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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 22 Set 2006 23:49:23 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Festival do Rio 2006: O massacre de Jonestown revisto]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Nara Alves, repórter Último Segundo no Rio</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[RIO – Apesar de toda a violência apontada pelo estudo da FGV nesta sexta-feira, as ruas do centro da cidade fervilharam de gente, especialmente na Cinelândia, na segunda noite do Festival do Rio 2006. Foi no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, que assisti ao meu primeiro filme da maratona que começou na quinta-feira, o documentário “Jonestown: vida e morte no Templo do Povo”. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>“Jonestown”, de Stanley Nelson, desnuda uma forma de violência velada que culminou no massacre conhecido como um dos maiores suicídios coletivos da história, em 1978, na Guiana. </P>
<P>As mais de 900 pessoas mortas eram membros da seita Templo do Povo, liderada por Jim Jones. Este comandante carismático conseguiu, a partir de um forte apelo de igualdade social e racial, tirar famílias inteiras da Califórnia, nos EUA, para fundarem uma comunidade espiritual de cunho socialista no meio da floresta tropical.</P>
<P>Apesar da trilha sonora incomodar pelo insistente tom de suspense, o documentário exibe uma impressionante seleção de imagens de arquivo dos fatos enquanto eles aconteciam. Desde os discursos de Jim Jones, a aparente normalidade dos cultos e a felicidade dos fiéis até 24h antes do silêncio absoluto que invadiu a sala de reunião onde antes era espaço da música gospel. </P>
<P>As entrevistas com familiares de vítimas do massacre, intercaladas com depoimentos de sobreviventes – que fugiram pela mata –, fazem com que o espectador faça uma verdadeira revisão sobre este e outros supostos suicídios coletivos. Até que ponto os fiéis tiveram escolha sobre as próprias vidas? </P>
<P>Saí do cinema, cruzei a Cinelândia e voltei para casa a pé com um sentimento inocente e desprecavido de que a violência no Rio é terrível, mas pelo menos é explícita. No caminho, o massacre de Jonewstown, que antes me parecia longe no tempo e no espaço, ficou mais próximo. E, se esse é um dos objetivo dos documentários, elucidar um ponto escuro na história, “Jonestown” faz isso de maneira impactante.</P>
<P>Festival do Rio 2006 – “Jonestown: vida e morte no Templo do Povo” será exibido novamente sábado, dia 23, às 18h, no Espaço Unibanco 3, em Botafogo, no domingo, dia 24, às 12h30, no Centro Cultural Justiça Federal, no Centro, e na sexta-feira, dia 29, às 17h15, no Espaço Unibanco 3. </P>]]></Texto>

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