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 <Codigo>2323473</Codigo>

 <MetaData>00:30:04 30/03/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qui, 30 Mar 2006 00:31:19 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Crítica: Quatro dicas de bom teatro para ver logo]]></Titulo>
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 <NomeCanal>Cultura</NomeCanal>
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 <NomeCredito>Michel Fernandes, do Aplauso Brasil</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[<P>SÃO PAULO – Na extensa lista de espetáculos que estão em cartaz na cidade de São Paulo, selecionei quatro ótimos exemplos de qualidade e que merecem ser vistos antes que saiam de cartaz.<BR></P>
<UL>
<LI>Leia mais no <A href="http://www.aplausobrasil.com.br/">Aplauso Brasil</A></LI></UL>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P><STRONG>ESPERANDO GODOT<BR></STRONG>&nbsp;</P>
<P>Nas profundezas do SESC-Belenzinho você vai encontrar um Gabriel Vilella&nbsp; artisticamente remoçado, semi-despido de maneirismos formais - o barroco mineiro, por exemplo - conduzindo com extrema sensibilidade a saga dos"vagabundos" de Samuel Becket, com a colaboração decisiva de quatro excelentes atrizes: Magali Biff, Bete Coelho, Lavinia Pannunzio e - quem diria! - Vera Zimmermann</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>ÁI, CAÇAROLA</STRONG></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>No outro extremo, muitíssimo distante do universo cerebral de "Esperando Godot", você vai topar com uma feliz recriação de "Aulularia" (A Comédia da Panela), de Plauto, que daria séculos e séculos depois no "O Avarento" de Molière e mais alguns outros séculos após, já no Brasil, no "O Santo e a Porca" de Ariano Suassuna.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Luiz Serra, em pleno domínio do tempo-de-comédia, sem perder os contornos humanos do seu atribulado avarento, encabeça um elenco que tem em Lucélia Machiavelli e Atílio Bari, impagáveis coadjuvantes e ainda conta com jovens promissores no campo da comédia : Roberta Paixão, Marcelo Franzolin e Daniel Ortega. Ponto para a direção descontraída de Atílio Bari.</P>
<P>&nbsp;<BR></P>
<P><STRONG>A NOITE ANTES DA FLORESTA</STRONG></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Solo de Otávio Martins, ator de vigorosa presença e senhor de excelente dicção (qualidades fundamentais para um solo). Embora o reflexivo e angustiado texto do falecido (precocemente) autor&nbsp; francês Bernard-Marie Koltès peça mais para ser lido que visto, Otávio e o diretor Francisco Medeiros, apoiados com inteligência e bom gosto por iluminação, cenografia, trilha sonora e figurino, prendem o espectador com a força humana da raiva e dos lamentos do torturado personagem de Koltès. Tem ainda a marca d’Os Satyros, embora não seja produção do incansável e super-talentoso grupo da Praça Roosevelt.</P>
<P>&nbsp;</P>
<P><STRONG>AGORA E NA HORA DE NOSSA HORA</STRONG></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>No palco de Teatro Fábrica, em curta temporada aos fins de semana, um desconhecido Eduardo Okamoto, dirigido pela já mítica Verônica Fabrini, da UNICAMP, num contundente retrato da realidade das crianças de rua. Sem recorrer à grandiloqüência cênica e aos chavões do gênero, Okamoto, sozinho no palco, dá um show involuntário de domínio da expressão corporal e mostra, ora com lirismo,ora com selvagem espanto, o que se passa na mente de um garoto que acabara de presenciar o assassinato de outros meninos, seus parceiros, pela polícia, remontando ao episódio tristemente célebre da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro</P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Um belo exemplo da força do Teatro na formação de corações e mentes: você sai muito responsável pelos descaminhos do mundo<BR></P>]]></Texto>

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 <MateriasRelacionadas></MateriasRelacionadas>

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