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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 16 Ago 2006 09:01:20 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Análise: ´PPI´ amplia sinuca cambial do Banco Central]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[SÃO PAULO - A inflação registrada em julho no atacado americano confirmou ontem a previsão do Federal Reserve (Fed) de que a desaceleração econômica dos EUA iria atenuar as pressões inflacionárias

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 <Texto><![CDATA[<p> A confirmação do diagnóstico do Fed, ao ampliar a percepção dos analistas de que o juro básico permanecerá estável nos próximos meses, provocou euforia nos mercados de risco.</p>.<BR><BR> Os grandes fundos internacionais venderam títulos do Tesouro americano, tanto que a taxa dos treasuries de 10 anos recuou ontem de 4,9950% para 4,92%, e compraram ações, bônus e moedas de países emergentes.<BR><BR> O Dow Jones subiu 1,19% e a Bovespa saltou 2,02%.<BR><BR> Mas, para que se caracterize a instalação consistente de uma nova fase de abundante liquidez internacional, o viés otimista de ontem terá de ser ratificado hoje pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI), também referente a julho.<BR><BR> Isto porque o Fed não olha muito para o inconstante e inconfiável índice do atacado, prefere calibrar a política monetária em função do CPI.<BR><BR>Mesmo sabendo disso, os mercados não resistiram ao surpreendente PPI (Índice de Preços ao Produtor) de julho.<BR><BR> As instituições previam índice cheio de 0,4% e núcleo de 0,2%.<BR><BR> Mas foi, respectivamente, de 0,1% e -0,3%.<BR><BR> Quando o indicador é expurgado dos efeitos dos alimentos e da energia, constata-se a completa incapacidade do atacado em propagar inflação.<BR><BR> As pressões constatadas em meses anteriores (em junho o PPI subiu 0,5% e, em maio, de 0,2%) não existem mais.<BR><BR> A disparada do petróleo não está provocando inflação nos EUA e, em conjunto com o aperto monetário, desacelera a economia.<BR><BR> É uma questão de tempo até que esse quadro chegue ao varejo.<BR><BR> Os analistas apostam em núcleo do CPI de 0,3%.<BR><BR>  &quot; Se a alta ficar entre 0,1% e 0,2%, há grande possibilidade de retorno da liquidez aos mercados emergentes, valorizando o real frente ao dólar &quot; , observa Jason Vieira, economista-chefe da UP Trend Consultoria.<BR><BR> Vieira ressalta que a resposta do mercado a importantes indicadores americanos não tem sido coerente.<BR><BR> Não se pode desprezar a hipótese de em caso de elevação de apenas 0,1%, o mercado também responder de maneira pessimista, interpretando que a economia dos EUA está rumo a uma estagnação.<BR><BR> Este tipo adverso de leitura, lembra o economista, aconteceu recentemente em relação ao payroll (número de empregos criados) de maio.<BR><BR> Para uma expectativa de 180 mil vagas, foram criadas apenas 75 mil.<BR><BR> A reação foi bem negativa, apesar de o dado ter reforçado o comedimento monetário do Fed.<BR><BR> Esta incoerência do mercado reflete muitas vezes o humor específico pelo qual passa decorrente de questões geopolíticas ou do preço do barril de petróleo.<BR><BR>Se o CPI vier abaixo de 0,3% e o mercado tirar dele lições positivas, aumentará ainda mais a sinuca cambial em que já se encontra o Banco Central (BC).<BR><BR> O dólar fechou ontem em baixa de 0,92%, cotado a R$ 2,1440, já sem dar importância ao piso psicológico de R$ 2,16 que suscitou o retorno dos leilões de compra no começo de julho.<BR><BR> A razão da forte queda não é tanto fluxo muito intenso, embora ontem o interbancário tenha negociado excelente volume de US$ 2,8 bilhões, mas inapetência compradora do BC.<BR><BR> Ontem ele só aceitou cinco propostas, repetindo comportamento tímido verificado nos últimos cinco leilões.<BR><BR> As intervenções foram vigorosas até o dia 7, véspera da reunião do Fed que decidiu interromper o ciclo de alta do juro americano.<BR><BR> Depois disso, as compras foram simbólicas.<BR><BR> Mesmo que o BC considere que o atual nível das reservas internacionais, de US$ 69 bilhões, já esteja satisfatório, se abandonar o câmbio à própria sorte o dólar cairá rapidamente abaixo de R$ 2,00.<BR><BR> Ele precisa continuar comprando, apesar do elevado custo fiscal da operação, pois se recusa a utilizar o melhor instrumento contra a valorização do real: uma pesada queda da taxa Selic.<BR><BR> Pelas estimativas do Credit Suisse, o BC já comprou este ano até julho nada menos do que US$ 19,6 bilhões.<BR><BR> Esse volume tem um custo fiscal ao ano de R$ 2,95 bilhões.<BR><BR> O DI futuro persiste travado, já que os bancos consideram  &quot; dada &quot;  a política monetária até o fim do ano: três cortes de 0,25 ponto na Selic até o fim do ano.<BR><BR>(Luiz Sérgio Guimarães | Valor Econômico)]]></Texto>

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