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 <MetaData>00:29:44 16/05/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qua, 17 Mai 2006 09:45:21 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Oxigênio impulsiona surto de teatro consciente]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Afonso Gentil, especial para o Aplauso Brasil</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[<P>O Teatro, em séculos e séculos de existência, tem sido periodicamente vítima de investidas espúrias de "renovações radicais", entre elas, agora, a que pretende jogar o Texto, ou seja, a palavra, para as coxias, aquela parte do palco que fica longe das vistas da platéia. A ordem dessa onda tresloucada é, a pretexto de um teatro - vivo, usar o sensorial como meio e fim de uma mensagem, onde toda a equipe se sente no direito de dar opinião e sugerir caminhos, como se os gênios brotassem do tablado, assim num passe de mágica.</P>
<P>Leia mais no <A href="http://www.aplausobrasil.com.br/">Aplauso Brasil</A><BR></P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Assim, uma boa porção de cursos de teatro - para não ser taxada de retrógrada - pega carona nesse modismo e, o que é pior, abre a bilheteria e apresenta sua experimentação para um público pagante, quando o bom senso recomendaria os limites da sala de aula.</P>
<P>Como é de se esperar, pouquíssimos casos escaparão, num futuro breve, da vala comum do esquecimento: passada a sensação de "aventura", do arrepio do inusitado, as pessoas que amam de verdade o teatro, voltam, automaticamente, a conviver com o milenar e sábio teatro-de-idéias onde navegam as culminâncias do pensamento humano, da filosofia, da psicologia e das ciências.</P>
<P>Felizmente, a temporada espontaneamente contra-ataca esse "sensorial marqueteiro" e além desse ardilosamente humano "OXIGÊNIO", temos em cartaz "Wittgenstein" e "Quando Nietzche Chorou"; estão chegando duas prometedoras versões do Ricardo III de Shakespeare; continuam o pungente "Agreste" e o eletrizante ritual filosófico-dialético de Antunes Filho "O Canto de Gregório"; duas versões de "Esperando Godot", a de Gabriel Vilela com lugares disputadíssimos e O Fingidor"de Samir Yasbeck, a merecer novo retorno; o clássico"Leonor de Mendonça", de Gonçalves Dias, de rendimento irregular mas, honesto ; ainda "O Porco", de Raymond Cousse, solo de Henrique Schafer que sempre&nbsp; beira o sublime; todos seguidos, nesse mutirão cultural,por Nelson Rodrigues (Toda Nudez Será Castigada e Traição), Brian Friel (Molly Sweeney-Um Rastro de Luz), a dupla Jandira Martini-Marcos Caruso de Operação Abafa e um surpreendente Antonio Ermírio de Moraes com Acorda Brasil. </P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deu para perceber o poder dos anticorpos do Teatro?</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; "OXIGÊNIO"</P>
<P>O consciente e coerente grupo Arte Ciência No Palco, encabeçado por Carlos Palma, acerta em cheio na escolha do texto de Carl Djerassi e Roald Hoffmann - dois premiados químicos - pela habilidade que os autores tiveram em conflitar dados aparentemente áridos para elevar a temperatura da cena.</P>
<P>O que começa como um educado entrevero entre as esposas reais dos quimicos Lavoisier, Priestley e Scheele, vai desembocar numa disputa cheia de golpes baixos e interesses pessoais na fictícia premiação retroativa (século 18) de um hipotético Nobel entre seus integrantes.</P>
<P>Muito contribui para o aquecimento do embate o tom irônico adotado pelo experiente(ex-diretor bissexto) Sílvio&nbsp; Zilber, com atividade mais regular a partir de "Einstein" para o mesmo grupo. O elenco é afinado na idéia central dos autores, a nosso ver, a que os cientistas têm coração...para o bem ou para o mal!&nbsp; É, pois, com leveza e elegância que Oswaldo Mendes, Carlos Palma, Vicente Latorre e Tereza Piffer(esta, só no começo da temporada) trocam farpas e maldades, enquanto Mônica Ploker e Adriana Dham fazem suas partes com graça e agudeza de espírito.</P>
<P>"Oxigênio" não deve meter medo em nenhuma platéia: é gostosa de acompanhar. E como diz o programa da peça: Oxigênio, o que você não faria por ele?</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Oxigênio</P>
<P>Em cartaz no Teatro Ruth Escobar</P>
<P>Qui. às 21h, Sex. às 21h30, Sáb. às 21h e Dom. às 19h</P>
<P>Até 2 de julho</P>
<P>Ingressos: R$ 20,00 (Qui. e Sex.) e R$ 30,00 (Sáb. e Dom.)<BR></P>
<P>&nbsp;</P>]]></Texto>

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