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 <MetaData>17:07:11 29/03/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qua, 29 Mar 2006 17:07:14 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[15º FTC: Portugueses buscam fuga no espaço e encontram gargalhadas na terra]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
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 <NomeCredito>Michel Fernandes, do Aplauso Brasil</NomeCredito>
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 <NomeFonte><![CDATA[]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[<P>CURITIBA – Como diz o dito popular “mudam-se os anéis, mas os dedos são os mesmos”. Troquemos “anéis” por “politicagem”, “alianças”, “conchavos”, e teremos o mix perfeito do que o espetáculo “Lost in Space”, apresentado pelo grupo português Kind of Black Box no Fringe, mostra paralela, da 15ª edição do FTC (Festival de Teatro de Curitiba), aborda. </P>
<UL>
<LI><A href="http://www.aplausobrasil.com.br/" target=_blank>Leia mais no Aplauso Brasil</A></LI></UL>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Três astronautas portugueses - interpretados com extremo talento por Tobias Monteiro, João Craveiro e Paulo Duarte Ribeiro –, desiludidos com a situação política do país, decidem auto-exilarem-se no espaço. O que não esperavam era que perderiam contato com a terra e, assim, suas provisões chegariam ao fim.</P>
<P>Sem alimento e fartando a fome, decidem que um dos três deverá “oferecer-se” ao sacrifício e servir de alimento aos outros dois. Eis o prato cheio – falando em alimento – para a sátira ao mecanismo político inerente aos humanos que recebem em genes as sementes dos contratos nada éticos dos conchavos e armações da politicagem.</P>
<P>E naquele microcosmo – dentro de uma aeronave – o espaço se agiganta e a ironia se instaura. Eles buscaram o exílio para se afastarem do que acabam sendo vítimas: alianças que asseguram o bem-estar individual. O coletivo é desprezado e, parafraseando Fernando Pessoa (Bernardo Soares de “O Livro do Desassossego”), o homem ama apenas aquilo que lhe dá prazer, logo, ama a si mesmo, ou seja, no caso de “Lost in Space” o amor tratado transcende o sentido objetivo, tornando-se sinônimo de preservação.</P>
<P>Inspirado na peça “Alto Mar”, do polonês Slawomir Mrozek, “Lost in Space”, brinca com um assunto bastante universal e atemporal: a faculdade humana de utilizar-se da retórica, na maior parte das vezes patética, cheia de um discurso vazio e nonsense, que revela o lado sombrio de nós mesmos.</P>
<P>%FOTOESQUERDA%Nesse tom de burla, os atores do Kind of Black Box conseguem arrancar sinceras gargalhadas utilizando como recurso empatia e carisma. </P>
<P>De mais recursos exteriores temos a eficiente e criativa cenografia, donde os capacetes cósmicos são secadores de cabelos daqueles de salão, o que reforçam a comicidade; as vídeo projeções funcionais que dão ênfase ao angustiante isolamento e virtualidade a que o afastamento os levou – qualquer proximidade com relações pautadas pelo virtualismo das web cams pode não ser mera coincidência – e os figurinos exagerados, carnavalizados, que desvelam a intenção jocosa do espetáculo. %FOTODIREITA%</P>
<P>Certamente, “Lost in Space” foi das gratas surpresas do Fringe e os nossos patrícios lusitanos deixam saudades e pedidos de breve retorno. </P>]]></Texto>

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 <LegendaFotoPrincipal><![CDATA[Mudam-se os anéis, mas os dedos são os mesmos...]]></LegendaFotoPrincipal>
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 <LegendaFotoCorpoMateriaDireita>A peça fala sobre astronautas portugueses</LegendaFotoCorpoMateriaDireita>
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 <LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda>Eles conseguem arrancar sinceras gargalhadas</LegendaFotoCorpoMateriaEsquerda>
 <CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda>Divulgação</CreditoFotoCorpoMateriaEsquerda>

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 <MateriasRelacionadas></MateriasRelacionadas>

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