&quot; </p> <p> DISPOSIÇÃO E RESISTÊNCIA</p> <p> Carlos Alberto Furtado de Melo, professor do Ibmec-SP, é cético quanto à possibilidade de Alckmin tornar-se, se eleito, um promotor mais eficaz de reformas.</p> <p> &quot;Ele poderia ter uma disposição ideológica maior, mas certamente enfrentaria, se eleito, forte resistência dentro do próprio partido. A defesa que faz de um choque de gestão e reforma do Estado enfrenta opositores porque muitos dependem do poder do Estado.&quot;</p> <p> Este cientista político insiste que o PSDB, de Alckmin, não sairá fortalecido e tampouco unificado desta eleição porque, &quot;encerrado o pleito, terá início uma disputa furiosa pela liderança rumo às eleições de 2010&quot;. </p> <p> TERMÔMETRO DE LEGITIMIDADE</p> <p> Melo alerta para o risco de se tentar adivinhar a composição do futuro ministério, seja quem for o presidente eleito.</p> <p> &quot;O ministério depende da vitória que é o termômetro da legitimidade do presidente. A vitória do candidato favorito em primeiro turno leva a determinadas escolhas. O forte apoio popular conta muito nas definições do presidente. Se a vitória ocorre em segundo turno, ela pode ser mais tranquila ou apertada e isso também faz grande diferença.&quot;</p> <p> O resultado das eleições para o Congresso é visto, contudo, como fiel da balança porque sinalizará a abrangência das composições visando formar uma base parlamentar com alguma consistência. </p> <p> LINHA DE FRENTE</p> <p> O professor do Ibmec-SP entende que a troca de comando da equipe econômica gera expectativa, mas não vê sinal de tensão &quot;porque não vai ser simples mudar o que aí está&quot;.</p> <p> &quot;O juro no Brasil, mesmo em queda, é elevado e não por capricho do Banco Central. A política fiscal leva a isso. Podemos ter, sim, um governo mais operativo e voltado para uma agenda microeconômica mais vigorosa se Lula for reeleito.&quot;</p> <p> Melo vê como tarefa inútil apostar na permanência de Guido Mantega no comando da Fazenda ou de Henrique Meirelles no Banco Central --homens da linha de frente da política econômica atual.</p> <p> Segundo Melo, Meirelles tem salvo-conduto dos mercados. &quot;E, de fato, entregará uma inflação historicamente baixa ao presidente Lula no final do mandato, o que é um grande trunfo. Também é fato que Meirelles tem status de ministro, mas isso não é garantia de permanência num eventual segundo mandato de Lula.&quot; </p> <p> LEALDADE DO &quot;SOLDADO&quot;</p> <p> Melo avalia que o status de ministro tem sido útil para evitar confrontos no governo e lembra que Meirelles teve no ex-ministro Antonio Palocci um importante &quot;anteparo&quot; até o início deste ano.</p> <p> &quot;Palocci era um homem do partido e um grande articulador que deu respaldo a Meirelles. Também não há garantia de que Mantega continuará na Fazenda caso Lula se reeleja. Mantega é um 'soldado' do presidente. Homem de sua total confiança e, como tal, é e será um executor das orientações do presidente.&quot;</p> <p> Melo esclarece que esse comentário não desabona o ministro da Fazenda.</p> <p> &quot;Mantega já provou sua lealdade ao presidente. Ocupou três cargos do alto escalão em menos de quatro anos de governo e cumpre seu papel, mesmo que seu ímpeto ideológico ande na contramão da política econômica que é obrigado, por dever de ofício, a comandar.&quot;</p> <p> Guido Mantega tornou-se assessor pessoal de Lula para assuntos econômicos em 1993, assumiu o Ministério do Planejamento quando Lula chegou ao Planalto, comandou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, desde 27 de março, pilota o Ministério da Fazenda. </p> <p> AGENDA DA SEMANA</p> <p> Veja os principais eventos da agenda econômica doméstica:</p> <p> Segunda-feira -- Relatório Focus, balança comercial (3a semana de agosto), exercício de opções Bovespa;</p> <p> Terça-feira -- IGP-M (2a leitura de agosto);</p> <p> Quarta-feira -- Contas do governo central pelo Tesouro (julho), relatório do BC sobre operações de crédito (julho), IPC-S (3a leitura de agosto), IPCA-15 (agosto);</p> <p> Quinta-feira -- Resultado fiscal consolidado pelo BC (julho), pesquisa IBGE de emprego (julho);</p> <p> Sexta-feira -- sem indicadores previstos.</p> </p>]]></Texto>

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