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 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 27 Nov 2004 10:20:05 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Mulheres em NY aderem a esporte violento sobre patins]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Reuters]]></NomeFonte>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[Reuters Limited - todos os direitos reservados 1999. <a href="javascript:abreWindow('http://ultimosegundo.ig.com.br/useg/copyright/fontes/0,,3,00.html', 'Direitos', 'width=300,height=300,scrollbArs=no,resizable=no,status=no,menubar=no');" class="link11" >Clique aqui</a> para limitações e restrições ao uso.]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[<p> NOVA YORK (Reuters) - Tami Heaton tem uma costela quebrada, Karin Bruce machucou o lábio e Natily Blair quebrou um braço. E elas têm orgulho disso.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[ <p> Profissionais sofisticadas de dia, essas nova-iorquinas passam suas noites revivendo um esporte nada sofisticado: o roller derby, uma espécie de misto de patinação com luta livre.</p> <p> Num velho rinque de patinação num bairro decadente do South Bronx, os novos times de roller derby de Nova Yorque competem com um misto de habilidade, coragem e agressividade -- sem falar em meias arrastão, muito delineador preto e várias tatuagens.</p> <p> &quot;Você tem um emprego de dia onde você tem sua vida profissional, e, à noite, sai para dar porradas&quot;, disse Heaton, que tem 32 anos, é gerente de um Web site de Manhattan e usa sombra com glitter nos olhos e os cabelos presos com maria-chiquinhas.</p> <p> Seu codinome no roller derby, estampado nas costas do uniforme de seu time (que inclui minissaia), é Sybil Disobedience.</p> <p> Com outras jogadoras usando nomes como Baby Ruthless (Baby Implacável) e Venus Demolish (Vênus Demolição), as patinadoras se espalham pela pista, armadas com capacetes, protetores de boca, joelheiras e cotoveleiras.</p> <p> Elas tentam bloquear o caminho da atacante do time oposto, que marca um ponto cada vez que passa por uma jogadora do time contrário.</p> <p> Bloquear a passagem de jogadoras com o corpo é permitido, dar cotoveladas, também. Mas passar rasteiras e brigar é proibido. Cair é inevitável. </p> <p> ENTRETENIMENTO POPULAR</p> <p> Sem regras oficiais, os dois juízes -- o marido de uma jogadora e o namorado de outra -- tentam manter a ordem no caos.</p> <p> Blair, que é atriz profissional e, no roller derby, é conhecida pelo apelido Ginger Snap, diz que pratica o esporte porque é terapêutico -- &quot;sem falar que é superdivertido patinar de meia arrastão e dar porradas em outras mulheres&quot;.</p> <p> O roller derby surgiu como entretenimento popular e barato na década de 1930, durante a Grande Depressão.</p> <p> Muitos norte-americanos ainda se recordam das partidas televisionadas da década de 1970, com times de mulheres duronas patinando por rinques fechados, xingando e empurrando umas às outras. O esporte foi visto como o precursor da luta livre profissional contemporânea.</p> <p> Os organizadores dos campeonatos atuais de roller derby feminino, que incluem times recém-formados em Austin (Texas), San Francisco, Las Vegas e Seattle, dizem que o esporte é &quot;pós-feminista&quot; e dá poder às mulheres.</p> <p> Deixando as definições políticas de lado, o fato é que o roller derby agrada ao público.</p> <p> As mulheres que o praticam dizem que o esporte exige tanto aptidão quanto atitude.</p> <p> &quot;Você não pode ter medo de cair, não pode ter medo de se meter ali no meio e dar e receber cotoveladas&quot;, disse Heaton. &quot;E não pode pedir desculpas. Não existem desculpas no roller derby.&quot;</p> </p>]]></Texto>

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