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 <Titulo><![CDATA[Eike suspende usinas na divisa do Brasil com a Bolívia]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[O empresário Eike Batista, da EBX, disse hoje que vai suspender a construção de duas usinas termelétricas na divisa da Bolívia com o Brasil e também os investimentos em uma usina siderúrgica de US$ 330 milhões na Bolívia, depois das declarações do presidente do país, Evo Morales, em entrevista na noite de ontem no programa Roda Viva, na TV Cultura. "Nos sentimos traídos, e traição a gente só aceita uma vez", disse em entrevista coletiva convocada para declarar sua decisão.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>O empresário disse ter sido tratado como "bandido" nas duas reuniões que teve com cinco ministros bolivianos. "Nos trataram como usurpadores, apesar de estarmos fazendo tudo aquilo que o presidente Morales sempre desejou, que é agregar valor à matéria-prima boliviana e fazermos tudo dentro da lei daquele país."<p><p>As duas usinas termelétricas que seriam construídas na divisa da Bolívia com o Brasil, as chamadas Termopantanal 1 e 2, teriam, respectivamente, capacidade para gerar 170 MW e 43 MW. As usinas já estão listadas junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para serem ofertadas no leilão de energia nova que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza no dia 12 de junho, e teriam fortes chances de serem habilitadas e concorrer na licitação. Isso porque as duas usinas são exceções, entre um total de quase 5 mil MW de capacidade listado para o leilão, que possuem lastro físico de combustível.<p><p>A EBX, holding de Eike Batista, que lidera o investimento nas usinas, em parceria com a Companhia de Eletrificação Rural da Bolívia, possui contrato com a Petrobras para o fornecimento de 1 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia para ambas as térmicas. O próprio grupo chegou a investir US$ 6 milhões na construção de um ramal de dutos que liga as térmicas ao gasoduto Brasil-Bolívia, o Gasbol. "Não temos confiança de que este contrato possa ser mantido diante do que estamos vendo. O presidente Lula teve como grande mérito no cenário internacional o fato de ter honrado todos os contratos. Isso foi um divisor de águas. Não é o que está acontecendo na Bolívia, com todos os compromissos sendo desonrados", afirmou.<p><p>Por outro lado, a siderúrgica que iria para a Bolívia pode agora vir para o Brasil, segundo o empresário. Ele afirmou que a EBX estudará a possibilidade de instalar a siderúrgica em Mato Grosso, ou no Amapá. Outra possibilidade é o Paraguai. A decisão deve sair dentro dos próximos seis meses, simultaneamente ao desmonte da estrutura montada na Bolívia para o complexo siderúrgico.]]></Texto>

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