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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 2 Ago 2006 10:20:30 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Para retomar crescimento, Intel elege o sucessor do Pentium]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[SÃO PAULO - A marca Pentium, lançada em 1993, ajudou a Intel a transformar-se na maior fabricante de microprocessadores do mundo

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 <Texto><![CDATA[<p> De tão popular, o chip chegou a convencer muita gente de que Pentium era uma marca de computador e não do componente que vai dentro dele.</p>.<BR><BR> Agora, no entanto, parece que chegou a hora de a Intel começar a despedir-se de seu herói.<BR><BR> O sucessor já está pronto e será anunciado no Brasil, hoje, uma semana depois de ser apresentado nos Estados Unidos.<BR><BR> Será uma dupla cerimônia: adeus, Pentium; bem-vindo, Core 2 Duo.<BR><BR>É esse o nome da nova família de chips, que começou a ser desenvolvida em 2002.<BR><BR> Trata-se da segunda geração da Intel dos chips de núcleo duplo - os primeiros saíram meses atrás.<BR><BR> Para entender o que é o processador, pense em um corpo que tem dois cérebros capazes de trocar dados entre si.<BR><BR> A Intel tem enfatizado que a primeira vantagem da nova arquitetura é o desempenho.<BR><BR>  &quot; Em relação ao Pentium IV mais avançado atualmente, o ganho é de mais de 100% &quot; , compara Ricardo Carreón, diretor geral da empresa na América Latina.<BR><BR> Na prática, isso significa que um computador com o Core 2 Duo levaria a metade do tempo para concluir uma operação quando comparado a uma máquina parruda da geração atual.<BR><BR>No cenário da indústria de computadores, isso pode se reverter em vantagem competitiva para a Intel, que passa por uma fase de dificuldades.<BR><BR> O setor tem patinado nos mercados mais maduros, como EUA e Europa Ocidental, mas o esperado lançamento do sistema operacional Windows Vista e do pacote de programas Office 2007, prometidos pela Microsoft para algo entre o fim do ano e o início de 2007, pode reavivar as compras.<BR><BR>Os executivos da Intel acreditam ter uma chance de abocanhar boa parte dessas compras ao oferecer chips mais robustos, capazes de sustentar o peso dos novos softwares.<BR><BR>  &quot; Com o Core 2 Duo é possível executar tarefas múltiplas de duas a três vezes mais rápido no Office 2007 &quot; , diz Elber Mazaro, diretor de marketing da Intel no Brasil.<BR><BR>A transferência crescente de arquivos de música e, principalmente de vídeos, além da sofisticação exigida pelos jogos eletrônicos são outros motivos que podem levar o consumidor a comprar máquinas com seus novos processadores, acreditam os executivos da Intel.<BR><BR> Mas desempenho não é a única tecla na qual a empresa está batendo.<BR><BR> O outro ponto fundamental é o consumo de energia.<BR><BR> Com os chips Centrino, para micros portáteis, a Intel começou um esforço para criar processadores mais econômicos e que esquentam menos.<BR><BR> Agora, pretende levar essa característica aos computadores de mesa.<BR><BR>  &quot; Os chips têm sensores capazes de balancear a carga e consumir menos energia &quot; , explica Mazaro.<BR><BR> Com a capacidade de produção de que dispõe, a Intel planeja inundar o mercado com os novos Core 2 Duo.<BR><BR> Em sete semanas, pretende embarcar 8 milhões de unidades em âmbito global, um recorde da empresa em um período tão curto.<BR><BR> No Brasil, 17 fabricantes anunciam, hoje, que vão fabricar PCs com o processador.<BR><BR> O compromisso é de que os modelos cheguem ao mercado em até três meses, mas as primeiras versões devem estar disponíveis em 30 dias.<BR><BR>A Intel tem pressa.<BR><BR>  &quot; Historicamente, as rampas de adoção (de novos chips) demoram de um ano a 18 meses &quot; , afirma Carreón.<BR><BR> No caso do Core 2 Duo, a meta é que eles respondam pela maioria das vendas em seis a nove meses.<BR><BR>Mas tudo isso significa apenas metade da estratégia.<BR><BR> O Pentium vai sair do centro dos investimentos da Intel, mas não será enterrado tão cedo.<BR><BR> Ao contrário, será uma arma importante para aumentar a pressão contra a concorrente AMD.<BR><BR> A guerra de preços está no horizonte.<BR><BR>Aproveitando os grandes estoques internacionais, o Pentium terá os preços cortados em 30% a 40%, em média, dependendo da versão.<BR><BR> Com isso, deixará a posição ocupada até agora, nas máquinas topo de linha, para se popularizar.<BR><BR> A redução, diz Mazaro, vai permitir, inclusive, que o Pentium IV seja usado em computadores de até R$ 1,4 mil, que são beneficiados pelo programa Computador para Todos, do governo federal.<BR><BR>Com isso, a Intel redireciona o Pentium para um público que já conhecia o produto mas não podia comprá-lo e amplia a cobertura dos segmentos de consumo: o Celeron continua a aposta no de baixo custo, o Pentium IV e o Pentium D (cuja arquitetura é anterior, mas já usa núcleo duplo) para o consumidor médio e o Core 2 Duo, para quem pode gastar numa faixa ampla, de R$ 2,5 mil a R$ 10 mil.<BR><BR>Para a Intel, é fundamental que a estratégia dê certo.<BR><BR> No mês passado, a companhia voltou a decepcionar Wall Street, ao anunciar uma queda de 13% na receita trimestral, para US$ 8 bilhões, e uma redução de 57% no lucro líquido, de US$ 885 milhões.<BR><BR> Só neste ano, as ações da empresa - que ontem eram negociadas a US$ 17,66 - perderam 29,25% de seu valor.<BR><BR> A AMD prepara-se para a luta.<BR><BR> A companhia lançou seu produto de núcleo duplo há mais de um ano e, desde maio, tem reduzido os preços de diversos modelos de processadores entre 20% e 30%, diz José Antonio Scodiero, vice-presidente de marketing e vendas da companhia na América Latina.<BR><BR> O executivo reconhece que boa parte do mercado tem sido ganha pelo preço, mas garante que a companhia está preparada para ampliar a produção.<BR><BR>  &quot; No segundo semestre, nossa unidade de Dresden (na Alemanha) atingirá 100% de sua capacidade &quot; , afirma.<BR><BR> Na semana passada, a empresa também adquiriu, por US$ 5,4 bilhões, a americana ATI, especializada em chips para aplicações gráficas.<BR><BR> A Intel tem três fábricas - duas nos EUA e uma na Irlanda - preparadas para produzir os novos chips.<BR><BR> Além disso, promoveu uma reorganização global, pela qual vai cortar mil de seus cem mil funcionários.<BR><BR> As dúvidas no setor são muitas, mas uma coisa está certa: a guerra dos chips vai esquentar.<BR><BR>(João Luiz Rosa e André Borges | Valor Econômico)]]></Texto>

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